No início da manhã, quando vinha para o trabalho, não resisti à tentação… Tive que “medir forças” com um ônibus do transporte coletivo. Numa das descidas da avenida Nildo Ribeiro da Rocha, pisei no acelerador e fiquei lado a lado com ele. No velocímetro, 90km/h. Depois de registrar a velocidade exercida pelo motorista numa via perigosa, tirei o pé e voltei ao limite permitido, 60km/h.
Menos de cinco minutos depois, no semáforo do cruzamento da avenida Nóbrega com Perimetral, a minha frente, um outro veículo freiou para evitar ser pego por outro ônibus da empresa. Embora o sinal estivesse verde para o carro, o motorista da TCCC avançou o sinal vermelho, e em velocidade incompatível com a via.
Essas são infrações e abusos cometidos todos os dias nas ruas e avenidas de Maringá. Os mesmos veículos que garantem o transporte de milhares de pessoas podem representar um risco para pedestres, ciclistas, motociclistas e outros motoristas. Basta imaginar o que pode acontecer quando um ônibus circula a 90km/h numa avenida, principalmente numa descida.
Nesses horários, geralmente há crianças, idosos… E, como é sabido, todos estão soltos, sem cinto de segurança. Uma parada brusca pode ferir muita gente.
Os avanços de sinal também não deveriam ser tolerados. Primeiro, pelo risco que tal comportamento representa. Segundo, pelo péssimo exemplo aos demais motoristas. Por fim, por insinuar que a empresa está acima da lei.
E esta talvez seja a questão mais importante a se discutir aqui. É verdade que o município não reúne condições de fiscalizar o trânsito em todas as vias da cidade. Mas a impressão que se tem é as autoridades de trânsito são coniventes. Quando o assunto é a empresa de Transporte Coletivo Cidade Canção, o silêncio impera.
As infrações e abusos cometidos pelos ônibus da TCCC são conhecidos. Mas não há informações sobre punições, multas e muito menos ameaça de rompimento do contrato.
É verdade que a concessionária investe, tem bons veículos. Mas também é verdade que a lista de problemas é extensa. Desde aos abusos no trânsito até a ausência de transparência e clareza na formatação do preço da tarifa. Entretanto, o que lamentamos é que não indicações de que isso um dia vá mudar.



fev 11, 2009 @ 17:16:27
O problema é a certeza da impunidade. Parece que esses motoristas, ou são forçados a correr para cumprir o horário, ou simplesmente são orientados para ignorar sinal vermelho, preferencial, limite de velocidade, radar…
fev 14, 2009 @ 23:21:06
E nem param nas faixas onde existem as placas azuis… É ficar um pouco aqui na rotatória da Cerro Azul com JK para ver.. é uma vergonha…
mar 24, 2009 @ 10:09:41