O veto do Executivo ao projeto que cria o feriado da consciência negra em Maringá deve ser analisado hoje pelos vereadores. A CBN Maringá discutiu amplamente o assunto.
Dos parlamentares, ouvimos Wellington Andrade, que é a favor do feriado. Embora não tenha justificado o que muda na vida dos negros ter um dia de feriado, Andrade sustentou a necessidade de ser coerente. Afinal, a maioria dos vereadores votou a favor do projeto. Seria vergonhoso mudar de lado apenas para concordar com o Executivo.
Flávio Vicente discordou. Ele entende que não há problemas em rever o voto. Ele sustenta que tornar feriado o Dia da Consciência Negra não ajuda no combate à discriminação racial. Para o parlamentar, criar feriado é só “pão e circo”. É fazer festa sem mudar absolutamente nada na vida dos negros.
Na opinião dele, o dia será mais um para as pessoas deixarem de trabalhar sem refletir a respeito dos problemas da sociedade e a exclusão do negro.
De acordo com Flávio Vicente, ao criar o feriado, a Câmara de Maringá tratou do assunto de forma rasa, imaginando que um único dia pode mudar uma realidade histórica. Ele entende que o Legislativo deveria investir tempo na elaboração de projetos que possam garantir durante o ano todo políticas públicas de valorização do afrodescente.
PS- Wellington Andrade fez uma observação importante. Alguns vereadores devem faltar a sessão de hoje. Eles estariam tentando evitar tomar uma posição a fim de não se desgastarem com o Executivo e nem com a comunidade negra.
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