A tecnologia que nos consome

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A mesma tecnologia que por vezes trabalha ao nosso favor também é capaz de simplesmente nos colocar em "maus lençóis". Ela nos auxilia, mas também nos consome.

Reféns das ferramentas tecnológicas, os arquivos estão cada vez mais raros. Costumo dizer que sonho acabar com todos os meus CDs, DVDs e, principalmente, os livros. Ocupam espaço demais e hoje já são um transtorno. Sonho ter tudo digitalizado, a um clique dos meus olhos.

Entretanto, nossos "arquivos virtuais" nem sempre colaboram conosco. Hoje, por exemplo, senti na pele o que é a rotina de produzir e ver seu trabalho simplesmente deixar de existir. Primeiro, na sala de aula, uma acadêmica perdeu, diante de nossos olhos, uma reportagem que acabara de escrever. Minutos depois, fui abrir o pendrive para concluir uma pesquisa que estou desenvolvendo e… cadê o arquivo? A mensagem na tela dizia tudo: arquivo corrompido. Este ser aqui, embora se considere razoavelmente alfabetizado no mundo das tecnologias, simples ignorou o básico dos básicos: ter sempre um backup. Por sorte, uma versão mais antiga do estudo estava guardada no computador de casa. Dos males, o menor.

Diante dos fatos, impossível não pensar na velha e boa máquina de escrever. O que se produzia ali estava registrado, gravado. Saudade daquele barulho gostoso provocado pela pressão sobre as teclas. Dava mais trabalho? Claro que sim. Mas tinha seu charme. Hoje são quase peças de museu. Tenho comigo uma antiga Olivetti. É daquelas portáteis, verdes. Comprei quando ainda era garoto. Acho que tinha uns 14 anos. Já não uso mais, mas está no armário para fazer lembrar de um mundo que já se perdeu. Não melhor que o atual, mas bem diferente.

Nunca é fácil lidar com o ciúme

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Um dos sentimentos mais corrosivos é o ciúme. Não importa se num relacionamento amoroso, ou entre pais e filhos, amigos, companheiros de trabalho etc. O ciúme machuca, entristece e até afasta.

Nem sempre há motivos para o ciúme. Muitas vezes, é irracional, injustificado. Outras tantas até têm um certo sentido de ser. A outra pessoa da relação pode contribuir no despertar desse sentimento.

Com ou sem razão de ser, nunca é fácil lidar com o ciúme. E para nenhuma das partes. Quem vivencia essa realidade diária precisa, primeiro, reconhecer que tem um problema a ser resolvido. Se a origem do ciúme está na maneira como tem se constituído o relacionamento, no jeito, na atitude de uma das partes, o melhor é dialogar, tentar chegarem a um denominador comum para não se ferirem, não se magoarem.

Se não há motivo, conversar também é fundamental. Entretanto, buscar ajuda profissional pode ser a melhor alternativa para reencontrar o equilíbrio, a paz interior e preservar o próprio relacionamento. Nessas horas, a compreensão de quem é o alvo do ciúme é necessária; ser tolerante, tentar ajudar e nunca promover o confronto.

Outro aspecto que deve ser considerado, principalmente entre casais, são as atitudes – ainda que pequenas – que acabam provocando o ciúme. Como disse, às vezes, o ciúme é justificado. Nem sempre há intenção de trair. Mas, por brincadeira ou vontade de "mexer" com o outro, comporta-se de um jeito que irrita e fere. Isso nunca vai fazer bem; numa relação, não vai acabar bem.

A máxima do "quem ama, cuida" vale também para o ciúme. Quem ama, evita provocar o ciúme. E também se cuida para não tornar as crises de ciúme frequentes fazendo da relação um inferno, levando-a a ser um fardo para ambas as partes.

Na segunda, uma música

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Elas são intérpretes incríveis. Cantam demais. Uma está há cerca de 10 anos fazendo sucesso; a outra, faz bem menos tempo. Mas tem um talento incrível. Estou falando de Ana Carolina e Maria Gadú. Aqui cantam “Mais que a mim”. Vale curtir. 

Ninguém ama sozinho

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Dia desses escrevi por aqui que as pessoas não amam na mesma intensidade. E por vários fatores; entre eles, a própria personalidade psiquíca do indivíduo. Pontuei que compreender as diferenças é fundamental para se preservar o relacionamento. Entretanto, também disse que tentar corresponder a expectativa do parceiro ou da parceira no jeito de amar, é um passo importante para fazer o romance permanecer vivo.

Costumo dizer que quem ama, cuida da relação. Não abandona. Não existe essa coisa de "uma vez conquistado para sempre conquistado". Olhar as carências do outro e tentar satisfazê-las é uma necessidade diária. Quem ignora tal premissa aceita o risco de simplesmente deixar de ser amado – ou de ser simplesmente substituído, substituída. Não quero aqui defender uma postura egoísta do tipo: "se ela não fizer tudo por mim, arrumo outra". Ou o inverso. Nada disso. No entanto, ninguém se sente bem tendo a impressão que ama sozinho. Se a pessoa tem essa impressão, de que ama sozinho, e aceita comodamente tal situação, de duas uma: ou nunca soube o que é ser amado ou é inseguro demais.

Relacionamentos são feitos por duas pessoas – duas pessoas dispostas a construírem uma vida comum. Se isto não acontece, o relacionamento aos poucos vai adoecendo e os sentimentos morrem.

Lamentavelmente, isto ocorre frequentemente. Homens e mulheres, muitas vezes, preferem olhar para si mesmos, sentem-se cobrados quando o outro pede mais atenção, entendem ser um peso investir mais no relacionamento, acham mais cômodo agir como sempre agiram e até chegam acreditar que aquele amor está acima do que são capazes de viver. São pessoas que simplesmente abrem mão da felicidade.

Ser mais que professor

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Dia desses ouvi um depoimento que me deixou um tanto emocionado. Como sempre digo, entendo que ser professor é mais que dar aulas; acredito que somos educadores. E o educador não é "aulista", "conteudísta". Educador é quem se envolve, se preocupa com a vida de seus alunos e tenta influenciá-los; contribuir na formação do ser humano. E esse depoimento fez bem a minha alma porque pude perceber que às vezes conseguimos realizar tal papel. 

Ao conversar com uma ex-aluna, ela foi logo falando: 

- Você me fez mudar. 

Não entendi muito bem. Quis saber de que maneira contribuí para essa "mudança". Mais que isso, queria entender se esta mudança era positiva ou não. 

Então, ouvi dessa jovem que tinha mexido com a auto-estima dela, principalmente no que diz respeito aos seus relacionamentos. Ela comentou que as discussões em sala contribuíram para entender que era preciso se valorizar mais, que entendeu que a mulher não deve se permitir ser vista como objeto, apenas para o prazer do homem. 

- Eu era mulher de malandro; brincou. Hoje sou seletiva. Quero ser amada. 

Também listou mudanças noutras atitudes, a tentativa de adquirir o hábito da leitura, maior responsabilidade em seus comportamentos. 

- Precisamos evoluir, né?, completou. 

Fiquei feliz com o que ouvi. De alguma forma, me senti um ser humano melhor. Afinal, toda vez que penso na razão da vida entendo que ela se justifica quando nossa vida faz sentido para vida de outras pessoas. E é nesse contexto que sempre lembro de algo que me falou um experiente professor. Para ele, o educador ensina muito mais com suas atitudes que com as teorias que apresenta. Talvez o depoimento desta ex-aluna tenha me ajudado a reforçar essa verdade. 

Experiências da educação

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Estamos na reta final na faculdade. Os dias têm sido intensos. Muita coisa pra fazer, pra cuidar, pra arrumar… E vida de professor é aquela coisa: além da rotina da sala de aula, tem o atendimento ao aluno (que não abro mão), correção coerente e justa de trabalhos, provas etc. Isto tudo a gente faz fora do horário que cumprimos religiosamente na instituição. Não dá pra ser educador e achar que o trabalho termina quando saímos da sala. Quem faz isso é "aulista", não professor.

Bem, mas esta é uma outra discussão.

Entrei aqui por causa da sensação boa causada pelas atividades desenvolvidas hoje à noite. É muito bom ver que alguns alunos se envolvem, se empolgam e percebem a importância de certas "tarefas" que propomos. Claro, não são todos. Entretanto, ainda que um ou dois estivessem verdadeiramente interessados já valeria a pena todo o trabalho desenvolvido. Afinal, o ato de educar é recompensado pela transformação que o conhecimento proporciona. E se uma pessoa está sendo afetada, o empenho do professor terá feito sentido.

Nesta noite, por exemplo, nas duas primeiras aulas, um grupo apresentou todo o contexto histórico da década de 1990 e a produção artística e cultural desse período. Foi gostoso notar que houve profundidade no tratamento das questões. Durante uma hora e meia pude ouvi-los e senti que a atividade, embora cansativa, não foi um peso pra eles. Após o intervalo, foi a vez da entrega de artigos que desenvolveram durante este último semestre. Observei muita coisa legal. Vi alunos animados inclusive em continuarem a pesquisa numa monografia. Bom demais!

São por situações como estas que sinto o ensino como missão. É trabalhoso? Muito, mas é uma forma de dar minha contribuição para a sociedade, para a formação humana e cidadã.

Administrar o tempo a nosso favor

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Não me parece o horário mais adequado para escrever um texto pro blog. Mas, além de não resistir à tentação, é o tempo que hoje consegui tirar para postar alguma coisa por aqui. É complicado isto, né? Às vezes as ideias aparecem, mas o relógio parece dizer: "não dá". E não dá mesmo. A vontade é de se deixar levar pelas ideias que vão surgindo e permitir que um novo texto seja construído. Porém, o tempo não permite.

Creio que todo mundo hoje gostaria de ter um dia com mais horas. Seja pra dedicar ao lazer, seja pra trabalhar mais, seja pra ficar um pouco mais ao lado da pessoa amada… enfim, pouca gente é capaz de dizer: "tenho tempo".

Essa coisa de ter tempo me fez lembrar uma corrida de gato e rato que ando tendo com um amigo especial. Há cerca de seis meses estamos nos desencontrando. Pior, eu sou o maior culpado. Ele me liga, tenta marcar um papo, eu nunca consigo dizer "sim". Semana passada, o compromisso até foi pra agenda. Contudo, acabou sendo desmarcado de última hora. Hoje, me propus a fazer o possível e o impossível para estar com ele antes da próxima sexta-feira. Vai dar? Prometo que vou tentar. E muito.

Essa nossa briga com o relógio resulta em algo muito simples: deixamos de viver. Particularmente, parte da minha falta de tempo é justamente por ainda tentar preservar algumas horas pra mim, pras coisas que desejo e quero fazer. No entanto, sei bem que, ainda que priorizando certas coisas, outras tantas – que também são importantes – vão sendo deixadas de lado; aos poucos, esquecidas.

Talvez nosso maior desafio hoje seja administrar o tempo. Administrá-lo a nosso favor a fim de que a vida possa valer a pena.

Cracolândia – o mundo de ninguém

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Aline Yuri é colaboradora deste blog

O vício do crack é tão agressivo que submete pessoas a fazerem qualquer coisa para sustentar a dependência. São pessoas morando na rua, passando dias sem dormir, sem comer e ainda, destruindo famílias e valores. A conhecida Cracolândia que fica localizada na capital Paulista, é o lugar onde dezenas de pessoas passam os dias se torturando com a droga.

Podemos dizer que a Cracolândia é o mundo de ninguém, pois a droga toma conta do ser humano, faz com que este se esqueça de tudo e só tenha vontade e necessidade de usar o entorpecente. Milhares de famílias vivem o drama para resgatar aqueles que se envolvem em um caminho que, normalmente é sem volta. Os dependentes se esquecem dos sentimentos, da razão e da consciência de bem estar.

Neste mundo, não há restrições de sexo, idade, condições financeiras ou cor. Basta à curiosidade em experimentar para apodrecer lentamente em um lugar onde nada mais faz sentido, a não ser o crack. Nem mesmo as necessidades fisiológicas são valorizadas. Na hora do desejo pela droga, vale tudo pra saciar o vício, inclusive matar.

Aqui, paramos para uma pergunta. Será que o problema está dentro das próprias relações familiares? Diria, que não somente. A causa para tantas calamidades está na sociedade, onde só damos atenção para aquilo que é do nosso interesse. E quando falo em sociedade me refiro, a todos sem exceções, principalmente ao nosso governo. Será que para isto, não há estratégias que resolvam a situação? O intrigante, é que para tantos outros assuntos é sempre desenvolvido projetos, ou melhor, planos.

O crack é derivado da planta de coca misturada com cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada. Fumados normalmente em cachimbos, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte, devido, a ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco. Além dos efeitos físicos, abala o psicológico como, proporciona euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.

A luta pela vida e o abandono ao crack é uma difícil tarefa que não restringe apenas pais que tenham um filho perdido na Cracolândia, mas a todos. Embora pareça distante da nossa realidade, o número cresce expressivamente quando “viramos as costas” para um problema que um dia, também, pode ser nosso.
Texto de Aline Yuri

Na segunda, uma música

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Paul McCartney foi o assunto do fim de semana. Seus shows no Brasil, resgatando memórias, saudades, apaixonando novas gerações, movimentaram a TV brasileira. Nesta segunda, impossível não compartilhar uma de suas músicas. São tantas… Difícil escolher. Mas gosto de "Hey Jude". E na versão que compartilho, Paul canta com outros grandes nomes da música internacional. Vale a pena parar pra curtir. 

As pessoas amam na mesma intensidade?

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Somos todos diferentes. Até podemos combinar numa coisa ou outra. Entretanto, sempre guardaremos características que nos diferenciam. Não importa se vivemos na mesma época, se tivemos as mesmas condições sociais, estrutura familiar semelhante… Não importa. Nem gêmeos sentem, pensam e agem da mesma maneira. Em nosso interior, sempre haverá um ponto, ainda que minúsculo, que nos faz indivíduos únicos no mundo. 

Num relacionamento, muitas vezes há a expectativa de quem as pessoas envolvidas se amem na mesma intensidade; ou que possuam comportamentos que expressem igualmente aquele sentimento. Engana-se, no entanto, quem acredita que as pessoas amam igual. Ninguém ama igual ao outro. Somos diferentes, como disse. Não é só pela constituição psicólogica, psiquíca. Há várias questões envolvidas na constituição do ser que o motivam a verbalizar e sentir o amor de forma distinta do outro. 

Conheço pessoas que costumam dizer: "Tenho medo desse sentimento. Às vezes, pareço que não amo de verdade". A primeira coisa que me vem à mente nessas situações não é uma resposta, mas sim uma outra pergunta: "Afinal, o que é o amor?". Será que sabemos caracterizar esse sentimento? 

Não é incomum encontrarmos casais que se amam. Porém, uma das partes se envolve mais, exterioriza constantemente o sentimento, revela em pequenos gestos cotidianos aquele sentimento que vai no peito. Já a outra parte é um pouco menos sensível, deixa-se ser amada mas não consegue ser carinhosa com tanta frequência. Significa que não ama? De forma alguma. Talvez seria capaz até de se sacrificar pelo outro, mas seu jeito de ser se revela numa forma mais contida de amar.

O ser humano é assim. Somos diferentes, contraditórios. Entender as diferenças é o primeiro passo para respeitar os sentimentos e preservar a relação. É fundamental não se acomodar e dizer: "sou assim mesmo; é assim que sempre vou ser". Tentar corresponder a expectativa do parceiro ou da parceira no jeito de amar, é um passo importante para fazer o romance permanecer vivo. Por outro lado, compreender as diferenças e até mesmo a maneira mais contida – ou menos sensível – de amar da outra pessoa ajuda a preservar os sentimentos e ameniza o sofrimento que se cria por alimentar expectativas distorcidas do que é o amor. 

A gente pergunta, mas não quer a resposta

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Fui buscar um copo de água e encontrei uma colega no corredor. Ela saia do elevador, apressada. Tão logo me viu, deu um sorriso e perguntou: 

- Tudo bem? 
- Tudo bem, e com você – respondi. 

Ela seguiu adiante. Fiquei ali na cozinha e recordei de um texto que escrevi não faz muito tempo. Nele, falava sobre esse hábito educado, gentil que temos de, ao encontrarmos uma pessoa, dizermos: "tudo bem?". 

Nos meus pensamentos, fiquei elaborando… E se eu dissesse: "não estou bem"? Como seria a reação dela? Será que iria parar para falar comigo? 

Claro, eu não faria isso. Primeiro, porque não teria razão para dizer que não estou bem. Segundo, porque, ainda que não estivesse bem, sei que é só um jeito gentil de cumprimentar as pessoas. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso, ainda que esteja mal, não vai verbalizar isso no corredor, no ônibus, ao chegar na empresa, ao encontrar alguém no banco etc etc. 

Ainda assim, é impossível não achar graça de nossos hábitos. A gente pergunta pra não saber. Perguntamos, mas não queremos ouvir. Fazemos isso até de forma inconsciente, mas fazemos. O único problema é que de vez em quando alguns levam a sério nossa pergunta e resolvem contar todos os problemas, mesmo quando você não está nenhum pouco disposto a ouvir. Mas, afinal, quem mandou perguntar? 

Nossas ações falam sobre o que somos

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Costumo dizer que pequenas atitudes revelam muito do nosso caráter, do nosso jeito de ser. Por isso, tenho o hábito de observar muito. A gente sempre aprende através da observação. Hoje, por exemplo, enquanto esperava o elevador, "avaliei" o comportamento de um jovem. Eu estava acompanhado de outra pessoa que também aguardava. O rapaz chegou, não formou fila e foi direto para a porta. Lançou um olhar pra mim e para a outra pessoa que também esperava, mas ficou na porta. Quando o elevador chegou, não tinha como as pessoas saírem; nem ele podia entrar. Afinal, ele mesmo servia como obstáculo. Ao entrarmos, o jovem apertou o botão do primeiro andar. 

Cá com meus botões, fiquei pensando: se estivesse com pressa, poderia ter ido pelas escadas. Até porque esperamos um bocadinho pela chegada do elevador. Então, o que mais justificaria ter atravessado, ter se colocado na frente na porta, inclusive atrapalhando a saída de quem estava chegando ao térreo? 

Sinceramente, não sei responder. Pensei em educação. Uma atitude educada, respeitosa talvez levaria a outro comportamento. Porém, talvez não seja isto. Ainda assim, pensei nesse mesmo jovem no trânsito, ou no trato com uma pessoa, na relação com uma mulher… Enfim, a gente costuma reproduzir nossas atitudes em diferentes situações. Elegância, gentileza ou fazem parte de nossa natureza ou simplesmente não existem em nosso comportamento diário. No vocabulário podem até estar presentes, mas ninguém sustenta certas ações apenas no discurso. 

Pequenas boas lembranças

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Depois de três anos, busquei meu certificado de conclusão da pós-graduação. Não ligo muito para essas coisas de diplomas, certificados, declarações… Nunca esquentei com currículo. Dias atrás me vi louco pra reunir tudo que já fiz e produzi por causa da necessidade de fazer o tal do "currículo lates". É claro que não achei muita coisa. Salvei um outro documento e meu "lates" ficou pobrezinho. Na verdade, nem olhei pra ele ainda. Alguém fez pra mim. Então, nem sei se ficou chique – ou com "glamour", como diz uma amiga.

Mas a busca do certificado de especialista em Psicopedagogia me fez recordar os dois anos de curso. Vivi bons momentos na especialização. Me diverti (no sentido de estudar de uma forma mais leve, menos "fanática") – como não fiz durante a faculdade. Além de aprender muito sobre educação, de tornar meu olhar mais humano para o ensino, de me moldar para a Educação, também convivi como nunca com o universo feminino. Numa turma de quase 50, era o único homem. Impossível não ouvir coisas que nunca tinha ouvido ao longo dos anos. Faz parte das boas lembranças… E como tudo na vida, um belo aprendizado sobre o ser humano.

Na segunda, uma música

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Tem músicas que a gente precisa ouvir. E mais de uma vez. Algumas delas pela beleza da melodia; outras, pela letra magnífica; e em várias circunstâncias pela interpretação e parcerias. A música desta segunda-feira tem um pouco de cada um desses elementos: melodia, letra, interpretação e parceria entre artistas consagradas. Além disso, tem uma temática especial, a amizade. Ouça com Carole King, Celine Dion, Gloria Estefan e Shania Twain a belíssima “You’ve Got A Friend”

Educação, um prazer

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Por ser o coordenador dos Trabalhos de Conclusão de Curso, geralmente não oriento mais que dois alunos. Neste ano, estou tendo o prazer que trabalhar com dois jornalistas em potencial. A Bianca é a organização em pessoa. Impressionante. O Douglas é a inquietação e a disposição para a novidade. Atrevimento é a marca dele. Uma delícia trabalhar com os dois. Duas formas distintas de produzir, mas ambas muito competentes. 

Na Faculdade Maringá, temos a banca de correção, que qualifica – ou não – o trabalho para a banca final. E nesta semana, estamos encerrando esse processo. Terça-feira e ontem, meus pupilos passaram por essa avaliação. Com muito orgulho, acompanhei as pesquisas serem avaliadas por colegas. Não faltaram elogios. As observações foram poucas e todas muito relevantes. A experiência foi rica, muito produtiva. 

Não sei se tenho tido sorte ou se é minha paixão pelo ensino, mas os anos vão passando e sinto cada vez mais prazer de perceber que a educação é possível. E em seu sentido pleno. Quando vejo professores reclamando de alunos, dizendo que "são todos malandros, preguiçosos", entre outros adjetivos, fico na dúvida se eu é que sou otimista demais e me envolvo mais do que deveria ou se alguns educadores é que não merecem tal título. 

Uma banca, uma convicção

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Hoje, por volta das seis horas, participo, como orientador, da primeira banca deste ano. Ainda não é a banca final. É uma pré-banca, banca de correções, chamamos. Falei há pouco com minha orientanda. Ela está calma. Diferente de vários colegas que estão tensos, preocupados, minha orientanda está tranquila com a apresentação da monografia. Ela chegou a questionar: deveria estar nervosa? Respondi que não, já que tem um bom orientador. Claro, foi só pra descontrair. Rimos um pouco e falamos da importância da confiança nesse momento, principalmente quando se tem a certeza que tudo foi feito da melhor maneira possível.

Na verdade, é isto que garante a calma. Em qualquer circunstância. Quando temos convicção que nos envolvemos, que demos o melhor de nós, que houve verdade em cada ato, só nós resta esperar pelo melhor. Podemos ser injustiçados? Sim. Afinal, nem tudo é justo, correto e bom. Entretanto, é sempre mais fácil conquistar a vitória quando trabalhamos para isso; quando temos mérito na construção dos nossos projetos e sonhos.

Meus pequenos grandes “acidentes”

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Por natureza, sou meio desastrado. Trombo em portas, paredes, bato a cabeça com regularidade absurda na abertura superior da porta do carro… É uma coisa meio louca. E já paguei alguns micos por causa disso. Lembro como se fosse hoje da primeira vez que fui almoçar na casa de um ex-patrão. Ainda era adolescente. Mal fui servido, derrubei o copo de Coca-Cola na mesa. Que vergonha! Lembrei disso na semana passada, quando fui à casa de um dos diretores de nossa empresa. O "fantasma" do passado ainda me assusta. Tenho receio de repetir a dose. Felizmente, dessa última vez foi tranquilo. 

Também recordo de um cerimonial que fazia. Chutei "sem dó" o pedestal do microfone. Pavoroso. Sorte que já tinha um pouco mais de "malandragem" no palco e consegui transformar a situação em algo engraçado que acabou deixando a noite divertida. Acabei sob aplausos, mas até hoje fico vermelho só de pensar na situação. 

Nas últimas semanas, ando um pouco pior. Em público, até que as coisas estão sob controle. Mas tenho "aprontado" muito. Nesse domingo, consegui derrubar uma caixa inteira de leite. Um estrago. De doze, salvaram-se apenas quatro litros inteiros. Na mesa, estou pior que meus filhos. Já derrubei suco, água, café… Hoje, inclusive, "trombei" no copo de água que estava sobre a bancada da CBN. Com o carro, no intervalo de uma semana, bati na motocicleta do meu vizinho, ralei o porta-molas por abrir de forma descuidada o tampão, derrubei minha motoneta sobre carro… Por sorte, no trânsito, ainda não fiz nenhuma bobagem. Entretanto, talvez os desastres que são sintoma de minha timidez também estejam evidenciando que o ano está chegando ao fim e o cansaço começa a aparecer. 

Na segunda, uma música

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Djavan é um dos artistas brasileiros que caem de moda. Embora nunca esteja no topo das paradas, suas músicas parecem sempre atuais, embalam romances, tocam o coração. Claro, tem que não gosta. Mas é impossível não reconhecer a qualidade vocal e o som agradável desse alagoano. Hoje, compartilho uma de suas canções. "Um amor puro" foi composta exclusivamente para o primeiro disco ao vivo do cantor. Escrita em 1999, "Um amor puro" é bem mais simples que várias de suas composições anteriores. Sem jogo de palavras, a poesia fala direto sobre esse sentimento único, o amor. 

Fazer bem a quem te quer bem

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"É bom ser importante para alguém e também se sentir importante". Ouvi essa frase hoje quando conversava uma pessoa que considero bastante. Relacionamentos se constroem com base em vários fatores. Um deles, considero, é se sentir importante para o outro.

Quando a gente se envolve com alguém quer se sentir amado. E uma das formas de se sentir amado é percebendo que o outro se interessa por você. É triste quando a pessoa que você gosta esquece algo que para você é importante – data de aniversário, namoro, inclusive. Talvez num primeiro momento, você até desconsidere aquele "esquecimento". Entretanto, quando se torna frequente, a tendência é que vá criando uma mágoa, um vazio que ficam lá incomodando; aos poucos, construindo um muro entre duas pessoas que se amam. 

Por isso, quando a gente se envolve com uma pessoa é preciso gastar tempo. Não só o tempo do relógio, esse que a gente conta segundo a segundo; estou falando do tempo que pensamos no outro, no que importa para o outro e investimento tempo para pensar em como fazer bem para o outro. O tempo do relógio é importante. Não estar presente, não se fazer presente, também provoca o afastamento. No entanto, interessar-se pelas coisas que a pessoa gosta, lembrar disso, recordar de uma conversa que tiveram – e que foi importante para ela -, cumprir o que prometeu, fazer pequenas surpresas… São formas simples, mas fundamentais de se dizer "eu te amo". 

A bela matou a fera

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àDia desses assistindo o filme "King Kong" ouvi uma frase que ficou guardada. Ao ver o corpo do enorme gorila caído no chão, inerte, sem vida, várias pessoas admiravam a "vitória" dos soldados contra aquele estranho e violento animal. Enquanto alguns estranhavam o fato dele ter sido abatido, um homem se aproximou e resumiu: 

- A bela matou a fera. 

King Kong foi pego e acabou morto por ter amado uma bela mulher. A fim de protegê-la, acabou se tornando presa fácil; foi acuado e morto pelos soldados. Por isso, a conclusão: "a bela matou a fera". 

Guardei a frase. Lembrei dela hoje quando conversa com uma pessoa. Recordei que às vezes temos a sensação de que somos imbatíveis. Agimos como vitoriosos, somos tratados como tais; outros, acreditam mesmo em sua importância e se comportam como verdadeiras feras – no trabalho, no relacionamento, na vida enfim. 

Porém, ninguém está livre de ser derrotado. Às vezes, o que nos coloca no chão é algo muito simples. King Kong se tornou alvo fácil por estar encantado por uma bela mulher. Diante de sua imponência, força e agilidade, ela era frágil demais. E mesmo nunca tendo sido sua intenção, acabou minando as forças e resistências do poderoso gorila. Ela não o matou. Mas a atitude dele por ela foi a responsável por fazê-lo encontrar-se com a morte. 

Nossa vida é mais ou menos assim. Coisas pequenas podem nos fragilizar, tirar o foco de nossa vida, cegar-nos a ponto de não percebermos que nossas muralhas estão ruindo. Quando ignoramos ou fechamos nossos olhos para isso, abrimos mão da vitória e colocamos em risco todo nosso projeto de felicidade. 

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