Dilma Rousseff na Ana Maria Braga

2 Comentários

Fui surpreendido agora. Navegando na rede, esbarrei com a notícia:

- Ana Maria Braga recebe Dilma Rousseff nesta terça

Gostei. Não pela Globo. Nem pela Ana Maria. Gostei porque a impressão geral é que a presidenta é de poucas palavras e anda presa no Gabinete. Acho esse tipo de participação fundamental para aproximar Dilma da população e para permitir que seja exposta as mais diferentes situações; é fundamental que a chefe da nação seja ouvida, criticada e… vista. Ninguém precisa do exagero que tínhamos durante o governo do ex-presidente Lula. Mas também não é necessário ficar trancada no Palácio.

Na segunda, uma música

2 Comentários

Numa dessas segundas, compartilhei aqui essa música. Ela é especial. Linda demais. E na voz de Guilherme Arantes, impossível não se emocionar. Entretanto, hoje quero trazer de volta “Um dia, um adeus”, mas desta vez com uma intérprete que conheci não faz muito tempo, Isabella Taviani. Recentemente, ela foi entrevistada na CBN, no “Cesta de Música“. Desde então, tenho tentado saber mais sobre essa intérprete que faz lembrar outro nome da música, Ana Carolina. Então, vamos à música… Que será uma primeira dela aqui. Noutras semanas, vou compartilhar canções autorais da Isabella que estou aprendendo a gostar.

Uma vida fugaz

1 Comentário

Facilidade, rapidez, proximidade… Não. Esses adjetivos não conseguem qualificar o que representam as redes sociais, a internet, na nossa vida. Vai muito além disso. Gosto desse universo simpático do twitter, facebook, linkedin e outras redes. É simples “dialogar” com alguém pelo MSN ou Gtalk. Facilita a vida da gente; é mais rápido; garante proximidade, mesmo quando a distância física e geográfica é uma realidade.

Entretanto, estamos deixando o virtual assumir o lugar do real. Tudo bem. O virtual é só uma face da nossa vida real. Costumo dizer: a briga que você teve com alguém na internet não deixa de incomodar depois que você desliga o computador; a mágoa que alguém te causou por falar algo sobre você na internet não sai do coração quando a tela se apaga… Mas é verdade que nossas relações estão cada vez mais virtualizadas.

Um dado me chamou atenção: 57% das pessoas conversam mais online que na vida real. Ou seja, estamos próximos, mas distantes. Substituímos o calor humano pelo contato frio permitido por teclas, botões e uma tela. Somos solitários acompanhados. Ou acompanhados solitários. Nada mais nos prende. Estamos em todos os lugares, mas não saímos de nossa cadeira ou poltrona. Temos amigos que não são amigos; seguidores que não seguem. Afinal, o que somos? Será que essas nossas conversas confortam o coração? Não precisamos mais ouvir a voz, sentir calor humano, olhar nos olhos?

Não sei. Sei apenas que sinto a vida cada vez mais fugaz.

Heródoto deixa a CBN; Milton é o substituto

3 Comentários

Depois de algumas especulações em notas de jornais, hoje o “boato” se confirmou: Heródoto Barbeiro está fora da CBN. Ele, que ajudou a criar a primeira rede de notícias all news no país, assinou com a Record News.

Quando vi as primeiras notas sobre a saída do Heródoto, questionei minha coordenadora: será verdade? E o papo que se desenrolou na sequência tinha mais ou menos o mesmo tom: Heródoto e CBN se confundem. É quase impossível ouvir a emissora e não lembrar do âncora; e o inverso também é verdadeiro.

Bom, mas agora já foi. Nosso professor deixa o grupo para assumir novos desafios. Certamente, será difícil se acostumar com a “novidade”. Por sinal, a novidade – ou o substituto de Heródoto – é Milton Jung. O gaúcho, apaixonado pelo Grêmio, vai comandar o principal jornal da CBN. Ele se despede do CBN São Paulo e passa a acordar mais cedo. Das 6h às 9h30 (para Maringá e outras praças, até as 9h).

Fabíola Cidral é quem passa a responder pelo CBN São Paulo. Por enquanto, o CBN Noite Total – que era comandado pela jornalista – ainda não tem apresentador definido.

Dilma, FHC, nossos rótulos

1 Comentário

Não gosto de rótulos. Rotular é pequeno. Cheira a mediocridade. Simplista demais reduzir algo ou alguém a um rótulo. Em especial, gente. Porque gente é de uma complexidade que rótulo algum é capaz de dar conta.

Somos metamorfoses ambulantes. E quem não é, parou no tempo. Estar parado no tempo reduz o ser, apequena. A gente cresce quando muda. A gente cresce mudando. Imagina se continuássemos idiotas como quando éramos adolescentes? Mas se não tivéssemos sido aquelas “topeiras” teimosas, arrogantes e até agressivos na adolescência, teríamos firmado uma identidade? Identidade esta que perde a graça, amarela, fica feia se não ganhar de tempos em tempos uma nova imagem, um novo papel.

Assim somos nós. É nossa necessidade mudar. E nessa complexidade do ser o que há de mais belo é perceber que todos são capazes de surpreender. Então, por que julgar? Por que estampar um rótulo – positivo ou não – em pessoas que mal conhecemos? Ou mesmo em amigos, parentes ou gente que dizemos amar?

Mas… por que escrevo isto? Simples. Há pouco li sobre um suposto convite que a presidente Dilma teria feito ao ex-presidente FHC. Seria para um encontro. Uma conversa. Achei uma atitude de grandeza da chefe da nação. Talvez seja cedo para dizer, mas ao que parece ela está sendo capaz de rasgar os rótulos dados pelos petistas ao tucano. E o inverso também estaria acontecendo. Afinal, o mesmo FHC já fez insinuações maldosas a respeito de Dilma.

Um encontro entre ambos mudaria a relação entre petistas e tucanos? Provavelmente não. Entretanto, seria uma atitude minimamente inteligente de duas pessoas que deveriam saber que rótulos e julgamentos precipitados são recursos usados por gente de alma pequena.

As frases do MSN

2 Comentários

Vez ou outra dou uma olhadela nas frases deixadas no MSN. Você que usa o serviço, sabe bem que encontramos de tudo. Geralmente, essas frases revelam muito do estado de espírito das pessoas. Em meia dúzia de palavras, é possível saber se está alegre, se está bem com o namorado, se pretende viajar, se anda depressivo, se brigou com alguém… Ainda que não seja a intenção primeira, lá está um atestado do que vai no coração.

Trechos de música, de poesias, de crônicas ou mesmo autorais, essas frases nos identificam. Gosto delas. Não para usá-las, mas para conhecer cada vez mais o ser humano. Também gosto, porque noto que as pessoas sentem falta de verbalizar o que estão sentindo. E, num gesto simbólico – através do MSN – se revelam e tentam exteriorizar algo íntimo.

Ainda que possa ter conseqüências, quando as palavras não são bem medidas, entendo que esses pequenos gestos são uma forma de compartilhar. Homens e mulheres sentem falta disso. Num mundo que nos distancia e nos faz cada vez mais solitários, estamos cada vez mais carentes. Carentes de alguém junto para vibrar conosco, ou para chorar conosco. Essas frases apontam que atrás de um nome há alguém com sentimentos e que deseja se relacionar. Fazem parte dos sinais que emitimos reclamando uma vida que faça sentido.

Pelo menos ele não riscou seu carro, professor

9 Comentários

A frase aí de cima foi dita por um ex-aluno e amigo. Quando li, bateu aquela sensação estranha de estar recebendo um favor. Sim, porque a impressão que dá, quando a gente deixa de pagar o flanelinha e o carro permanece intacto, é a de que ele nos fez um favor: não danificou o veículo.

É muito louco isso. Pensa comigo… Somos intimidados a tal ponto que quase agradecemos o cara.

- Ei, colega. Obrigado por não riscar meu carro. Valeu parceiro!

Está tudo invertido. Os valores estão invertidos. Eles agem às margens da legalidade. Nós pagamos impostos (pra cidade e pro estado) para poder trafegar livremente com o veículo; nós pagamos para estacionar (em Maringá, tem o sistema público chamado de Estar); nós, bem ou mal, respeitamos a lei. Mas nós somos os vilões. Não há ninguém para nos proteger.

O flanelinha é uma vítima do sistema? Talvez. Mas se sobram vagas de emprego na Agência do Trabalhador, qual a razão para se estabelecerem nas ruas, dominarem territórios e intimidarem os chamados cidadãos de bem?

Não, eu não vou me sentir agradecido pelo flanelinha não riscar meu carro. Não tenho a obrigação de pagar pelos serviços dele. Posso ou não fazer isto, se assim desejar. Mas o fato de não pagá-lo não dá a ele o direito de agir como bandido. Somos nós, proprietários de carro, que colaboramos para manutenção deles nas ruas. É o nosso medo que sustenta a atividade deles. Por isso, se alguém tem que dizer obrigado, não sou eu.

O bom dia do flanelinha

5 Comentários

O texto deveria ser postado pela manhã. Escrito no início do dia. Com o fôlego das primeiras horas, no calor desse verão escaldante de uma manhã de sol forte. Afinal, ao começar meu dia, quando abri a porta do carro, o primeiro “bom dia” que ouvi não foi expresso em palavras. Mal passou de um resmungo de alguém que se apressou em oferecer seus serviços de “guardador de carros”.

Ok, o post está meio romantizado, quase literário. Mas ele não relata nada mais que um fato corriqueiro. Histórico, diria. Não foi Maringá quem inventou os flanelinhas. Nem inventamos tal categoria “profissional”, embora ela até tenha previsão legal. O que é assustador.

Voltando… Geralmente, estaciono meu carro num lugar livre de Estar (o estacionamento regulamentado de Maringá) e num horário em que chego antes do flanelinha. Hoje, porém, já não havia vagas. Ao trocar de “endereço”, ganhei meu primeiro “bom dia” de um “guardador de carros”.

Confesso que o “bom dia” dele me deixou intimidado. Uma aproximação rápida, inesperada e um resmungo não é o tipo de boas-vindas que a gente busca. Ainda mais quando o dia mal está começando.

Mesmo desconfortável, agradeci. Ele não gostou. Balbuciou mais algumas palavras. Não entendi nada e segui em frente.

Tudo bem, talvez tenha sido pouco educado. Até porque ele foi o dono de meu primeiro “bom dia”. Mas… acho que se justifica. É segunda-feira. Tem aquele mau-humor típico… Da próxima vez quem sabe eu diga: “pra você também!”.

Na segunda, uma música

Deixe um comentário

A Disney, com seus seriados e filmes, tem produzido estrelas adolescentes com a mesma frequência que a Rede Globo lança novos ídolos. A cada ano, surgem figuras que rapidamente se tornam celebridades.

No caso da Disney, a maioria das “garotinhas” optou por assumir uma face rebelde quando deixaram de estrelar as produções do estúdio americano. O mais recente exemplo é o de Miley Cirus. E talvez o caso mais emblemático seja de Lindsay Lohan.

Talvez uma das poucas estrelas que escolheu manter a imagem de boa menina é Hillary Duff. Uma das cantoras de maior sucesso comercial na última década nos Estados Unidos, ainda ganhou o título de Rainha da Disney, por ser a mais bem sucedida artista do Disney Channel lançada na década de 2000.

Então, como Hillary também é sucesso no cinema e a minha garotinha é fã dela e e desta música, hoje compartilho Someone’s Watching Over Me (Alguém está olhando por mim), tema de “Na trilha da fama”.

O Fenômeno mentiu. E daí?

16 Comentários

Já que o assunto de hoje é futebol… Depois do choro pela despedida de Ronaldo Fenômeno dos gramados, o assunto agora é a mentira dele. Há vários posts, artigos, análises etc etc sustentando que o ex-atacante do Corinthians mentiu sobre não poder se tratar do hipotireoidismo.

De verdade, acho curioso as pessoas estranharem. Comentam num tom de surpresa… Do tipo: “poxa, você viu? Parece que o Ronaldo mentiu sobre a doença dele”.

Vamos combinar, né?… O Ronaldo sempre foi um fenômeno em campo, mas nunca foi um modelo de comportamento. Já foi pego em baladas, noitadas, mentiras, traições e tem até aquela história mal contada com travestis…

Isso nunca tirou e nem vai tirar o brilho dele em campo. Ponto. Ele se despediu, falou o que falou, chorou… a gente vai sentir a falta do futebol dele. Mas acabou. Ficar analisando se mentiu ou não? Sei lá… Parece-me bobagem. Ele falou o que quis. A gente acredita se quiser. A aura mágica do craque do futebol continua. Fora de campo, não é um santo, um semi-deus. Ele é só mais alguém – como eu e você – tentando encontrar sua própria forma de viver.

Copa de 2014: vamos nos envergonhar?

Deixe um comentário

Poucas vezes paro diante da televisão para assistir um jogo de futebol. Gosto do esporte, mas falta paciência. É muito tempo diante da telinha. Entendo que há coisas mais importantes pra fazer.

Maracanã: palco da final está em reforma

Ainda assim, bate um sentimento diferente durante a disputa de uma Copa do Mundo. O delírio da torcida, a cidade enfeitada, o noticiário envolvente… tudo respira e inspira o prazer pelo futebol. Impossível não se deixar contagiar.

Ok, mas este post não é pra falar sobre os sentimentos que tenho durante uma Copa. O foco aqui é outro. É a realização do Mundial no Brasil.

Eu fiquei feliz quando nosso país foi escolhido como sede. Embora nunca tenha sido muito otimista quanto ao desempenho da seleção na Copa de 2014, sempre achei que o Brasil poderia sair ganhando muito com a realização do evento.

São tantas exigências, necessidades de investimentos etc etc que, imaginava, a Copa poderia deixar uma herança de infra-estrutura mais moderna – desde o trânsito (tráfego de veículos e transporte coletivo das cidades), estradas, aeroportos passando por hotéis, restaurantes e, com muita sorte, melhor sistema de segurança.

Hoje, porém, estou com medo. Ainda no início da manhã, ouvi uma reportagem rápida sobre os preparativos da Copa. Quando o Heródoto anunciou, pensei: “caramba, é verdade; a Copa está chegando”.

Por acaso, trombo de novo no assunto. No UOL, uma chamada de matéria traz o título: “Para Pelé, Brasil corre risco de se envergonhar em 2014“.

Pelé faz alerta

Ainda não sei o foco e qual o tipo de vergonha sugerido por Pelé – se nos gramados ou fora dele (vou ler depois que terminar este meu post). Contudo, para mim, corremos sim o risco de passarmos vergonha. A estrutura para a Copa está longe, muito longe de ficar pronta. Os investimentos ainda são acanhados e há um cheiro de corrupção no ar.

De verdade, sou otimista com o país. Entendo que o Brasil vive um bom momento econômico, temos uma presidente que não tem medo de trabalhar, os indicadores apontam que a qualidade de vida da população está melhorando… Enfim, a gente tem motivos pra sentir uma pontinha de orgulho do país.

Mas e a Copa? Ou… e depois da Copa?

Sinceramente, não sei. Mas às vezes penso que, fora dos gramados, também não vamos fazer bonito. Pior que isto: pra sediar o evento, os promotores, cartolas, governantes etc só vão conseguir dar uma maquiada na “casa” e nossa herança poderá ser uma tremenda antipropaganda do país – inclusive com efeitos nocivos no turismo e noutros setores.

Deixei de ser refém do blog

3 Comentários

Teve um tempo que passava o dia com o administrador do blog aberto. Postava notinhas o tempo todo. Dia desses notei que, num único mês, foram cerca de 200 textos. Claro, tem gente que escreve muito mais que isto. Mas, para os padrões atuais desta página, é muita coisa. Hoje, está difícil manter a média de um post/dia.

Falta de assunto? Talvez. Inspiração? Também pode ser. Mas a principal razão é que optei por deixar de colocar aqui assuntos factuais, notas que podem ser encontradas em qualquer outra página. Uma vez um amigo comentou:

- Gosto de ler seus textos. Não as notícias.

Ele tinha e tem toda razão. O blog é pessoal, é pra ter minha cara e já há muito tempo não tenho o mínimo interesse de ficar publicando notícias aqui. Posso até usar uma ou outra pra discutir algo que considere relevante. Nada mais. Do contrário, se for pra ficar atualizando com os fatos do dia, viro refém do blog.

Era assim que me sentia: pressionado. Pressionado pela obrigação – que eu mesmo estava impondo sobre mim – de publicar as últimas novidades do dia. Simplesmente não dava conta.

Do jeito que está, sinto prazer em escrever. Aos poucos, o blog vai tendo minha cara, os textos ficam mais pessoais e as pessoas que por aqui passam vêm para ler os meus textos e não por imaginarem que dei o último “furo”.

Praças, política e futuro

3 Comentários

Estava lendo um texto do Xexéo em que o colunista fala de praças e da pouca relação entre elas e a luta política. Ele destaca que hoje as lembranças que temos de praças têm mais a ver com recordações românticas. As praças não nos fazem lembrar delas como um espaço para mobilização popular.

Eu concordo. Na verdade, nem penso muito nelas. Semelhante a outras tantas milhares de pessoas, não freqüento praças. Há muito, esses locais foram tomados por desocupados e consumidores de drogas. Em plena luz do sol, é difícil sentir-se à vontade para utilizá-las para o lazer.

Até guardo algumas lembranças de praças. Uma delas, por abrigar, durante alguns anos, a biblioteca da cidade. Pelos livros, gostava de lá. Esses mesmos livros que me ajudaram a entender um pouco mais o ser humano e que contribuíram de alguma forma para perceber a importância da política.

Se hoje a gente não pensa nas praças como espaços para mobilização política, na verdade, pode-se ir mais longe. Eu diria que quase não se pensa em política. Vejo mesmo entre meus alunos de Jornalismo alguns poucos interessados no tema. Em cada turma, um ou dois parecem dispostos a pensar sobre política. Discuti-la então… é algo ainda mais raro.

Isto me preocupa. Talvez esteja errado, mas tenho a impressão que não é um bom presságio quando se vislumbra o futuro do país.

Lê, mas não entende; vê, mas não enxerga

1 Comentário

Com a aposentadoria do Fenômeno, ontem o assunto do blog foi mesmo o Ronaldo. Não por opção minha. Nem postei nada a respeito do tema. Sempre admirei o atacante, a sua capacidade de definir jogos. Entretanto, tenho me ocupado apenas de assuntos que me empolgam.

Ainda assim, uma brincadeira de colegas, um texto antigo sobre o Ronaldo e o próprio nome do blog trouxeram um monte de gente para esta página nos últimos dias.

Foi divertido ler principalmente os comentários deixados num dos posts. Esse pessoal vem pro blog, lê e acha que a página é do Fenômeno. Fazer o quê? Virou piada nas minhas aulas.

Para mostrar como o leitor da web está longe de ser um “iluminado”, alguém com plena compreensão do que lê, usei o fato para mostrar o que acontece todos os dias aqui e noutros tantos sites – pessoais ou de empresas.

Na verdade, nosso modo apressado de consumir informações na rede, mais a ignorância ou pouco domínio da leitura, acaba motivando esses problemas. A pessoa lê, mas não entende; vê, mas não enxerga.

PS- Por sinal, pouca gente usa os links pra entender melhor os assuntos. Uma pena. Afinal, o hipertexto é uma das coisas mais incríveis na web pois permite ao mesmo tempo a objetividade e o aprofundamento nos mais variados assuntos.

O que é ser transparente?

Deixe um comentário

Gosto de uma frase que muita gente repete: “eu sou transparente”. É mais que uma frase. É um conceito de vida. Uma escolha.

Entretanto, o que é ser transparente?

Em tempos de exibicionismo em rede, ser transparente é falar sobre o que faço ao acordar, o que como, o que bebo, onde vou, com que vou, quais são meus amigos? Não sei.

Nossa intimidade tem sido vista e revista. Alguns até evitam o twitter, facebook, orkut e outras redes. Mas também têm suas vidas expostas. Às vezes, de maneira transparente, como alegam. Outras tantas, sob a lente de máscaras usadas para se protegerem.

Em certo grau, o mistério faz parte de nossa vida. É necessário. Quase uma sobrevivência. Ainda aqueles que dizem ser transparentes assim o fazem por uma opção que nem sempre é revelada. Talvez até por não se conhecerem – ou não desejarem ter tal conhecimento. Já que o nosso interior – contraditório como é – nunca será plenamente exposto.

Pena que a nossa precipitação – ou a alheia – sempre nos impedirá de entender a beleza dos mistérios humanos. E por isso julgamos. Bem ou mal, classificamos as pessoas por sinais que nem sempre indicam o que vai dentro da alma.

Na segunda, uma música

Deixe um comentário

Escolhi pra hoje uma música muito especial. É quase uma auto-crítica sobre nosso modo de vida. Nossa incapacidade de viver. De simplesmente viver. De ser feliz. Estou falando de “Epitáfio“, do Titãs. Mas aqui não vou reproduzi-la com essa banda genial. Optei hoje por homenagear dois artistas incríveis. Lembrei deles na semana passada quando passei pelo blog da Rosana Hermann. Estou falando dos gênios que fazem o “Tangos e Tragédias”. Recordo que, tempos atrás (não lembro exatamente quando), fiz com eles uma das minhas melhores e mais inteligentes entrevistas de estúdio. Então, vamos curtir.

A namorada perfeita

8 Comentários

Esse papo todo sobre “como perder a namorada” – que nada tem a ver com dicas para perdê-la, mas que ao mesmo tempo pode resultar num belo “pé na bunda” – acabou motivando altos papos sobre relacionamentos. Um aluno e amigo chegou a brincar que deveria dar dicas de como conquistar uma namorada. Garantiu que o texto faria sucesso. Acho que concordo com ele. Mas também penso que, por enquanto, vamos tentar manter a que temos (rsrs).

Brincadeiras à parte… Uma das coisas que a gente acabou pontuando, e que motiva as cobranças, tem a ver com as projeções que fazemos. Fantasias fazem parte da nossa subjetividade. Precisamos dela. Somos alimentados por fantasias desde a infância. Começam com os contos de Fadas, as histórias que ouvimos contadas por nossos pais (hoje menos, né? Os pais andam contando poucas histórias pros filhos).

Crescemos com um pezinho no fantasia. E, convenhamos, abandoná-las completamente torna esse mundo muito cruel, quase insuportável. Acontece que fantasiamos tanto a ponto de projetar como são as pessoas – ou como deveriam ser. Assim, projetamos a namorada, o marido, a mulher, o companheiro de trabalho, o patrão, o emprego, a profissão… Nossa imaginação vai longe. Faz-nos antecipar o que ainda está por vir.

Projetamos pessoas perfeitas

Por isso, quando a garota conhece o cara busca nele as características que foram projetadas. Como são fruto da imaginação, uma idealização que por vezes está longe do real, começam as cobranças. Pede-se a atenção idealizada, as palavras esperadas, os carinhos sonhados. Se eles não acontecem, vai batendo uma frustração e as cobranças começam.

Claro, todo mundo quer se sentir amado, quer atenção. E não é só uma questão de querer e ponto. Temos direito. Relacionamento é isto: uma troca. Acontece que essa história de “encontrar a tampa da panela” é meio furada. A tampa pode até existir. Mas acreditar no “encaixe perfeito” é projeção. Só serve pra causar decepção e dor.

PS- O título veio depois do texto – como quase sempre acontece. E tem a função de dizer que ela, a namorada (ou o namorado) perfeita, só vai existir quando sublimarmos os defeitos e valorizarmos suas virtudes.

Como perder a namorada – II

8 Comentários

Fiquei feliz com a repercussão do último post. Afinal, embora não escolha os assuntos pensando na quantidade de leitores que vão aparecer por aqui, é legal quando as pessoas comentam, indicam no twitter… enfim. Dá uma sensação gostosa.

Também é bom encontrar amigos – no meu caso, também alguns alunos – que passam por aqui e falam sobre o texto. Isso tudo faz bem ao coração.

Mas, sabe, essa coisa de “estragar o que está bom” é bastante séria. A gente nem sempre se dá conta. Outras vezes, até sabe que está fazendo bobagem. Ainda assim, segue magoando, machucando o outro. Fazendo cobranças que poderiam evitar sentimentos ruins e até o afastamento da pessoa amada.

É claro que sempre vamos ter aquela desculpa: “ah… mas eu não gosto disso que ela faz” ou do tipo: “ele não se decide logo; parece sempre estar em dúvida”. Ok. Às vezes, até temos razão pra tratar de nossos fantasmas. O problema é muitas vezes eles são só nossos; foram criados por nós. A pessoa amada está lá, junto com você, te faz bem, mas parece que é preciso mais, sempre mais.

Lembra daquele dizer: “quando a gente dá a mão, também quer o braço, depois a perna…”? É mais ou menos por aí.

O problema é que essa ansiedade, essa busca por coisas que nem sempre são possíveis (ou que idealizamos, mas só são reais em nosso imaginário de uma relação perfeita), pode aos poucos criar uma barreira entre duas pessoas que se amam, a ponto de sufocar os sentimentos. E quando isso ocorre, o mais se temia acaba acontecendo: perde-se a pessoa amada. Ou seja, a vontade de ter demais acaba pondo fim da relação (como minha mãe dizia: vai com muita sede ao pote? acaba derrubando o pote). Contraditório, não? Porém, real.

PS- Como todo filme que tem sequência, o segundo nunca é tão bom quanto o primeiro. Mas espero que tenham gostado da continuidade do papo.

Como perder a namorada

8 Comentários

Dia desses encontrei uma frase que por vezes recordo. Não lembro bem das palavras, mas o sentido é mais ou menos este: é impressionante como somos capazes de estragar o que está certo, de botar a perder um relacionamento.

Como disse, não lembro das palavras usadas. Mas o sentido do enunciado é mais ou menos esse.

Por gostar do tema “relacionamento”, vez ou outra lembro dessa frase. De alguma forma ela traduz nossa incapacidade de preservar, de poupar, de valorizar a pessoa que amamos. Perde-se o amor de sua vida por atitudes, no mínimo, imbecis.

Por que é mais simples magoar que fazer feliz? Talvez por egoísmo, por insatisfação… sei lá. Mas é incrível como a gente abre mão da felicidade por coisas tão pequenas. Vive-se um momento único com o namorado, mulher, enfim… e, cinco minutos depois, vem uma cobrança que não cabe ali, naquela hora. Ou quem sabe seja até algo que deveria ser silenciado.

Ou seja, em vez de se valorizar, por exemplo, um encontro que foi tão especial, abre-se mão da oportunidade de manter o encanto de tudo que foi experimentado por resgatar fantasmas (e infelizmente fantasmas a gente encontra fácil, fácil) que só perturbam o relacionamento. Transformamos prazer em dor; felicidade em tristeza.

Na prática, estamos exercitando nossa “capacidade” de estragar o que está bom, de botar tudo a perder. O que é uma pena… Afinal, nessas horas parecemos predestinados a afastar a felicidade de nós. Ou, a pessoa amada.

PS- Escrevi o texto, depois fiquei pensando num título… Lembrei de alguém que tem praticado muito a ideia desenvolvida aí em cima. O título é uma “homenagem” a este amigo. Rsrs.

É difícil fazer escolhas

Deixe um comentário

Estou preparando a pauta de uma entrevista que farei para o Questão de Classe. Entre outras coisas, vamos discutir a dificuldade que é escolher a profissão. Afinal, isto é feito na juventude, numa fase da vida em que tudo ainda é muito novo e falta experiência para decidir qual será o trabalho que vamos exercer até envelhecermos.

Particularmente, acho muito difícil fazer tal escolha. É verdade que alguns parecem nascer vocacionados para determinadas atividades. São pessoas dotadas de certas aptidões que, se não seguirem o “dom” que possuem, certamente serão infelizes – ou estarão perdendo uma grande chance. Ainda assim, os mesmos talentos podem ser destinados ao exercício de atividades diferentes. Por isso, nunca será fácil fazer essa escolha.

Na verdade, nenhuma escolha me parece simples. Tudo bem, tem gente que decide rápido. Pra mim, pelo menos no que diz respeito às questões pessoais, sempre sinto necessidade de pensar, pensar e pensar mais uma vez. Bate aquela ansiedade, uma preocupação enorme: vai dar certo? Tô fazendo a coisa certa?

Mas penso que isto acontece com todo mundo que consegue refletir, vislumbrar possíveis consequências… coisas do tipo. Uma psicóloga que conheço costuma dizer que o tempo, as experiências, a maturidade nos levam a pensar mais. Essa seria a razão para retardarmos nossas decisões. E até para sofrermos antes de tomá-las.

Acertar… é o que mais queremos. Sempre. Nem sempre será possível. A salvação nesses casos é não pensar muito no “como poderia ser se tivesse feito aquela escolha e não essa”. Do contrário, adoecemos. E perdemos a chance de seguir vivendo.

Entradas mais Antigas

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.937 other followers