Homofobia, preconceito e o politicamente correto

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Marcos Mion está sendo processado por homofobia. Ele e a Record. Não, não vou discutir o caso. Quem quiser entender, clica no link e vai ver mais sobre o assunto noutros sites. Quero apenas refletir sobre este momento chato que estamos vivendo. Danilo Gentili falou sobre isto ao defender Mion. Ele está certo. Tudo é proibido. Vivemos o tempo do politicamente correto. É um “deus-nos-acuda”. Qualquer palavra ou frase mal colocada pode render ação na Justiça. Ou o sujeito se vê obrigado a retratar-se.

Dia desses compartilhei por aqui a sensação que tive de constrangimento em sala de aula por usar um termo comum. Ao falar mandar um “Então o neguinho acha que”, parte da sala ficou olhando pra mim como se eu fosse um cidadão que estivesse algum tipo de preconceito contra negros.

Tudo bem, acho que existem exageros. O racismo é uma verdade. Homofobia, idem. Mas peraí… Estamos perdendo a noção das coisas. Daqui a pouco nada pode.

Pra fazer rir, a piada sempre foi construída com base naquilo que constrange. É assim que funciona.

Por que tenho enorme dificuldade até para contar piada? Porque sou todo certinho, tenho cuidado com as palavras, sou todo polido… Enfim. Isso me torna um chato. E não um cara engraçado. Muito menos me faz um defensor das minorias.

Convenhamos, está na hora de educarmos a sociedade para romper com os sentimentos preconceituosos – de todos os gêneros. Não é por meio de leis e pressão que vamos mudar as pessoas. Pelo contrário, só causa mais confrontos e separação. Rir de si mesmo sempre foi a melhor forma de ser aceito e se tornar agradável.

O que tenho a ver com a Mirella e com o Ceará?

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Está lá… Há semanas entre as notícias mais lidas. Mas o que tenho a ver com isso? Euzinho aqui não tenho nada a ver com essa história. Porém, muita gente deve ter algum tipo de interesse no tema, né?

Deixa explicar. Estou falando da série de notícias(???) a respeito de Mirella Santos e Ceará. Ela é ex-mulher de um cantor. O Latino. Ele é comediante. Pronto. E estão namorando.

A última deles que está entre as mais lidas do R7 é esta daqui:

- Ceará e Mirella trocam novos beijos em público

Diga-me: eles não podem? E que importância isso tem na ordem do dia?

Podem. E se não pudessem, também não seria um problema nosso.

Então, por que as notícias relacionadas ao casal estão bombando na net? Ninguém tem mais nada pra fazer? Ou pra ler? Deve ser isso. Não há nada mais interessante. Afinal, se “novos beijos em público” viram noticia, já não sei mais o que é notícia ou o que de fato importa.

A estreia de Rachel Sheherazade: temos opinião sobre tudo?

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Estreia nesta segunda-feira o novo(?) SBT Brasil. Na bancada, Rachel Sheherazade é a principal aposta da emissora. Ela se tornou popular depois que um comentário corajoso a respeito do carnaval foi parar no Youtube. A opinião da jornalista teria levado Silvio Santos a bancar sua contratação. Vinda de uma afiliada do SBT, na Paraíba, Rachel promete ser mais que um rosto diferente nos telejornais.

O comentário que projetou Rachel foi mesmo corajoso. Mais que isso, muito bem fundamentado; argumentos longe do lugar-comum. Por isso, ela deve ter toda liberdade para, ao final de cada notícia, falar o que quiser como âncora do SBT Brasil.

Gosto da proposta, mas cá com meus botões fico pensando: como ter opinião sobre tudo?

Ainda ontem pensava nisto. Assisti parcialmente o Fantástico e, ao ver duas reportagens, fiquei com vontade de escrever, falar alguma coisa, mas simplesmente não encontrei argumentos. O que dizer?

Lembrei mais uma vez da música do Raul… Afinal, não dá para ter opinião formada sobre tudo. Tem coisas que simplesmente nos escapam, nos silenciam. E quando a gente se atreve a falar (de vez em quando faço isso), fala bobagem. Se não fala ou escreve bobagem, faz isso de maneira rasa, superficial.

Acho natural palpitarmos sobre alguns assuntos. Palpite é palpite. Todo mundo tem direito de palpitar. O sujeito só não pode achar que palpite é um posicionamento em que a questão é problematizada, analisada. O comentário é diferente; requer um aprofundamento.

Ninguém dá conta de fazer isso o tempo todo, a respeito de tudo.

Não conheço Rachel Sheherazade, mas torço por ela. Por isso mesmo, não gostaria de vê-la ser fritada num telejornal de nível nacional por se atrever a comentar a respeito de tudo. Se fizer isso, além de deixar o jornal cansativo, corre o risco de cair no lugar-comum.

Estou longe de ser alguém pra aconselhar uma jornalista que chega à bancada de um jornal de rede nacional. Falo apenas como reflexo da minha voz interior que por vezes sugere: “menos muitas vezes é mais”.

Lá na Paraíba Rachel Sheherazade fez muito bem isso. Um tema bem escolhido por jornal. Sucesso garantido, já que seus argumentos sempre foram diretos, verdadeiros e contundentes.

As cantoras pop e o futuro das mulheres

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Que as celebridades têm influência sobre nós, não é novidade. Há uma tendência em se imitar o ídolo. Eles lançam moda, estimulam hábitos e comportamentos.

Por isso mesmo, ao ler um texto do jornalista André Forastieri, resolvi compartilhar por aqui uma reflexão proposta no blog dele.

Ao falar sobre as cantoras pop – começando por Madonna, passando Beyoncé, Rihanna, Shakira até chegar a Lady Gaga -, Forastieri aponta que imagens e gestos sugerem que elas se comportam como prostitutas. Ao fazer isto, traz uma questão bastante séria:

Comunicação não é o que você fala, é o que o outro ouve. Madonna fazia boca de boquete, usava uma fivela escrita “boy toy” e se dizia feminista – e daí? Ela, como essas moças todas, parecia estar disposta a fazer tudo por dinheiro. Sozinha, fez este estrago. Me pergunto o que o efeito conjunto dessas moças todas fará nas garotinhas de hoje. Será que o futuro será de “material girls”?

Rihanna está entre as principais cantoras popComo ressalta o jornalista, não se trata de ser moralista, até porque o que essas cantoras “vendem” nos palcos, muitas vezes, está longe de ser o que são como mulher. Entretanto, a imagem ilude e estimula a imitação. É inevitável colocar em discussão a pergunta: como será a geração dessas garotinhas que hoje assistem e rebolam ao som de Lady Gaga, Beyoncé, Rihanna, Shakira etc etc?

Não acredito na máxima de estímulo-resposta. Ou seja, a sociedade como reflexo dos estímulos recebidos. Entretanto, o fato de se estar alheio à realidade, a ausência de criticidade e principalmente da falta de pais dispostos a refletir com seus filhos sobre os hábitos contemporâneos tende a colocar em risco a formação de uma identidade saudável e equilibrada do ponto de vista emocional.

Como sempre digo por aqui: cada um faz o que bem entender do corpo. As escolhas são nossas. No entanto, até que ponto tal ousadia – em que mulheres se vendem como objetos de desejo, quase mercadorias em prateleiras à espera da melhor oferta – não causará marcas profundas à alma?

Na segunda, uma música

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Não raras vezes já começo a pensar uma semana antes na música que vou compartilhar aqui. No domingo, geralmente gasto uns minutinhos tentando definir o que vai pro blog. Neste fim de semana, pensei muita coisa, mas nada que me agradasse. Hoje, ouvi no rádio um comercial para o show do Roupa Nova em Maringá. Será no próximo dia 18. Tudo bem… Ainda faltam praticamente três semanas, mas penso que qualquer música da banda sempre é uma boa pedida. Poucos grupos têm a qualidade sonora – instrumental e vocal – do Roupa Nova.

Depois de escolher a banda, a coisa ficou ainda mais complicada. Qual música? A lista de canções de sucesso é imensa. Então, optei por “Sapato velho”, uma das preferidas deles. E que também gosto muito.

Pais que matam filhos; filhos que matam pais

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Uma das primeiras notícias que li na manhã desta quinta-feira foi esta:

- Embriagado, homem mata filha a facadas e tenta se matar em Minas Gerais

A gente não precisa ir além do título para ficar chocado. É triste. Lamentavelmente, não é um fato raro no noticiário nacional. Pais que matam filhos, filhos que matam pais…

Alguns dizem: “sinal dos tempos”…

Se “sinal dos tempos” for o desamor, o desapego, sim; é “sinal dos tempos”. Tempos estes já existentes na história desde sempre. Então não venham me dizer que isso começou agora. Laços familiares nunca foram motivo para evitar agressão entre pessoas do mesmo sangue e até morte.

Estranhamos, não queremos, não aceitamos, mas humanos são contraditórios e nem sempre possuem amor ou respeitam a vida – até mesmo dos seus. E a bebida, embora possa contribuir para romper com certos valores, apenas revela a verdadeira face dos sujeitos.

Proposta original do PAS foi corrompida e o processo virou produto do mercado de ensino

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Meu filho me entregou hoje um pequeno panfleto de um novo cursinho. Uma escola está abrindo turmas visando a preparação para o PAS-Processo de Avaliação Seriada da UEM. A proposta é oferecer aulas de Biologia, Física, Matemática, Química, Artes… e por aí vai.

Cá com meus botões, lembrei de um recente papo sobre o assunto. O PAS surgiu como alternativa ao vestibular; uma forma diferente de avaliar o aluno garantindo, ao final do processo, uma vaga na universidade para aqueles que tiverem o melhor desempenho ao longo de três etapas (três anos).

A ideia o tempo todo foi a valorização das escolas, do ensino médio e, principalmente, a promoção de mudanças na grade curricular dos colégios visando torná-la mais atual e em sintonia com as próprias exigências da universidade.

Entretanto, o que era uma excelente proposta se tornou mais um produto do mercado de ensino. Escolas criaram horários alternativos de aulas e vários cursinhos aproveitaram a oportunidade para ampliar o número de alunos com a oferta um novo serviço.

Diriam por aí: o mercado se adequou. Ou, foi a resposta do mercado ao PAS.

Concordo.

Entretanto, mais uma vez o aluno da escola pública será penalizado. Instituições privadas conseguem garantir aulas extras. E fazem isso inclusive como estratégia de marketing numa perspectiva dupla. Primeiro, ofertam o ensino médio com a promessa de preparação específica para o PAS; segundo, quando os resultados de aprovação começarem a surgir, não vão perder um único minuto e divulgarão quantos alunos conseguiram “colocar” na universidade.

O aluno da escola pública também tem dificuldade para pagar um cursinho. Ainda mais, um cursinho de três anos – uma espécie de reforço do ensino médio.

Como disse, não condeno a mercantilização do PAS feita por cursinhos e instituições privadas. Entretanto, penso que a UEM e as universidades públicas precisam pensar uma outra forma de selecionar seus alunos. Se há uma proposta social no ensino público em nível superior, deve-se propor algo do tipo: garantir um número “x” de vagas para cada escola. Ainda que na modalidade seriada, mas sustentando apenas uma disputa interna. Seriam os melhores alunos, mas por instituição. Gente boa ficaria de fora? Sim, mas quem não tem condições de buscar uma escola melhor não seria duplamente punido.

Reconheço que não existe fórmula ideal. No entanto, penso que o modelo precisa ser democrático, mas também fazer justiça social.

O desafio é exercitar-se

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Hoje é o Dia do Desafio – aquele em que as pessoas são convidadas a investir pelo menos 15 minutos numa atividade física. Ao vivo, na CBN Maringá, o secretário de Esportes, Walter Guerlles, me desafio a fazer a minha parte. Foi um momento descontraído. Fez a gente rir, mas também me estimulou a escrever este post.

Felizmente, há algum tempo tenho gastado uma hora do meu dia para cuidar da saúde. Não é fácil. Primeiro, porque a correria é grande. Trabalho em três turnos. Achar uma janela na agenda é tarefa quase impossível. Mas os anos passam e compreendi que, se não investir no meu corpo, ninguém fará isso por mim. Portanto, ainda que não ligue para confirmar minha participação no Dia do Desafio, farei minha parte.

Em muitas cidades, certamente milhares de pessoas vão brincar de fazer exercícios. Digo brincar, porque em vários lugares as atividades são desenvolvidas de forma coletiva garantindo diversão, risos e, claro, reclamações por parte de alguns chatos de plantão.

Na faculdade em que leciono, por exemplo, os alunos deixam as salas para se alongar, mexer o corpo. Embora nem todos se envolvam completamente, a música acaba embalando os movimentos e muita gente participa.

Entretanto, fico sempre pensando: e amanhã, como vai ser?

Em Maringá, os bosques e parques da cidade estão sempre cheios de gente disposta a caminhar, correr. As academias, lotadas. Contudo, os indicadores provam que o sedentarismo é uma realidade. A maioria ainda prefere comodidade a se mexer. Consequência disto é a obesidade, e junto com ela uma série de doenças.

Embora existam alguns viciados em exercícios (musculação, por exemplo), não dá pra dizer que é gostoso suar o corpo em cima de uma esteira, levantando peso ou testando os limites da força em inúmeros equipamentos. Tem que ter opinião. Pensar no prazer pós-esforço (na redução de peso, no corpo mais definido, na ausência de barriga e, principalmente, na melhoria geral da disposição físical). Se não for assim, desiste.

Novo fim do mundo em outubro. Quem acredita?

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Embora cristão, não faço das minhas crenças uma bandeira. Quem está mais perto de mim (minha família, alunos e alguns amigos), sabe que raramente uso argumentos religiosos em minhas falas ou cito o divino. Talvez para alguns isso me torna um péssimo cristão, afinal, diriam, não dou testemunho da minha fé. Quem sabe estejam certos. Mas continuo pensando que há uma banalização dos temas religiosos e principalmente um exagero em explicações simplistas a respeito da vida e do mundo, com base nas crenças alimentadas pelas diferentes religiões. Vive-se a loucura constante de encontrar motivos para dizer que o fim está chegando.

Entretanto, pela natureza da minha fé, também fico constrangido quando vejo pastores alvo dos noticiários pelas bobagens que falam. A última foi desse pastor evangélico americano que previu o fim do mundo para o último sábado, dia 21.

Virou motivo de piada. O fim do mundo não chegou e mais uma vez cristãos do mundo inteiro são ridicularizados.

Pior. O cara agora se justifica dizendo que refez as contas e que o apocalipse será em outubro.

Sabe o que vai acontecer? Outubro vai chegar e, de novo, ele vai errar.

Essa história de prever o fim do mundo (ou a volta de Cristo) faz parte da história de muitas igrejas. Aqui em Maringá um certo missionário fez isso anos atrás. Outros também tiveram tal ousadia ao longo dos anos. O erro foi cometido inclusive por gente que acabou por fundar a Igreja Adventista.

Toda vez que alguém prediz o fim do mundo, uma explicação aparece quando o erro “profético” se torna evidente. Todas justificativas são pouco convincentes e quase sempre visam amenizar a vergonha que causam aos seus fiéis a fim de mantê-los presos aos seus ensinos. Apesar do “estrago” que causam, muitos conseguem sobreviver a ridicularização pública que sofrem – contando quase sempre com a memória curta de alguns e com a fé inocente de outros tantos.

Sempre foi assim. Não será diferente agora. O que apenas lamentamos é a incapacidade daqueles que não conseguem ver o que está diante de seus olhos e vivem à procura de ilusões. Quem sabe, como se diz por aí, porque “de ilusão também se vive”.

Amanda Gurgel denunciou; e agora?

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Sexta-feira passada fiquei tocado com as palavras da professora Amanda Gurgel. Compartilhei aqui o vídeo dela que estava “bombando” no Youtube e vi a audiência do blog crescer consideravelmente nesses últimos quatro dias. Tudo por causa das buscas por informações a respeito do discurso da educadora.

Fiquei satisfeito com o que aconteceu com o blog e, principalmente, por notar que a denúncia de Amanda Gurgel encontrou eco na sociedade – algo novo na educação, já que a realidade por ela retratada não nos é desconhecida.

Depois de saber que a professora foi parar no Faustão, no domingo, pensei mais uma vez na importância das mídias sociais para promover grandes debates. Um único vídeo, de algo ocorrido lá no Rio Grande do Norte, causou uma quase comoção nacional. Fantástico!

Isso revela o quanto a internet, apesar de ser terra de ninguém e permitir a circulação de muito conteúdo duvidoso, pode pautar discussões relevantes e de impacto social.

Por outro lado, também pensei: até que ponto essas discussões conseguem ser mantidas durante um tempo mínimo que garanta as transformações necessárias?

Sim, pois o discurso de Amanda Gurgel ficará vazio? Ela foi alçada a uma posição de quase celebridade por um vídeo no Youtube. Mas ficará nisso? Sua voz será silenciada? As demandas seguirão diante de nossos olhos, mas ignoradas pelas políticas públicas?

Não adianta aplaudir a professora. Não adianta concordar com ela. É muito pouco.

Lamentavelmente, tenho a impressão que isto vai acontecer. Não por culpa da professora, mas por nós mesmos que gostamos do espetáculo, mas muito pouco de assumir nossas responsabilidades e exigir as mudanças que a educação e o país precisam.

Na segunda, uma música

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Estava longe da tv, quando ouvi “Suddenly I See”. Foi na tarde desse domingo. A música abre o filme “O diabo veste prada” – mas foi tema e trilha de outras produções, inclusive de uma novela da Rede Globo.

De KT Tunstall, “Sudenly I See” é uma balada agradável. Dessas músicas simples que a gente curte sem prestar muita atenção em detalhes. Sua intérprete, a britânica Kate Tunstall, nascida na Escócia, é famosa por seus concertos ao vivo – onde ela se transforma numa banda de uma única mulher.

Cinco minutos de atraso tira direito do aluno assistir as aulas

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Pra botar “ordem na casa”, o Instituto Estadual de Educação de Maringá estabeleceu uma série de regras. Entre elas: alunos que chegarem cinco minutos após o início das aulas não entram. Não entram mesmo. Perdem todas as aulas.

Ontem, publiquei por aqui um texto sobre um garoto que vi pulando o muro daquele colégio. Hoje, entendi a provável causa.

Por conta disso, coloquei no twitter:
- é justo proibir que aluno entre na escola por que chegou cinco minutos atrasado?

A questão é complexa. A medida mudou a realidade da instituição. Acabou a farra. Não tem mais moleque no pátio, gente chegando toda hora… Aparentemente, tudo está funcionando. Pelo menos, dentro da escola. Fora dela, na manhã desta sexta-feira, pelo menos 15 alunos voltaram pra casa – sem chance de assistir as aulas.

Parece-me que acabar com a cultura do atraso é necessário; porém, que direito o diretor de um colégio tem de impedir o aluno de assistir as aulas? Até concordaria que ele perdesse a aula em que estaria chegando atrasado. Mas e as demais? O fato de chegar seis minutos atrasado justifica deixá-lo sem nenhuma aula?

Num país em que o povo não morre de amores pelas escolas, a medida me parece gerar ainda mais antipatia. Sem contar que esses adolescentes que chegam atrasados vão ficar onde quando perderem as aulas? Depois de deixarem suas casas, impedidos de entrar, retornarão ou ficarão na rua esperando dar a hora de terminar as atividades do colégio?

Professora denuncia realidade da educação e vira hit na internet

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Quase um milagre… Tem um quê de milagre uma denúncia na área da educação sensibilizar tanta gente na internet, gerar comentários nas redes sociais e virar alvo de comentários até mesmo nos veículos de comunicação tradicionais. E o grito de indignação foi feito por uma jovem professora do Rio Grande do Norte. Mas o que ela diz certamente se repete em muitas outras unidades da federação e municípios brasileiros. Amanda Gurgel é o nome da educadora.

Pra quem ainda não viu o vídeo, estou compartilhando neste espaço. Vale gastar um tempinho, assistir, refletir e cobrar ações coerentes de nossas autoridades – aquelas que dizem ter educação como prioridade.

Quem pode evitar que o garoto pule o muro?

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Um muro. Ele está lá. Separa o público do privado. Garante privacidade. Mais que isso, garante segurança. Muros separam. Dividem. São construídos como indicativos de que aquele espaço tem regras próprias, e que precisam ser respeitadas.

Em sociedades desenvolvidas – ou em condomínios fechados – já são dispensáveis. Porém, sempre existiram e continuarão existindo em determinados espaços. São necessários.

Numa escola, por exemplo, o muro dá segurança aos pais, pois sabem que os filhos estão protegidos naquele espaço. Terão dificuldade para deixar a instituição; e quem está de fora, não entra.

Mas o que dizer quando não cumprem sua função?

Foto meramente ilustrativa

Em Maringá, tenho observado tentativas de se implantar catracas nos portões da escola para aumentar a segurança. Também se fala em instalar câmeras de vídeo – com custo aproximado de R$ 4 milhões.

Hoje, porém, assisti “de camarote” uma cena que prova que nem os muros – nem câmeras ou catracas – podem garantir coisa alguma. Por volta das 13h40, vi um garoto de baixa estatura, 14 ou 15 anos, saltar o muro do Instituto de Educação de Maringá. Quem conhece o colégio, sabe bem que são dois metros e meio ou três de altura. Isso não o impediu de escalar com uma enorme facilidade. Ele chegou, deu impulso, dois ou três movimentos depois, estava dentro do colégio. Fácil, fácil.

O muro, recém-pintado, já está sujo. Sugere que o feito do garoto é repetido por outros adolescentes. É provável que sejam alunos. Mas podem não ser. Ainda que sejam, quem precisa pular um muro? Que aluno precisa fazer isto? Faz isto por prazer? Por chegar atrasado?

Diga-me: quem está seguro? O que são nossas escolas?

Diante da habilidade do garoto, só pude sorrir pensando na irônica proposta de instalar catracas nas escolas. Pensei nos milhares de reais gastos com muros. E ainda na possibilidade de alguns milhões aplicados em câmeras. Tudo bobagem. O mundo real reclama ações mais amplas e criativas.

Atualizado (sexta-feira, 20/5, 11h20): Descobrimos um dos prováveis motivos para o garoto pular o muro da escola. Uma nova regra implantada pelo Instituto de Educação impede que os alunos entrem cinco minutos após o início da aula. Ou seja, os “espertinhos” pulam o muro para driblar a regra. Regra, convenhamos, no mínimo questionável – mas falo sobre isso noutro post.

Qual o seu maior sonho?

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É sério… Já pensou nisso?

Não, não estou perguntando se você quer ir para o Céu. Se a pergunta fosse feita dentro de um templo religioso, é provável que a resposta seria: “ah… eu quero conhecer Jesus”; ou então, “eu quero morar no Céu”.

Tudo bem. O Céu, para quem é cristão, é sinônimo de vida eterna. Também significa não mais dor, não mais sofrimento, não mais morte… E tudo isso é muito bom.

Porém, esse é um sonho que está noutro universo. E que passa, inclusive, por um ato de fé.

Eu pergunto de sonhos, desejos, vontades.

Por sinal, é engraçado essa coisa de crenças, religião. Tempos atrás, numa entrevista para um grupo de jovens cristãos, me perguntaram sobre o Céu. Respondi que minha visão de Céu é de um mundo ultra, mega, power tecnológico. Uma coisa muito louca. Fiz uma descrição que levou muita gente a comentar: “o céu do Ronaldo é high-tech”.

As pessoas até riram na hora, mas acho que ficaram um tanto decepcionadas. Talvez queriam outro tipo de resposta.

Mas essa é uma outra história.

Neste papo aqui, penso em um grande sonho… Ou quem sabe em grandes sonhos, coisas que desejamos, que queremos viver, realizar.

Sabe, os sonhos são o nosso motor, o nosso combustível – o motivo de vivermos. A gente pode sonhar com o sucesso de uma carreira, pode sonhar com a conclusão de um curso universitário… pode sonhar em conquistar uma pessoa especial. Há muitos sonhos.

Alguns são realizáveis. Dependem de nosso esforço. Outros não dependem de nós. Por isso, podem ou não se concretizar.

Quando permanecem no universo de nossos desejos e vontades, nossos sonhos podem se tornar pesadelos. Às vezes, nos causam uma sensação horrível: sentimo-nos impotentes. Já me senti assim algumas vezes. Você quer, mas não pode; você tenta, mas não consegue.

Creio que todo mundo já experimentou essa sensação. Ela é natural. É a resposta de nosso coração ao sonho não realizado – ou realizável.

Entretanto, diante de tal quadro temos duas opções. Podemos escolher nos acanhar, nos fechar, nos silenciar e morrer aos poucos; ou, o que sugiro, olhar adiante, sacudir a poeira e sonhar novos sonhos.

Ninguém vota contra si mesmo

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Quem é capaz de abrir mão de seus interesses para privilegiar os interesses do outro? Pouca gente. É claro que sempre existirão aqueles que vão sustentar que seriam capazes disso. Entretanto, provavelmente isso só aconteceria no discurso.

Mas… para que esta introdução? Para refletir sobre algo que vi no Diário dia desses. Ao tratar sobre o aumento do número de vereadores, a reportagem revelava que a maioria dos atuais parlamentares é a favor da criação de oito novas cadeiras – limite previsto pela atual legislação. Maringá tem 15 vereadores, mas tem o direito de chegar a 23. E quem decide isso não somos nós, cidadãos; são eles.

Na prática, a gente paga a conta. Mas eles escolhem fazer a despesa.

Claro, na boca de cada vereador haverá uma justificativa bastante razoável para tal medida. Ninguém vai assumir que aprovar o aumento significa facilitar o seu próprio caminho para a reeleição e para futuras disputas eleitorais. O argumento provavelmente será este: ter mais gente na Câmara significa garantir maior representatividade para a comunidade maringaense.

A justificativa é bonita, cheia de boas intenções. Porém, é só discurso vazio. Ter 15 ou 23 vereadores não vai mudar muita coisa na representatividade da população. Até porque a questão da representatividade não passa pela quantidade mas sim pela quantidade dos nossos nobres vereadores.

Eu ficaria um pouco mais sensibilizado com o argumento se os atuais vereadores, que se propõem a votar tal medida, também aprovassem a divisão de seus rendimentos e dos gastos de seus gabinetes com os novos colegas. Algo do tipo: quanto custa a folha de pagamento dos vereadores? R$ 90 mil (este número é hipotético)? Ok, então vamos dividir esses R$ 90 mil por 23 e não mais por 15. E fizessem o mesmo com as despesas com assessores, contas de telefone etc etc.

Não vão fazer isso. É óbvio. Primeiro, porque acreditam que a remuneração que recebem é inferior a que merecem; segundo, exatamente porque pouca gente é capaz de abrir mão do que acredita ser seu direito.

Meu comentário aqui não é para dizer que nosso Legislativo é melhor ou pior do que outros do país. Nada disso. A intenção é só propor uma reflexão… Não me parece correto permitir que determinados grupos tenham o direito de fazerem suas próprias leis. Dificilmente os vereadores serão altruístas a ponto de abrirem mão dessa chance de ampliar o número de cadeiras. Como também dificilmente teremos uma reforma política neste país que seja realmente abrangente e transformadora. E por só por isso: ninguém vota contra si mesmo.

Um caso típico de censura

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Recebi nesse fim de semana um email. É de um blogueiro de Paiçandu. Faz parte da lista de pessoas que usa a internet para questionar, fazer valer o pleno direito à cidadania. Na mensagem, entre outras coisas, pontua as ameaças de processos que têm recebido. Motivo? Ele mostra as contradições da administração pública daquele município.

O que está acontecendo com Leandro Ricardi, autor do blog, não é muito diferente do que ocorre com todos aqueles que se propõem a cobrar um posicionamento coerente dos entes públicos. Historicamente, as autoridades não aceitam críticas. Elas gostam dos meios de comunicação apenas quando estes lhes são úteis. Por isso, a censura sempre foi exercida. Ao longo de séculos – e até mais recentemente em nosso país -, com muita eficiência.

Silenciar o contraditório é uma forma de preservar a imagem. Na política, as notícias (ainda que em blogs e outras mídias sociais) representam um risco ao projeto de poder que possuem. Isto, porque suscitam comentários, perguntas, dúvidas… Políticos não querem isso. Afinal, se nós, civis, não gostamos de ser alvo de comentários, por que eles gostariam?

Por isso, embora tenhamos, constitucionalmente, garantida a liberdade de expressão, exercê-la de maneira plena sempre nunca será tarefa fácil. Nos pequenos municípios, onde todo mundo se conhece, fica ainda mais complicado.

O blogueiro (repórter, radialista etc etc) faz uma crítica a um vereador e depois o encontra na feira. Dá-lhe constrangimento.

Isso me faz lembra um aluno, também de uma cidade com poucos habitantes, que perdeu amigos depois que criou um blog sobre política. Alguns procuram paparicá-lo (para ganhar elogios). Porém, quando a crítica é publica, viram o rosto.

Faz parte do jogo. Sempre foi e sempre será assim.

No regime democrático, embora a censura não seja um mecanismo legal, ela sempre será feita sob ameaças, intimidações, retaliações ou até mesmo com o uso da força econômica.

Temos que aprender a conviver com isso, encontrando brechas para mudar a sociedade a fim de torná-la madura a ponto de compreender o que significa o efetivo direito de opinião, de expressão.

Na segunda, uma música

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Serão só alguns shows? Uma tentativa “caça-níquel”? Não sei. Mas o RPM está de volta. Na próxima sexta-feira, 20, Paulo Ricardo e cia fazem show no Credicard Hall, em São Paulo. No site da banda, quatro novas músicas disponíveis para download – inclusive, a escolhida para tocar nas rádios, “Olhos verdes”.

Já ouvi. Está longe de ter o mesmo apelo do som que o RPM produzia nos anos de 1980. É cedo para dizer se alguma das novas músicas vai emplacar, ganhar do gosto popular. Mas mesmo que isso não aconteça, o pouco que foi produzido quando a banda estourou no Brasil (impossível esquecer Olhar 43; London, London; Loura gelada…), valerá o retorno e o pagamento de ingressos por parte dos fãs.

Hoje, para recordar, compartilho Rádio Pirata.

A guerra entre Facebook e Google

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Eu gosto dos dois. Por que precisam brigar? Não dá pra cada um se estabelecer no mercado e garantir sua fatia de faturamento?

Pra quem não sabe, as duas empresas atuam como rivais. Mais que isso, o Facebook entrou numa nova fase: contratou uma assessoria para atacar o Google.

Dá para acreditar?

Diga-me uma coisa: os dois serviços não podem atuar com independência? Tudo bem, lutam por mercado, faturamento. Normal. É do jogo. Mas criar ambiente de guerra? Contratar assessoria pra atacar a rival?

Nós, usuários dos serviços prestados por ambas companhias, gostamos dos dois. O Google se tornou fundamental. É o principal buscar. Outros serviços disponibizados pelo Google também fazem parte do nosso dia a dia. Vale o mesmo para o Facebook. De alguma forma, se completam. E, convenhamos, ainda que concorrentes, não há necessidade de um querer matar o outro.

Sabe, a proposta do post não é discutir tecnologia. Muito menos nossas preferências pelo Google ou Facebook. A ideia é só fazer pensar… Ainda ontem escrevia aqui que a concorrência, a competição etc são sentimentos humanos, naturais. O desejo de acumulação também. O cara pode tem um patrimônio de 10 bilhões de dólares. Ainda assim, ele sonha fechar o ano seguinte ainda mais rico. Nem que para isso tenha que “matar” o concorrente.

Loucura isso, né? Não. Nenhum pouco. Isso somos nós.

Essa coisa de olhar para o mercado e dizer “tem espaço pra todo mundo” é só argumento politicamente correto para esconder a verdadeira face da concorrência. Pouca gente tem a capacidade de respeitar o direito do outro também o ganhar dele. O cara da padaria do bairro, se pudesse, fechava as portas de todos os “rivais” para reinar sozinho. É sempre assim… O sujeito pode até tolerar a concorrência, mas se dependesse dele monopolizaria o mercado.

Quem disse que você é livre?

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Ainda não li o texto, mas optei por discutir o assunto mesmo assim. Pelo menos, não sofro a influência das ideias dela e nem me frustro – caso a abordagem não seja a que espero.

Desculpa, estou falando mas nem apresentei o caso. Vejamos:

- Liberdade de escolha?
Não se iluda. Quem decide o que você vai comprar é o mercado

Trata-se do último texto publicado na coluna da jornalista Francine Lima, da revista Época. Está no site.

Gostei do título. E o enunciado logo abaixo resume bem a ideia: liberdade é utopia na sociedade de consumo.

Vou logo avisando… Não sou nenhum revolucionário. Ainda penso que o melhor modelo de sociedade é mesmo este: capitalista. Competição, concorrência, insatisfação que busca a acumulação de bens e riquezas etc etc estão na nossa natureza. Construir uma sociedade igualitária – onde todos tenham as mesmas coisas (inclusive do ponto de vista patrimonial) – pode até ser uma boa proposta, mas contraria nossos desejos. Sem contar que torna tudo muito sem graça.

Entretanto, também é falácia o argumento de que somos livres. Em especial, livres para escolher o que consumir. Mentira. A gente compra sim o que o mercado manda. Minhas calças com pregas estão lá dependuradas no guarda-roupa. Saiu de moda. Até uso de vez em quando, porque algumas ainda estão novas. Mas, largas como são, parecem ridículas perto das outras que hoje são ofertadas pelo mercado e que já me “obriguei” a adquirir. Então não é só uma questão de gosto.

Xadrez agora está na moda. Lembro que anos atrás já vivemos uma onda de xadrez. Nunca fui fã, mas a digníssima acabou fazendo o favor de compras algumas peças que combinavam com o que se usava nas ruas. A tendência passou e toda vez que eu olhava aquelas camisas me dava desgosto. Achava aquilo medonho, horroroso. Acabei dando um fim nelas.

Sabe, essa imposição do mercado vale pra tudo. Comprei o celular que uso há pouco mais de um ano. Porém, já me sinto completamente ultrapassado. Pior, sinto-me pressionado a comprar algo do tipo iPhone. Meu netbook foi superado em menos de um ano e já virou peça de museu perto do iPad da minha chefe.

De roupas, calçados, passando pela tecnologia, até chegar aos alimentos – e restaurantes que a gente frequenta – tudo vem com uma indicação de “isto é legal” ou de “credo! você compra isto?”.

Desta forma, na relação que temos com o mundo, colocamo-nos em sintonia com o que nos é “sugerido”. Sem contar que, ainda que queiramos contrariar a ordem das coisas, chega um momento que não existem mais os seus objetos preferidos. Ou você compra o que está na prateleira ou volta para casa de mãos vazias.

Na prática, o discurso de liberdade é só mais um argumento para fazer você acreditar que é dono do próprio nariz.

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