É verdade… Não existe receita. Mas deveria haver uma forma certa de amar. Tudo seria mais fácil. Se a receitinha existisse, a vida a dois poderia ser mais tranqüila.
Tem gente que idealiza o amor. Talvez por isso passe a vida sem nunca se deixar amar.
Não existe uma forma de amar. Há várias formas.
Nem dá para definir o que se sente. Como se sente o amor.
O próprio sentimento (será que é sentimento ou decisão?) ganha novos contornos com o tempo dentro de uma relação.
Acho curioso que algumas pessoas querem amar do mesmo jeito. Como quando conheceram a pessoa amada, nos primeiros meses antes e após a conquista.
Nunca foi e nunca será assim.
Isso ocorre porque a pessoa não se conhece e nem tenta entender que o relacionamento não é feito de um eterno encantamento.
Amor não é um eterno encantamento, nem deslumbramento.
Claro, é bom sentir aquele frio na barriga. Mas esperar que esse friozinho percorra a espinha todas as vezes que você encontra a pessoa amada (ou que isso aconteça durante toda a vida) é típico de quem projeta o que é amar, mas nunca parou para entender que nem sempre amar é sentir – ou viver grandes emoções.
Por isso, como disse, seria mais fácil se existisse uma receitinha. Ou quem sabe um manual. Algo que dissesse coisas do tipo: “para saber se está amando, observe os seguintes comportamentos”… Aí quem sabe poderia apresentar uma listinha com 10 perguntas e se você respondesse sim para sete ou oito, o teste estaria concluído e você teria o resultado: “é amor”.
Talvez por isso, o Roupa Nova já perguntava:
- Por que é que os corações não são iguais?
Quem não entende isso, nunca será feliz no amor. Pois será incapaz de sentir amado e até mesmo de entender que ama. Viverá a eterna busca por alguém… Que será sempre uma sombra, um outro, o que está por vir.
PS- O título é só uma cópia descarada do título de um sucesso dos anos 1980 da Banda Blitz.
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