Você não soube me amar

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É verdade… Não existe receita. Mas deveria haver uma forma certa de amar. Tudo seria mais fácil. Se a receitinha existisse, a vida a dois poderia ser mais tranqüila.

Tem gente que idealiza o amor. Talvez por isso passe a vida sem nunca se deixar amar.

Não existe uma forma de amar. Há várias formas.

Nem dá para definir o que se sente. Como se sente o amor.

O próprio sentimento (será que é sentimento ou decisão?) ganha novos contornos com o tempo dentro de uma relação.

Acho curioso que algumas pessoas querem amar do mesmo jeito. Como quando conheceram a pessoa amada, nos primeiros meses antes e após a conquista.

Nunca foi e nunca será assim.

Isso ocorre porque a pessoa não se conhece e nem tenta entender que o relacionamento não é feito de um eterno encantamento.

Amor não é um eterno encantamento, nem deslumbramento.

Claro, é bom sentir aquele frio na barriga. Mas esperar que esse friozinho percorra a espinha todas as vezes que você encontra a pessoa amada (ou que isso aconteça durante toda a vida) é típico de quem projeta o que é amar, mas nunca parou para entender que nem sempre amar é sentir – ou viver grandes emoções.

Por isso, como disse, seria mais fácil se existisse uma receitinha. Ou quem sabe um manual. Algo que dissesse coisas do tipo: “para saber se está amando, observe os seguintes comportamentos”… Aí quem sabe poderia apresentar uma listinha com 10 perguntas e se você respondesse sim para sete ou oito, o teste estaria concluído e você teria o resultado: “é amor”.

Talvez por isso, o Roupa Nova já perguntava:
- Por que é que os corações não são iguais?

Ninguém ama do mesmo jeito.

Quem não entende isso, nunca será feliz no amor. Pois será incapaz de sentir amado e até mesmo de entender que ama. Viverá a eterna busca por alguém… Que será sempre uma sombra, um outro, o que está por vir.

PS- O título é só uma cópia descarada do título de um sucesso dos anos 1980 da Banda Blitz.

O Twitter está sendo esvaziado?

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Estou devendo resposta para uma aluna. Ela quer a indicação de algum livro que fale sobre o uso das redes sociais. Pretende entender como aproveitá-las melhor na área de sua atuação profissional.

A dúvida dela é a de muita gente. É tudo tão novo que, na verdade, estamos numa fase de descobertas. Todos estamos testando, experimentando. Não existe “receita de bolo”. Seguimos alguns indicativos pelas próprias características da rede e pelos casos de sucesso.

Há inclusive outras perguntas que motivam reflexões hipotéticas. Uma delas diz respeito ao Twitter.

Dia desses vi um comentário que o serviço de microblog seria engolido pelo Google+. Ok, é uma possibilidade. Afinal, tudo pode acontecer.

Entretanto, por que seria pelo Google+ e não pelo Facebook?

Quem conhece parte dos potenciais oferecidos pelo Facebook já percebeu que ele reúne quase tudo que você precisa nas redes sociais. E com vantagens.

Por exemplo, para que usar o Twitter se o mesmo conteúdo pode ser compartilhado pelo Facebook, com o benefício do comentário e do curtir?

E tem muito mais… Começo a sentir que o email poderá ser abandonado e até mesmo o messenger – ou msn. Dá para trocar mensagens pelo Facebook, mandar documentos do word, excel etc (serviço ainda pouco utilizado pelos usuários). Também é possível dialogar com amigos e conhecidos no “bate-papo”, com a mesma facilidade do msn ou do gtalk.

Ou seja, o Facebook tenta reunir quase tudo que encontramos nas demais redes sociais. E com a vantagem de ser o serviço mais popular do planeta. Desvantagem? A privacidade. Não são raros os questionamentos sobre o sistema de segurança da rede de Mark Zuckerberg.

Cá com meus botões, não sei se o Facebook vai engolir as demais redes. Contudo, noto que aos poucos o Twitter vai sendo esvaziado, há um processo de “orkutização” do Facebook e cada vez mais pessoas compartilham conteúdos no serviço, usam o bate-papo, disponibilizam vídeos e até abandonam blogs.

Trata-se do mundo digital em movimento… Cabe a nós acompanharmos esse processo que ganha novas formas e nos surpreende a cada dia.

Lutar demais por um amor, cansa

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Sou fã do Ivan Martins. O cara é jornalista, editor da Época, e tem uma coluna sobre relacionamentos na versão online da revista. Hoje compartilhei três textos dele no Facebook. Quem leu, gostou. Algumas vezes, a gente pode até não concordar com ele, mas nunca os argumentos do Ivan são vazios.

Recordo que tinha certa resistência ao que o jornalista escrevia. Olhava meio desconfiado… Aos poucos, passei a esperar semanalmente por sua coluna. E raramente não me sinto surpreendido.

Uma dessas boas surpresas foi com o texto “O amor bom é facinho”. O título me pegou. E o mesmo aconteceu com milhares de leitores. Basta observar que, mesmo quatro semanas depois de publicado, a coluna ainda aparece como um dos três assuntos mais acessados no site da revista.

A tese do Ivan é simples: amores difíceis cobram um preço muito alto; as marcas ficam para sempre e, um dia, voltam em forma de lembranças ruins, cobranças e mágoas.

“…mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega”.

Aprendemos que tudo na vida tem que ser obtido com muita luta. Desde a construção de uma carreira até a conquista de um grande amor. Parece que aquilo que vem fácil não valorizamos. Pelo menos, este é o argumento dominante.

Acredito que um charminho tem lá sua graça e até valoriza a conquista. Porém, quando se ouve muitos “nãos”, o que num primeiro momento pode parecer um desafio a ser vencido, ao longo do relacionamento acaba ganhando novos contornos e formas a ponto de produzir rejeição, ódio ou até mesmo o desprezo absoluto.

Por isso, por mais que pareça estranho dizer “o amor bom é facinho”, concordo com o Ivan quando diz que a entrega sem resistências, barreiras é um presente.

“Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações?”

Parece-me que não existe nada melhor.

Tenho sempre dito que relacionamentos precisam ser alimentados. E são os pequenos gestos diários que mantêm vivo os sentimentos. O amor verdadeiro pode ser de graça. Não espera nada em troca. Porém, ninguém ama pra vida toda ouvindo tantos “nãos” como resposta.

O que vale ser publicado?

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É interessante como uma semana de férias muda nosso ritmo. Tem coisas que a gente faz no “piloto automático”. Quando desliga e fica um tempo sem aquela rotina, a impressão que dá é que precisa readquirir o ritmo. Escrever faz parte da minha lista de coisas que preciso fazer continuamente para não perder o hábito.

Ontem, por exemplo, apareci por aqui, compartilhei uma música. No twitter, escrevi uma ou outra coisa, mas me senti meio “amarrado”. Os assuntos parecem desinteressantes. Ou pelo menos não merecedores de serem divididos com os seguidores da rede.

Por sinal, o que realmente vale a pena ser publicado?

Ontem, retornei ao microfone da CBN e também à sala de aula. Ao apresentar o programa de uma das disciplinas, disse aos alunos que vamos discutir sobre “saturação da informação”. Ou seja, a proposta é mostrar que se produz tanta notícia que não damos de consumir tudo. E isso acontece porque vivemos sob a ditadura do novo. Não importa a relevância; importa ser novo, diferente, atual. E coisas do tipo…

- Grávida, Letícia Birkheuer exibe celulite em praia francesa

- Rodrigão ganha beijo de Adriana

… viram notícia.

Eu confesso que tenho dificuldade em usar o blog como muita gente usa. Até compartilho algumas coisas pessoais, uma futilidade ou outra, mas não dou conta de escrever algo que não tenha uma aplicação, ou seja resultado de uma reflexão. No twitter ou facebook, não vejo graça usá-los para dizer onde estou, o que estou fazendo ou para expressar um sentimento momentâneo.

Não quero que dizer que este jeito de usar as redes é a correta. De jeito nenhum. Cada um faz o que bem entende. Porém, num mundo de tanta futilidade, não consigo perder tempo lendo coisas vazias.

Talvez eu ande chato demais…

Na segunda, uma música

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A música de hoje é da banda britânica Coldplay. Fundada em 1996, tem vários sucessos. O estilo pode ser definido como rock alternativo. Confesso que a banda não faz parte da minha lista de preferências. Mas gosto de algumas músicas. Uma delas é “In my place”. Ouvi a canção várias vezes na última semana. Nas minhas tentativas de jogar guitar hero com meu filho, acho que foi a música que melhor executei. E como ela tem uma letra significativa, vale compartilhar.

Uns dias de folga

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Nesta semana estarei menos presente por aqui. Tirei alguns dias de folga e, embora não consiga me desligar das redes sociais, vou tentar relaxar um pouco. Sou viciado nisso. Ainda assim, a proposta é ficar mais distante do mundo virtual e mais próximo das pessoas. Então, aos amigos e leitores, desejo um ótimo restante de semana. Antes da segunda-feira, quando retorno à CBN e às aulas, ainda apareço para dar um oi. Até mais.

Na segunda, uma música

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Vi alguns trechos na semana passada na nova novela da Globo, O Astro. Bem produzida, a novela é um remake de um grande sucesso da década de 1970. Mais que uma boa história, O Astro resgatou uma bela música de Lionel Richie para embalar o romance no personagem principal da trama. “Easy” ou “Easy Like Sunday Morning” é uma canção que gosto muito. Aqui, compartilho a música numa apresentação do cantor com participação do grupo irlandês Westlife.

Uma máscara para viver

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Não sei o que essa imagem te faz pensar. Para mim, ela é significativa. Descobri meio por acaso fuçando o arquivo de fotos do Google. Não é de nenhum fotógrafo brasileiro. E nem sei mais qual a origem. Trombei com essa imagem depois de escrever um texto sofre felicidade. Queria alguma coisa que pudesse ilustrar o post. Mas a foto dizia mais que o próprio texto. E, por isso, vez ou outra me pego fazendo uma nova leitura do que aparece na tela.

Sinto nessa imagem toda a contradição humana. O sorriso no rosto mesmo quando a alma chora.

Hoje conversava com uma amiga sobre as máscaras que usamos. Até voltei a compartilhar no twitter e no facebook um texto que escrevi sobre o assunto há cerca de um ano. E a máscara do sorriso que esconde nossas lágrimas talvez seja uma que recorremos.

E por várias razões.

Nem sempre a angústia da alma pode ser exposta. Por medo, insegurança ou por necessidade de manter os sentimentos em segredo.

Às vezes o desejo é se recolher, calar-se, chorar o choro da morte. Mas a vida empurra, exige, não permite o tempo que a alma reclama para tratar das feridas. É preciso prosseguir. Não dá para esperar. E a máscara fica ali, protegendo. Ou simplesmente escondendo. Ao se esconder, o exterior é só fachada. E a vida deixa de ser vivida. Pois enquanto se chora em silêncio, nada faz sentido – embora, para o mundo, seja dito que tudo está bem.

Calem a boca vereadores

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Hoje fui bastante duro com alguns vereadores da Câmara de Maringá. Fazendo uso do meu direito e da liberdade que a CBN Maringá me garante, questionei bobagens ditas por alguns parlamentares durante a sessão plenária de ontem. Entre elas, a de que o Legislativo estaria sofrendo bullying e outra de que a cidade sobrevive sem prefeito, mas não vive sem vereador. O mesmo parlamentar que falou do bullying também disse que estava mudando de opinião e apoiaria o aumento do número de cadeiras no Legislativo para provar que é homem. Ridículo.

Quando encerrei a segunda edição do jornal, senti-me cansado. O tema ocupou as duas edições do noticiário local. Muitos ouvintes, seguidores do twitter e amigos do facebook comentaram, participaram. Movimentaram os jornais. Mas confesso que não sinto prazer nisso. Claro, gosto de fazer um bom jornal, provocar o debate. E é bom ver a repercussão do público diante de algo que falamos, noticiamos ou comentamos. Entretanto, diferente do que muita gente pode pensar, não me agrada ter de fazer críticas duras ou questionamentos dessa natureza, inclusive apontando diretamente o nome de alguém.

Então por que faço isso? Primeiro, porque é meu dever. Dever profissional, dever de um cidadão consciente e que sabe qual seu papel na sociedade. Segundo, porque há situações com as quais não podemos nos silenciar.

O debate sobre o aumento do número de vereadores é um exercício democrático. Não se trata de um capricho. Ambos os lados podem defender suas posições. Existem bons argumentos de ambas as partes – para o aumento do número de vereadores e para manutenção das atuais 15 cadeiras. Porém, não dá para dizer que a Câmara sofre bullying. Nem que os vereadores são imprescindíveis. Até poderiam ser se a maioria não fosse omissa, e não fizessem carreira por alimentarem o assistencialismo. Muito menos o parlamentar pode justificar que vai defender a ampliação do número de cadeiras para provar que é homem.

Gente, esse tipo de argumento revela o quanto alguns de nossos parlamentares são descartáveis, desnecessários.

Doeu ouvir essas justificativas. E de onde saiu essa ideia de a Câmara sofre bullying? O parlamentar podia ao menos estudar o conceito antes de abrir a boca. E poderia fazer melhor: tornar-se efetivamente um combatente do bullying. Onde ele de fato acontece: nas escolas. Será que já pensou em desenvolver alguma política de proteção às vítimas desse fenômeno nas instituições de ensino? Provavelmente não.

Por outro lado, não citei em meus questionamentos o vereador John Alves Correa. Ele que também apareceu na reportagem que gerou todo o debate feito hoje na CBN. E por uma razão simples. Embora possa discordar dos argumentos do ex-presidente da Câmara, ele foi preciso no que disse. Fez críticas ao manifesto da ACIM baseado em dados que tinha em mãos. Disse até que a entidade fez uma reunião só para aparecer na televisão e de posse de um documento frágil que não representa a opinião de aproximadamente 110 entidades, como foi propagandeado. Tinha elementos para dar esse tipo de declaração. Pode estar errado no seu posicionamento. Mas exerceu democraticamente seu direito. E, pelo menos nesse caso, não foi vazio.

De alguma forma, é o tipo de situação que contribui para promover uma reflexão sobre todo esse cenário. Diferente do que fez alguns de seus colegas, que na ânsia por fazerem uso da palavra, falaram bobagem.

O mercado da fé

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Ouvi há pouco um especialista em negócios falando sobre quais são as demandas atuais do mercado da espiritualidade. Ele falava sobre as áreas nas quais vale a pena investir para tem bom retorno financeiro.

Cá com meus botões, fiquei incomodado. Não com o comentário. De jeito nenhum. O especialista está na função dele: sugerir possibilidades de renda. Entretanto, me incomoda ver que a fé se tornou um negócio.

É triste observar que a fé potencializa lucro, acumulação de riquezas. E isso é histórico. Mas é ainda mais triste notar o desenvolvimento do que se chama mercado da fé, explorado principalmente por gente que se esconde atrás da fachada de líderes religiosos.

Recordo da fala de um colega… Ele sempre dizia:

- Se ganhar na Mega Sena, abro uma igreja.

O que era só uma piada revela, porém, uma grande verdade. Tem gente fazendo carreira, ficando rico explorando a fé das pessoas. É um grande negócio. Lucra-se com a ingenuidade das pessoas. Vende-se a ilusão – da cura dos males da alma até doenças, passando ainda pela promessa da solução para todos os demais problemas, inclusive financeiros.

Diante de um cenário confuso, alguns reagem com ceticismo ao discurso da fé, outros de forma fanática – a favor e contra a prática religiosa.

Isso só me faz lamentar… Afinal, nos afastamos cada vez mais da essência de uma vida em busca do bem e do divino.

O estresse das mulheres

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Somos nós, homens. Nós somos os culpados.

Falando sério… As mulheres estão estressadas. Pelo 67% das brasileiras. É o que diz uma pesquisa internacional. O índice coloca nossas mulheres na quarta posição do ranking de estresse.

O estresse das mulheres não é novidade. Novidade seria não estarem estressadas. Elas estão. Nós, homens, estamos.

Vive-se um momento novo. As mulheres são exigidas dentro e fora de casa. Desdobram-se em funções distintas. São esposas, mães, estudantes, profissionais etc etc. Se optam por cuidar da casa e dos filhos, são cobradas por não terem um profissão. E ainda que saibam bem lidar com isso, sofrem outras cobranças. Precisam estar belas, bonitas, gostosas.

Se fazem a opção por trabalhar, mas não vivenciam o dia a dia dos filhos, são taxadas como mães que abandonam a educação das crianças; e culpadas por tudo que acontece de errado com os pequenos. Se abrem mão da maternidade, são vistas como mulheres pela metade, pois não viveram a experiência maior da concepção.

Loucura, não?

Com o homem não é muito diferente. Ele já não é o provedor. É mais que isso. E também precisa saber se vestir, cuidar de casa, dos filhos, ser gentil e preocupar-se não apenas com seu prazer. Para uma sociedade machista, pode apostar: poucos sabem lidar com o seu papel. E ainda concorrem com elas no mercado de trabalho – sendo que as mulheres ampliam seus espaços porque ganham menos e têm habilidades que eles não têm.

Cá com meus botões, entendo que vamos conviver com o estresse. Não há volta. As exigências são e serão cada vez maiores. É necessário saber lidar com a pressão e divertir-se com essa rotina que nos consome. Quem é responsável, organizado, mas ao mesmo tempo consegue admitir os erros, pede desculpas, ri de si mesmo, é tolerante consigo e com os outros, é capaz de dar conta desse novo momento – sem ficar doente e sem deixar os outros doentes.

Google +. É muita rede social pro meu gosto

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Chegou o Google +. Na verdade, já há algumas semanas. Mas meu convite só veio ontem. E por obra do amigo Diego Drush (valeu, hein?).

Ainda estou aprendendo a usar. Mas sinceramente não sei o que fazer com mais uma rede social. Gosto de testar tudo. Brincar com esses serviços. Porém, como escrevi dias atrás, só é possível dar conta dessas redes todas integrando-as (ainda que cada uma tenha suas características e exatamente por isso, teoricamente, deveriam ter conteúdo próprio). Acontece que o Google não é muito simpático a isso (integração). Basta observar o que aconteceu com o Buzz (morreu, porque parecia com o Twitter). E vale lembrar que até agora o Orkut, que é sua rede mais popular, até hoje não funciona com o Twitter – diferente do que ocorre com o Facebook.

Mas vamos lá… Vamos testar. Só sei que estou precisando de mais horas do meu dia para dar conta de todo esse mundo digital. Como está difícil ganhar um dia de 30 horas, algumas redes vão acabar ficando subutilizadas.

Blogs e o monopólio da informação

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O WordPress atingiu 50 milhões de blogs hospedados no sistema. É um número e tanto, né? É provável que vários estejam desativados. Outros tantos pertençam a uma mesma pessoa. Ainda assim são milhões de pessoas escrevendo, opinando, produzindo conteúdo.

Costumo repetir: internet é terra de ninguém. Todo mundo faz o que quer por aqui. E no Brasil ainda falta legislação para tratar dos abusos. Há muita mentira, informação errada. Entretanto, o fato de ser “terra de ninguém” é o que garante a liberdade para esses milhões de blogueiros. Blogueiros que usam o WordPress, mas também outros tantos sistemas disponíveis a todos aqueles que querem se expressar, interagir, informar.

Cá com meus botões fico pensando: sem a internet, quando teríamos a chance de permitir que um cidadão comum pudesse falar o que pensa e repercutir suas ideias no mundo inteiro? Claro, nem todo mundo tem sorte de encontrar eco as suas palavras. Porém, as mídias sociais – entre elas, os blogs – de alguma forma minaram parte da censura e até do monopólio da notícia.

Mais que um simples bom dia

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Um bom dia pode ser simplesmente isso: uma expressão, um hábito, uma gentileza, um cumprimento. Mas pode ir além. Pode tocar. Quando dito com a alma, pode comover, ser tudo que alguém mais deseja.

Um bom dia pode ser resumido nessas duas palavras. Porém, pode vir acompanhado de algumas outras frases. E se estas frases forem tudo que o outro mais espera, pode fazer com que as horas não dormidas sejam esquecidas, o sorriso volte ao rosto, o que era cinza se torne colorido e seja renovada a vontade de viver – ainda que seja só por mais um dia.

Na segunda, uma música

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Gosto de Gilberto Gil. Pela obra, pela ousadia, pela ideologia, pelo sorriso fácil enquanto canta. A fase em que suas músicas traduziam um manifesto político ficou para trás. Ainda assim, o ex-ministro nunca perdeu de todo sua vontade de, usando a música, fazer novas experiências. Mas nessa fase mais popular, muitas canções que caíram na boca do povo e foram muito tocadas nas rádios de todo o país. Uma delas é “Esperando na janela”, tema de um filme nacional. O ritmo e a letra encantam. Por isso, vale a pena compartilhar…

Não gostamos de política

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Tudo bem… “Não gostamos de política” é amplo demais. Estou generalizando. Mas, vamos combinar, é só um título, ok?

Eu gosto de político. Me interesso pelo assunto. Mas escrevo cada vez menos sobre política. Política agora é tema profissional. Falo no rádio e na sala de aula. Em papo informal, quando não há saída e a conversa descamba para alguma questão inevitável. Aqui no blog, já tratei do tema várias vezes. De vez em quando, tenho recaídas. Mas nunca é minha prioridade. Prefiro falar de gente, porque é justamente pensando em como somos que percebo nossa pouca maturidade e compreensão das questões políticas.

Nos papos informais, política quase sempre é tratada de forma genérica, rasa. Entrar nessas discussões pode te fazer ser visto como arrogante (“o sabe tudo”) ou como alguém que nada sabe, o chato de plantão. Às vezes, é melhor silenciar-se.

Lamentavelmente, há pouco interesse no assunto. E muitas das discussões existentes são superficiais demais. Em política, vive-se o reino do “lugar-comum”.

Gente com formação universitária vive alheia a esse universo, que determina o rumo de nossas vidas. Em sala de aula, vejo futuros jornalistas que sentem aversão aos temas políticos.

Meses atrás passei uma atividade numa de minhas aulas. Precisavam escrever apenas três parágrafos sobre um tema bem simples. Não saiu nada. Uma confusão só. Os textos nada diziam.

O exemplo do blog não é muito diferente. Quando escrevia mais sobre o tema, encontrava eco às reflexões junto a alguns poucos leitores. Mesmos os posts mais acessados raramente rendiam algum tipo de debate produtivo. Quase sempre o foco eram pessoas – os políticos citados no post ou a posição deste blogueiro; raramente era o conteúdo (causas e consequências).

Isso me faz lembrar de um papo que acabei interrompendo dias atrás. O sujeito dizia:

- Aqui no Brasil nada dá certo.

Ele apontava a superioridade de outras nações e desqualificava nosso país.

Vi-me obrigado a participar da discussão e resumi-la:

- O problema do Brasil não é o Brasil. O país é feito de gente. O problema somos nós. Não temos compromisso coletivo. Nossa visão é mesquinha, tacanha. Reclamamos, mas, se tivermos uma chance, também tiramos vantagem da situação.

Assim acontece com a política. Tudo que dizemos sobre política é:

- Os políticos são todos corruptos.

Talvez até exista uma verdade parcial nisso. Mas será que eles não refletem o nosso caráter? Eles são só um recorte de uma realidade da qual todos nós fazemos parte.

Para que servem os manifestos contra o aumento do número de vereadores?

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Não confio nos resultados dessa pressão das entidades para que não seja aumentado o número de vereadores em Maringá. Se os parlamentares quiserem, votam o aumento e nada vai acontecer. Por mais que haja pressão. Votam, aumentam e, no ano que vem, garantem a chance de uma reeleição mais fácil. E o assunto será esquecido. Inclusive por essas entidades. Não há perdas. Não para eles; só para a sociedade – que vai pagar mais caro para continuar tendo um Legislativo de qualidade questionável.

Ter mais vereadores significaria maior representatividade popular. Concordo com isso. Mas não confio no voto do eleitor. Não adianta garantir a chance de ter oito vereadores a mais se os que lá estarão terão atuação muito semelhante a boa parte dos atuais legisladores.

Também não acredito em maior independência do Poder Executivo. Isso não acontece no Congresso Nacional, onde temos 513 deputados e 81 senadores. O Parlamento sempre é governista. Independente da quantidade e do tamanho da oposição. Afinal, quem tem os cargos e o dinheiro para executar as políticas públicas e obras é o Executivo. O jeito histórico de se fazer política no Brasil sempre coloca o Legislativo na dependência do Executivo.

Poderia ser diferente. É verdade. Mas mesmo quando há renovação, os novatos aprendem rapidinho e adotam a cartilha dos dinossauros.

Gostaria de estar mais otimista. Ainda assim, como cidadão, vou torcer muito pelo sucesso dessas manifestações. E seguir fazendo minha parte. Discutindo, refletindo… E até revendo minhas posições, se perceber que são incoerentes. Mas já vi nosso Legislativo com 21 vereadores e não acho que perdemos alguma coisa quando houve a redução para 15 cadeiras.

Também espero que nossa pressão seja suficiente para conter o aumento salarial que certamente vão votar (e querem um reajuste que pode elevar os vencimentos de 6 mil para cerca de 12 mil).

PS- Só para concluir, ainda acho que vereador tinha que fazer trabalho voluntário. Ser um representante da comunidade, sem salários. Creio que assim saberíamos quem de fato tem interesse em trabalhar pelo bem comum e quem faz da política uma carreira, um emprego.

Lançamento do iPhone 5 e a frustração do desejo

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A Apple prepara o lançamento do iPhone 5. Não tenho nem a primeira versão. Comprá-lo me frustraria, porque vem aí algo mais moderno. E se comprar o novo, sei que em alguns meses estará superado.

Loucura isto, não?

Não existe mais o novo. O novo só é novo por um instante.

Isso nos faz viver a constante frustração imposta pelo desejo do não realizável. Se buscarmos constantemente a novidade, nos tornaremos reféns dela. Nossa vida e nossa capital serão gastos num ciclo vicioso, pois sempre estaremos um passo atrás.

Mais que a tecnologia avançar além do que podemos alcançar, há um outro aspecto: onde vamos descartar todos esses aparelhinhos que se tornam ultrapassados em tão pouco tempo? Isso tudo vira lixo depois de alguns anos. Não serve nem para doação. E vai pra onde?

Sempre que penso nisso lembro da animação Wall-e, da Pixar. Chegaremos ao ponto de transformarmos a terra num grande amontoado de entulhos?

Para virar o jogo

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Não é um fato inédito. Não foi a primeira vez. Nem será a última. Vemos isso com frequência. Entretanto, sempre me impressiona o poder de reação. A capacidade de virar o jogo.

Foi assim com a seleção do Bernardinho nesta quarta-feira contra Cuba. Perdia por 2 sets a 0. Virou. Venceu por 3 a 2.

De fora, nós torcedores, aplaudimos.

Mas e na nossa vida? Temos a gana, a disposição, a força para reagir?

Quantas vezes nos sentimos perdendo por 2 a 0? Ou por mais? E não estou falando aqui de um jogo. Falo do jogo da vida. Cheio de altos e baixos.

Vitórias e derrotas fazem parte de nosso dia a dia. Saber lidar com essas situações é um dos segredos para ser feliz. Não é simples. Nunca é. Nem sempre sabemos de onde tirar forças. Mas elas existem. Estão em algum lugar dentro de nós. Quando as encontramos somos capazes, como o vôlei brasileiro, de reagir e virar o jogo.

Por que escrevo?

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Escrevo por prazer. Mas também por exercício. Tempos atrás publiquei aqui que havia deixado de ser refém do blog. Verdade, não sofro mais pela necessidade de oferecer um texto novo visando atrair mais visitas a esta página. Entretanto, sofro pela ausência da escrita. Não escrever me deixa com uma sensação ruim. É como se estivesse faltando alguma coisa.

Sempre discuto com meus alunos que o texto é uma atividade criativa. Em alguns casos, artística. E a arte carece do tempo, de elaboração inspirada. E, de fato, ter uma rotina de escrita resulta em muitos textos pouco empolgantes. De uma dezena deles, geralmente um ou dois tocam profundamente, eternizam-se.

Isso acontece aqui e em todas as páginas em que o autor se obriga a escrever, dentro de prazos, respeitando um calendário, uma rotina. Quem produz no seu ritmo, e apenas quando se sente inspirado, quase sempre acerta o tom e é capaz de sensibilizar o leitor.

Dias atrás uma amiga blogueira me questionou sobre esse meu ritmo de produção. Ela revelou: “não consigo ter um texto para postar diariamente”. Mas ela escreve quando se sente pronta para isso. Às vezes, demora 30 dias para publicar algo novo. No entanto, cada texto se torna único.

Não consigo fazer isso. Se deixar de publicar, deixo de acertar. Meus textos ganham vida quando começo a compor a primeira frase. Aos poucos as ideias vão se alinhando, as frases surgindo na tela e algo que não esperava produzir se completa diante de meus olhos. Por vezes, nem parece meu. É mágico.

Uma leitora recentemente brincou: “você é bruxo, psicológo… o que é?”. Ela sentiu-se tocada por algumas reflexões deste blog. Fiquei feliz. Respondi: “gosto do bruxo”. Gosto pela grata satisfação de compartilhar sentimentos e receber gente aqui que, em um ou outro casos, identifica-se com pensamentos que são construídos de maneira quase mágica, como se não dependessem de mim.

Por isso tudo, escrever é prazer. Ainda que um exercício cansativo e até traumático, quando as palavras me escapam.

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