Exatamente por isso não dá para entender a postura de Hossokawa no que diz respeito aos salários dos vereadores. Não apenas deles. Também do prefeito, vice e secretários. É verdade que os valores serão praticados a partir de 2013. Entretanto, ainda assim a atitude pode ser caracterizada como “legislar em causa própria”.
Voltando… Os salários aumentaram de forma abusiva, injustificada. E não venham me dizer que a legislação permite. Isso é conversa fiada. Pode, mas não há razão para que os subsídios dos vereadores cheguem a 60% do valor pago aos deputados.
Por conta dessa justificativa, os salários praticamente dobraram.
E tudo foi feito às escondidas. Ninguém sabia. Não vazou para a imprensa. O presidente Hossokawa conseguiu manter o assunto em sigilo. A transparência foi atropelada. E ele comandou o processo. Os subsídios aumentaram, quando ninguém esperava que o assunto fosse discutido. E para evitar a polêmica, Hossokawa ainda convocou uma sessão extraordinária para minutos depois de concluída a primeira votação.
Claro, a atitude causou indignação. Não apenas pelos salários. Também pela “traição”.
Sob pressão, alguns vereadores admitiram rever a posição. Diminuir os subsídios. Mas Hossokawa voltou à cena. Nessa terça-feira, garantiu que os valores serão mantidos. Falou grosso. E virou as costas para a opinião popular. Disse que vai dialogar com a população, mas nada vai mudar.
Lamentável!
O sentimento popular é de frustração. Decepção também com o presidente Hossokawa. Esperava-se mais dele. No mínimo, coerência com as ações que vinha tendo à frente do Legislativo.
Algo mudou… Só não dá para entender por quê.
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