O ano novo começa quando você decidir

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Este deve ser o último post do ano. Deve… Não é certeza, pois não há certezas na vida. Tudo muda. Meu plano neste momento é fechar a página, encerrar o expediente e me preparar para reencontrar a família em Umuarama, onde vou passar o fim de semana. Entretanto, quem pode dizer que vou seguir o “programa”? Ninguém.

Cada instante posterior ao presente traz algo novo. Nem sei, por exemplo, como este texto vai terminar. Por isso, experimento na virada do ano as mesmas sensações que tenho em qualquer outro dia da semana.

Reconheço que faz bem viver a expectativa do novo. A maioria das pessoas renova as esperanças quando um ano começa. Isto é fantástico! Afinal, é a esperança de dias melhores, de um futuro bom, que nos move.

No entanto, entendo que a vida recomeça todos os instantes. Não preciso esperar o ano terminar para fazer diferente.

Por que a dieta inicia sempre na segunda-feira? Por que não posso começar agora, no próximo prato de comida?

Por que fazer exercícios a partir de janeiro? Se acredito que vou conseguir em janeiro, por que não posso dar a primeira caminhada ainda hoje?

Se meu relacionamento está com problemas, por que adiar aquela conversa definitiva?

Se quero trocar de emprego, por que esperar para refazer e enviar meu currículo?

Podemos encerrar um ciclo e começar outro agora. A decisão é nossa.

Alguém pode dizer: – mas não é simples assim!

Concordo. Não é mesmo! Mas quem garante que no ano novo vai ser fácil? Se não fez até agora, o que te faz acreditar que fará depois?

Se terá determinação suficiente quando o calendário virar, significa que pode agora. A força, a disposição, a coragem estão dentro de você. Não é uma questão de dia, mês ou ano. A hora é você quem faz. Não há magia no ano novo. A magia está em você.

As inseguranças de hoje não acabam amanhã. Ninguém nunca conseguirá medir as consequências de seus atos. Como afirmei lá no primeiro parágrafo, não há certezas na vida. As dúvidas são silenciadas pelo reconhecimento de que não há vida para quem fica em cima do muro.

Compreender a complexidade do nosso coração é que o pode nos fazer ter um ano bom. Não é o primeiro de janeiro que nos salva. Só tem um primeiro de janeiro a cada 365 dias. Temos que entender isso. Não dá para passar os dias esperando o novo. O novo acontece após um estalar de dedos.

Só eu posso fazer por mim. Só eu posso construir o futuro. E ele começa agora.

Chico Anysio, eterno

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Não sei se é por que a gente presta mais atenção… mas noto que, sempre que o ano vai virar, tem alguém entre a vida e a morte. Naquela situação que não dá para saber se a pessoa vai conseguir resistir.

No ano passado, José Alencar estava no hospital. O vice de Lula corria risco de vida. Cheguei a escrever aqui que ele merecia uma despedida. Oficial. Descer a rampa ao lado do presidente e encontrar-se com Dilma Rousseff na passagem da faixa. Não deu. Ainda assim, o “guerreiro” resistiu até março.

Desta vez, fico de olho no noticiário buscando novidades a respeito do humorista Chico Anysio. O estado de saúde dele é grave. Voltaram os sangramentos no aparelho digestivo. Chico está na UTI.

Domingo, o Fantástico chegou a prestar uma homenagem ao humorista. Mostrou um pouco da trajetória dele. São 60 anos de carreira. Mais de 200 personagens.

Para os mais jovens, Chico Anysio não tem graça. Não conheceram o artista em sua melhor fase. É verdade que o humor dele não tocava nos últimos anos. Ainda era agradável vê-lo na tela. Para os fãs, há uma mistura de saudosismo com crítica ao “novo” humor. Mas os tempos são outros e a moçada não entende a importância desse artista.

Chico tem lutado pela vida. Ele mesmo reconhece que não cuidou dela no passado. Mesmo assim, chegou aos 80 anos.

A gente sabe que artistas não morrem. Eternizam-se. Porém, os queremos conosco. Fazem parte dos nossos dias, de nossas lembranças, do imaginário que transita entre o real e a ficção.

Por isso, a torcida é pela recuperação. A espera é por boas notícias. Quem sabe um ano novo com saúde nova para o velho Chico.

Edmar quer ser prefeito, mas quadro de 2012 deve adiar seu sonho

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Deputado Edmar Arruda em entrevista à CBN Maringá

Acho difícil se concretizar, mas Edmar Arruda disse nesta quinta-feira na CBN Maringá que pode ser candidato a prefeito em 2012. O deputado federal sonha ser prefeito da cidade. Isto não é novidade para ninguém. Ele mesmo afirmou isso com todas as letras:

- Eu tenho um sonho de um dia, se Deus permitir, administrar essa cidade e poder implantar os projetos que eu tenho sonhado para essa cidade.

A afirmação é literal. É a reprodução do que ele disse no microfone da emissora.

Entretanto, entre o desejo de ser prefeito e a realidade, pelo menos para 2012, há uma enorme distância.

Edmar não quer disputar sem ter a garantia de que pode vencer. Não quer ser coadjuvante; quer ser protagonista. Ele sabe que, numa corrida em que existam cinco ou seis candidatos com densidade eleitoral, suas chances de chegar ao segundo turno são pequenas.

E o quadro que se configura é de uma briga entre vários nomes. Por exemplo, Enio Verri, Carlos Roberto Pupin, Dr. Batista, Wilson Quinteiro, Evandro Júnior… Só aqui temos cinco candidatos. Claro, alguns deles podem ser “substituídos”. Casos de Pupin e Evandro Júnior. Ainda assim, são cinco. Com Edmar, seriam seis. Seis candidatos com chances de brigar pelo executivo maringaense. E não podemos esquecer do presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa. Ele também quer a prefeitura. E teria tempo de TV, por ser do PMDB.

Na opinião do deputado, esse quadro só favorece a disputa polarizada entre situação (grupo do prefeito Silvio Barros) e oposição (Enio Verri, PT). Afinal, já entram na campanha como favoritos. Os demais brigariam pela terceira posição.

- Terceiro colocado não tem troféu. Não vai para o segundo turno.

Ou seja, se tiver que dividir as atenções do eleitorado com vários outros postulantes ao cargo, Edmar Arruda prefere ficar onde está: na Câmara Federal.

- Eu trabalho para reduzir ao máximo o número de candidatos. Nesse quadro, eu sou candidato a prefeito.

A decisão será tomada até o dia 30 de março

Cá com meus botões, como apontei no início, acho difícil. Não vejo espaço para uma costura política que reduza o quadro para apenas três ou quatro candidaturas fortes. Os partidos em Maringá são bastante influenciados pelo principal articulador da cidade, Ricardo Barros. Enio Verri também tem crescido em prestígio. É o presidente estadual do PT. Dialoga com toda a base que compõe o governo federal. E ainda conta com os caciques ligados à presidência para pressionar as lideranças locais. Isto tudo dificulta a estratégia de Edmar.

Ele pode conseguir? Pode. Em política, nada é impossível. Contudo, o cenário todo deve mesmo ser montado para a briga que todos esperam: Barros X Verri.

Dez anos sem Cássia Eller

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Faz 10 anos que Cássia Eller morreu. Dizer “parece que foi ontem” chega a ser clichê. Entretanto, consumidos pela rotina maluca que temos, não nos damos conta de que o tempo passa.

Bem, mas não é esse o foco deste post.

Cássia Eller é imortal. A intérprete faz parte de um seleto grupo de artistas que faz falta. Falta pelo talento, pela voz, pela interpretação, pela personalidade forte.

A cantora não apenas interpretou canções inéditas. Ela marcou sua trajetória ao brindar o público com músicas já consagradas de Cazuza e Barão Vermelho, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Beatles… Teve espaço até para Jimi Hendrix e Nirvana.

É verdade que Cássia Eller falava pouco. Não era íntima dos microfones, câmeras… Foram raras suas entrevistas. Porém, quem convivia com a artista sustenta que era um “doce de pessoa”.

A carioca morreu aos 39 anos. Deixou os fãs no auge da carreira. Vítima de um infarto do miocárdio, Cássia teve morte precoce como outros gênios da arte. Isto, em função de uma vida esvaziada pela dependência química. As drogas não foram a causa da morte, mas certamente encurtaram a sua vida.

Cássia se foi. Porém, deixou-nos como legado músicas que não morrem jamais. O que dizer de “Por enquanto”, “Palavras ao vento”, “Segundo sol”? Lindas, né?

Por não ter uma carreira tão longa, a lista de sucessos não é extensa. Ainda assim, sua voz se eterniza em canções que nos encantam.

Hossokawa revela os bastidores da aprovação do salário de R$ 12 mil para os vereadores

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Nunca teremos acesso ao que acontece nos bastidores do poder. Temos fragmentos, recortes. Não a realidade concreta. Por exemplo, o que aconteceu antes de ser aprovado os mais de R$ 12 mil de subsídios para os vereadores de Maringá? Não estávamos lá. O que chega ao público sempre será uma versão.

Hoje, na CBN Maringá, ouvimos os esclarecimentos do presidente Mário Hossokawa. Ele se defendeu. Disse que não foi o responsável pelo aumento superior a 90%. Não era uma proposta da presidência.

- Eu não sou o patrão dos vereadores. (…) Foi uma decisão dos vereadores.

Hossokawa sustentou que, se dependesse dele, não seriam R$ 12 mil. Seriam R$ 9,4 mil. Essa teria sido a proposta que fez ainda quando ainda estava em discussão o número de parlamentares para a legislatura que começa em 2013.

No entanto, as coisas mudaram quando a Câmara foi pressionada pelo Ministério Público e Tribunal de Contas a cortar 44 cargos comissionados. Além da exoneração de 29 que atuavam no gabinete da presidência, cada vereador perderia um assessor.

Vários parlamentares resistiam à determinação do MP e TC. Os servidores demitidos eram nomeações políticas, indicações dos próprios vereadores. No entanto, não restava escolha a Mário Hossokawa. Sem o desligamento dos 44 CC’s, o presidente seria responsabilizado por improbidade administrativa.

Então, veio o acordo.

- Todos votariam a favor da eliminação desses cargos, mas ao mesmo teria que ser votado junto o subsídio para a próxima legislatura. Então, não teve outra saída. (…) A gente teve que fazer isso aí para que pudesse passar a nova estrutura para cumprir o TAC que nós assinamos.

O TAC, para quem não sabe, é um Termo de Ajustamento de Conduta. Foi assinado pela presidência como um compromisso da Câmara de Maringá junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas de que as demissões seriam feitas. Entretanto, os vereadores teriam pedido a contrapartida: o aumento dos salários.

- Foi feita uma amarração ali. Aprovariam essa nova estrutura com essa condição.

Lamentável, alguns dirão. Que vergonha, outros falarão. Fomos enganados, podem expressar.

Neste momento, prefiro apenas dizer… Não sabemos se foi exatamente assim. Contudo, a revelação feita pelo presidente Mário Hossokawa mostra, ainda que parcialmente, os bastidores do poder. As negociações, as costuras, os acordos necessários para fazer a máquina pública funcionar. Não há altruísmo. Os interesses particulares ou de grupos quase sempre virão antes da defesa da coletividade.

Política de cotas e outras formas de exclusão

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O governo Dilma anunciou uma nova política de cotas. Desta vez, para o programa “Minha casa, minha vida”. Está no Diário Oficial da União: 3% das unidades devem ser reservadas para idosos e portadores de necessidades especiais.

É justo? Acho que sim.

Entendo. Tolero e até apóio – em alguns casos. Mas não gosto da política de cotas. Penso que estamos criando uma sociedade movida a cotas. Nas universidades, tem cotas. Na política, idem. Nas empresas, também. E agora vem as cotas do programa habitacional.

São tantas as cotas – sempre justificadas que contemplam as minorias – que começo a achar que as minorias se tornaram maioria. Daqui a pouco, a maioria é que estará excluída.

Veja, por exemplo, a classe média brasileira. Ela é a única que, de fato, paga a conta no país. E representa mais da metade da população.

Quem é rico, é rico mesmo. E tem inúmeros benefícios. Afinal, em terras tupiniquins, quanto dinheiro tem, mais se ganha, mais se possui privilégios.

Já os pobres são contemplados por programas sociais. Tem os “bolsas família” da vida, programas de acesso ao ensino, cotas e ações pontuais de governos estaduais e municipais.

Ou seja, quem paga imposto e está fora de qualquer programa do Estado? A classe média. Ela é a grande excluída do país.

Não, não estou dizendo que é uma injustiça o programa de cotas. Nem que o Estado não deva interferir em favor dos mais pobres. Apenas sustento que certas ações acabam promovendo outras formas de injustiça e exclusão.

Silvio Barros admite deixar a prefeitura sem terminar o mandato

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Ele não quer. Disse isso com todas as letras na CBN Maringá. Preferia concluir o mandato. Entretanto, entre o “desejo do coração” e a determinação de seu grupo político, ficará com a segunda opção. Esta é a posição do prefeito Silvio Barros. Isso significa que ele pode deixar sim a administração municipal antes do dia 31 de dezembro de 2012.

- Não é o desejo do meu coração. Eu não gostaria de não terminar meu mandato. Ainda tem muitas coisas que eu quero fazer, ainda tem muitas coisas que eu quero deixar concluídas e não estão concluídas.

A afirmação é do prefeito. Mas ele entende que tem um papel dentro do seu grupo político. E sabe qual é seu compromisso.

- Eu não posso desconsiderar o fato de que não cheguei na prefeitura sozinho. (…) Precisou um projeto político para eu poder chegar lá. Eu não posso simplesmente virar as costas e dizer: agora o que vale é o meu interesse pessoal e o grupo político não tem interesse nenhum.

Ele continuou:

- No final do ano, eu não poderei continuar, mas nosso grupo político poderá continuar. (…) Agora fico eu no dilema aqui de saber como é que a gente vai lidar com isso, porque eu gostaria de terminar o meu mandato.

Depois de dizer isto, reafirmei – por meio de uma pergunta – o que parecia já estar claro na entrevista: Silvio Barros não quer deixar o cargo, mas pode sim abrir mão do mandato, provavelmente em março, em função do interesse maior de seu grupo político. A resposta foi direta: será um trabalho de convencimento, mas não depende apenas dele.

Como ouvi o secretário, líder do partido e irmão do prefeito, Ricardo Barros, na sexta-feira passada (23), fico com a impressão que Silvio só não deixará a prefeitura no início de 2012 caso o governador Beto Richa tenha outros planos para seu secretariado. O Ricardo quer. Tanto que defendeu a tese sem mesmo consultar o irmão.

E a ideia é simples: Ricardo deixa o governo; Silvio assume uma vaga no primeiro escalão do Estado. De tabela, o vice Carlos Roberto Pupin ganha a vaga de Silvio.

Ainda que possa parecer estranha a “construção” idealizada por Ricardo Barros, ela é bastante coerente. E só traz ganhos para o grupo que hoje comanda a cidade.

Raciocínio simples…

Ricardo não precisa da vaga de secretário. Pode até integrar o governo federal. Como vice-presidente nacional do PP, articulador político que é, fazer parte da equipe de Dilma não é uma impossibilidade. Pelo contrário. Por outro lado, não ter um cargo político também não lhe fará falta. Ele coordenará nacionalmente as campanhas do partido às prefeituras municipais. Portanto, livre, pode fazer muito mais.

Já o prefeito ficará sem mandato em 31 dezembro do ano que vem. Ter uma posição de destaque no governo estadual é um bom negócio. Dá visibilidade a Silvio Barros. Algo que fará diferença para a disputa de uma vaga em 2014 – seja para a Câmara Federal ou Assembleia Legislativa.

Quanto ao Pupin, paga-se uma espécie de dívida política com o vice, que sempre esteve ao lado de Ricardo e Silvio, mas teve pouquíssima visibilidade durante esses sete anos de administração. Além disso, por alguns meses, garante a projeção que ele não teve na gestão e que rende votos numa provável disputa pela prefeitura de Maringá.

Quer mais? Caso Pupin se torne prefeito já no início do ano, ele terá anulada a chance de disputar a reeleição em 2016, abrindo espaço para outro nome do próprio grupo. Quem sabe a própria Cida Borghetti, esposa do Ricardo.

É uma jogada de mestre. Basta saber se a população vai aceitar bem. Em especial, que desgaste poderá causar a imagem do bem avaliado prefeito Silvio Barros.

Vamos aguardar…

Fofocar faz bem

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Pra quem fofoca, é claro. E com respaldo científico. Loucura, né?

Um estudo revelou que falar da vida alheia eleva o nível de hormônios positivos, como é o caso da serotonina. Isso ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade.

A pesquisa confirma o que dá para perceber: quando o sujeito fofoca sente-se aliviado. Tem prazer. Dá pra ver na cara da pessoinha que ela está bem por falar do outro.

O problema é que onde rola uma fofoca sempre há uma pontinha de maldade.

Na segunda, uma música

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Geralmente os programas que visam revelar novos talentos na música conseguem mostrar muita gente que surpreende pela qualidade vocal e por interpretações impecáveis. Não se sabe bem por quais motivos, mas nem sempre essas pessoas conseguem ser consagradas pelo público. Ainda assim, acompanhar alguns desses reality shows nos faz acreditar que ainda existem vozes poderosas. Dessas que vão além da enganação tecnológica.

É o caso da vencedora do primeiro The X-Factor, Melanie Amaro. A jovem de 19 anos – também professora de piano – encantou os jurados, levou-os às lágrimas em sua estreia. Chegou à final ao lado de dois outros talentos. Ela venceu e ainda fechou um contrato de U$ 5 milhões com uma gravadora.

Hoje, compartilho a apresentação de Melanie. A primeira delas no The X-Factor.

Vê-la cantar “Listen”, de Beyoncé, nos faz ir além do simples ato de curtir uma música. Dá gosto de ouvir. Fruir. Apenas lamento que atualmente, em especial no Brasil, nos contentamos com “artistas” de quinta categoria. E ainda os aplaudimos e os transformamos em astros.

Quem sabe um dia a gente ainda ver nos palcos mais “Melanie’s”…

O primeiro vídeo tem toda a primeira audição de Melanie Amaro, inclusive a reação dos jurados.

O segundo, apenas a música.

Está faltando “jingle bell”

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Tive o atrevimento de ir às ruas ontem à noite. Coisa rápida. Necessária. Porém, circulei por algumas lojas, shopping… Como não poderia ser diferente, tinha gente demais. A impressão é que metade dos maringaenses tinha ido às compras.

Confesso que me estressei um pouco antes de sair de casa. Pretendia apenas ver o movimento, comer alguma coisa. Nada de procurar presentes. Mas não deu para escapar. Respirei fundo e encarei a “missão”. Acho que me saí bem. Apesar da loucura, da falta de vagas, assumi minha porção “zen”.

Penso que, nessas horas, todo mundo deveria fazer a mesma coisa. Contudo, não é o que acontece. O tal “espírito de Natal” deve aparecer só na noite do dia 24. Até lá o “bicho pega”.

Sem vagas de estacionamento, as pessoas só não se matam porque sobram agentes de trânsito e policiais. Nas lojas, o que mais se vê é gente de cara amarrada, brava, vendedores cansados e judiados pela impaciência dos consumidores. É verdade que, até pelo grande número de funcionários temporários, a eficiência no atendimento é quase zero. Ainda assim, falta um pouquinho de “jingle bell” para todo mundo.

Ano passado, repercuti aqui uma pesquisa. Dizia que dezembro é o mês mais estressante do ano. Não dá para discordar. Este é um período de festas e alegria, mas também é muito cansativo. Talvez por isso as férias sejam tão desejadas. Chegamos ao fim do ano esgotados.

Tamanha pressão ainda nos faz ignorar o que haveria de mais significativo nessa data: as pessoas que amamos. Presenteamos, mas não tocamos; rimos juntos, mas ignoramos suas dores; falamos muito, mas não ouvimos. E tudo passa depressa… Quando acordarmos, já será janeiro e um novo ano terá começado.

Caso da mulher que espancou o cãozinho: é preciso ir além do desejo de vingança

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Não estava muito a fim de voltar ao tema… Porém, já são tantos comentários que optei por continuar refletindo sobre o comportamento das pessoas diante do crime cometido pela jovem de 22 anos contra um cachorrinho. O bicho, como sabemos, morreu.

Gente, aprovei tantos comentários que cansei. Tem de tudo. Gente que entendeu o que escrevi, outros que me criticaram, aqueles que pensam que fiz a defesa da enfermeira e mais um bando de imbecis que querem que eu e a garota morramos.

Anos atrás, certos comentários que li me fariam ficar chateado. Afinal, queremos ser amados, né? Então, por vezes se escreve na ilusão de ganhar aplausos. Bobagem! Aprendi que sempre haverá quem gosta do que você faz, quem te ignora, quem te acha um idiota, quem te odeia…

E com a internet isso ganha uma dimensão ainda maior.

Ainda ontem, enquanto comentava sobre a repercussão do texto, alguém me disse: “por que você escreve isso? Deixa pra lá”. Sorri e respondi:

- Sou jornalista. Sou professor. Minha função é provocar. Contrariar, incomodar fazem parte do meu ofício. As pessoas não precisam concordar comigo. Se conseguir fazer algumas delas refletirem, já terei cumprido meu papel.

Quem teve o trabalho de ler meu texto e gastou tempo acompanhando a repercussão notou que as reações são passionais. É isso que me incomoda. Tenho medo de gente passional. A mulher que espancou o animalzinho deve ser alguém assim: passional. Quem promove o linchamento dela da internet, também. Quem me agride nos comentários, idem.

Foram poucos que me acharam um tolo, mas discordaram usando argumentos racionais. A maioria não consegue ler o que escrevi.

Está lá, no primeiro parágrafo:

- A atitude dela é revoltante. Dá raiva. Sinceramente, não tenho estômago.

E sobre o foco do meu post também bem indicado:

- … não vou abordar o que todo mundo já discutiu. Tem notícias em abundância sobre o assunto na rede. Quero falar sobre a atitude das pessoas em relação à agressora.

Para deixar ainda mais claro que não estava promovendo a defesa da agressora, volto a dizer:

- E o ato de espancamento? Não é justificável.

Está tudo muito bem explicado. O objetivo do texto é discutir a reação popular diante do acontecimento.

As pessoas não estão pedindo justiça. Estão se vingando dela por conta da morte do animalzinho. Ela se transformou sim na “cachorrinha” de um bando de raivosos vingativos.

Gente, justiça é diferente de vingança.

Se alguém agredir meu filho, posso ter duas reações: denunciar a pessoa e cobrar por justiça ou me vingar dela. A primeira atitude é a correta. É o que se espera de gente que pensa, que é coerente com o discurso de humanidade. A vingança cabe aqueles que têm sentimentos pequenos, mesquinhos.

O que essa jovem mulher fez não se justifica. Como eu disse, pode ter sido um surto sim. Por isso, entendo que temos o dever de garantir o benefício da dúvida. Não pedi que a perdoassem. Nem que o assunto fosse silenciado. Ela cometeu um crime. E podemos reagir a isso. Contudo, não promovendo seu linchamento em rede social. Esta poderia ser usada para debater a legislação atual, pressionar as autoridades e garantir a proteção dos animais. No entanto, quem se ocupou disso?

Alguém aí acha que divulgar nome, endereço, telefone, fotos da moça (matá-la, quem sabe) vão garantir que um fato como esse não irá se repetir? Será que todos os dias situações semelhantes não acontecem no país?

Precisamos de ações concretas que solucionem os problemas. A impunidade reina neste país porque gastamos energias demais com fatos que nos emocionam, revoltam etc enquanto ignoramos outros tantos que acontecem debaixo dos olhos. Temos que aprender a usar situações como essa para ampliar o debate.

Quando uma morte nos choca não é matando o homicida que resolvemos o problema. Temos que repensar os mecanismos da segurança pública. Se um acidente ambiental ocorre, punimos o responsável, mas temos que elaborar estratégias para que não se repita. Quando um político desvia recursos, defendemos que pague pelo que fez, mas temos que nos mobilizar por uma reforma política que resulte numa escolha mais qualificada de nossos representantes…

Deveria ser assim… Afinal, uma sociedade madura pensa grande. Luta por soluções definitivas. Do contrário, vamos sempre ficar “enxugando gelo”.

Jornais: não dá para mudar o formato?

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É difícil encontrar jovens leitores de jornal

Há alguns dias estou recebendo a Folha de São Paulo. Toda vez que estou com aquele “jornalão” nas mãos sinto um misto de prazer e ódio. Prazer pelo conteúdo; ódio pelo formato. Gente, é horrível folhear um jornal. De verdade, não entendo por que insistem nesse formato. É verdade que os leitores de impresso são tradicionais. Entretanto, por vezes deixo de ler em função do incômodo de mudar as páginas. Como fazer isso na mesa de trabalho, com computador, celular, agenda etc etc? No sofá de casa? É preciso ter espaço. Não dá.

Semanas atrás saiu uma pesquisa sobre o perfil do leitor de jornais. No Brasil, ele tem 47 anos. Quatro anos atrás, tinha, em média, 45. Estudos mais antigos revelam que a média de idade era de 42, 40… Ou seja, o tempo passa e o leitor de impresso, envelhece. Jovens não gostam de jornais. Não dá para dizer que é por culpa do formato. Há outros motivos. Porém, pelo menos para mim, o tamanho dos diários incomoda.

Estratégia acertada: vereadores vão manter salário de R$ 12 mil

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Estou preocupado. O ano está terminando e, ao que parece, os salários dos vereadores serão mantidos. Deles, mais dos secretários, prefeito e vice. Os parlamentares ganharão mais de R$ 12 mil a partir de 2013. O prefeito, mais de R$ 25 mil. Eles recebem, a gente paga.

Quando os vereadores aprovaram, às escondidas, o famigerado projeto, muita gente se manifestou. Houve barulho durante algumas semanas. Porém, a tática da Câmara está dando certo. O Natal está chegando e, dificilmente, o assunto será debatido nas duas últimas sessões do Legislativo. Só por um milagre essa questão vai aparecer hoje ou na quinta-feira.

A própria sociedade organizada – aquela mesma que se mobilizou contra o aumento do número de vereadores – silenciou-se. De maneira estranha, é preciso dizer. O barulho contra os super salários foi feito nas redes sociais, os parlamentares da chamada oposição, parte da imprensa… e só.

O novo ano vai chegar e, em fevereiro, quando os trabalhos da Câmara forem retomados, os tais subsídios estarão esquecidos. O foco será outro: as eleições municipais. Como, em Maringá, definem-se apenas na última hora as candidaturas a prefeito, a imprensa estará ocupada por essa nova pauta.

Na prática, a tática dos nobres vereadores está dando certo. Agiram estrategicamente. Terão salários maiores. E poucos serão punidos nas urnas por virarem as costas para o desejo popular e traírem seus eleitores.

Na segunda, uma música

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O último álbum de Marisa Monte foi bastante criticado. Visto como “mais do mesmo”. A intérprete não teria dado conta de renovar-se. Apesar disso, sempre penso que um artista não pode ser visto pelo momento. Ele é sempre mais que isso. É verdade que existem aqueles que se fazem por apenas uma música, um filme, uma novela… Não é o caso dessa carioca.

Por isso, acho que sempre vale a pena relembrar algumas de suas canções. Para hoje, “A sua” – ou como muita gente conhece, “sintomas de saudade”.

Mulher espanca cachorro; agora ela é a nossa cachorrinha. Quanta mediocridade!

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Talvez o assunto mais comentado nestes dois últimos dias envolve uma enfermeira flagrada espancando o próprio cão, um Yorkshire. A atitude dela é revoltante. Dá raiva. Sinceramente, não tenho estômago. No vídeo, o bichinho aparece até mesmo sendo arremessado para o alto. Segundo a polícia, o animal morreu. Não teria resistido aos ferimentos.

A mulher, ainda jovem – apenas 22 anos -, é mãe. Tem uma garotinha de três anos. No vídeo, por sinal, a agressão é assistida por uma criança. Fala-se que é a filha dela.

Bom, mas não vou abordar o que todo mundo já discutiu. Tem notícias em abundância sobre o assunto na rede. Quero falar sobre a atitude das pessoas em relação à agressora.

A jovem está sofrendo um linchamento público. Em rede. O nome, o endereço, fotos… tudo foi divulgado. Além disso, a autora desse ato de brutalidade ganhou todos os adjetivos possíveis e imagináveis. Claro, virou um monstro.

Merecido? Não sei. Sinceramente, não gosto de reações passionais. Eu não estava lá. Não vi. As imagens são um recorte. Alguém já se perguntou se ela é tão louca assim? Três minutos contam a história da vida de uma pessoa? São suficientes para julgarmos alguém? Penso que não.

Alguns repórteres foram ouvir os vizinhos para identificar o perfil da mulher monstro. Foi descrita como supertranquila, calma, boa pessoa. Pode ser uma máscara? Pode. É obvio que sim. Mas também pode ser verdade. Quem sabe seja tudo isso.

E o ato de espancamento? Não é justificável. Porém, talvez tenha sido um único surto. Um momento de perda de razão. Um momento em 22 anos de vida.

Seres humanos, gente de bom coração, também surtam. Piram.

Repito, não justifica. No entanto, nada justifica o linchamento público.

Peraí, gente… Para tudo. O que estão fazendo na rede é o que ela fez com o cachorro. Com a diferença que estão arrebentando com a vida de alguém para toda uma vida. Isso é correto? Eu não acho.

Daqui a 10 anos, 20 anos, alguém pode colocar o nome dela no Google e achar o histórico. Ficará marcada – junto com a filha, marido… pais. Eles que nada tiveram a ver com o assunto serão relacionados ao crime. Pelos cantos, vai ter sempre aquele que dá uma cutucadinha no vizinho ao lado e diz:

- Sabe de quem ele é marido?
- Sabe quem é a filha dele?
- Ah… essa menininha é filha daquela…

Desculpem-me, caríssimos, mas não concordo com essa coisa de “olho por olho, dente por dente”. Ela deve pagar pelo que fez. Porém, não cabe a nós fazermos justiça. Justiça se faz na Justiça. Multa, prisão, serviços sociais… enfim. Agressão a animais tem pena prevista. Ela foi denunciada. Vai pagar pelo que fez.

Quando entramos nessa onda de linchamento não somos melhores que ela. Tornamo-nos iguais. Ela agrediu o cachorrinho. Nós a agredimos. Somos tão brutais e cruéis quanto ela foi com o bichinho. Com a diferença que permaneceremos impunes e ainda nos sentiremos donos da razão.

Deveríamos ter vergonha do nosso senso de justiça. Que pobreza de espírito.

O que justifica ficar 10 horas na fila por um iPhone?

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Os produtos da Apple são um sucesso. Objetos de desejo em todo o mundo. Entretanto, não entendo alguém que fica 10 horas numa fila para comprar um iPhone 4S. O cara que comprou o primeiro a ser vendido no Brasil chegou a dizer que era “como ganhar uma medalha”.

Gente, está tudo muito esquisito.

É verdade que o aparelho é uma herança de Steve Jobs. Também é verdade que é febre entre os fãs da Apple. Ainda é verdade que se trata de um equipamento único. Mas seria para tanto? Precisaria de horas numa fila? Por que isso?

Se alguém tiver resposta, me ajude. Eu não consigo entender.

Só vive quem vai além do “aquecimento”

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Dias atrás, enquanto observava um colega de academia, refleti sobre nossas atitudes diante da vida. Até quando vamos ficar nos aquecendo? O tempo passa, é preciso entrar no jogo.

Vou contextualizar… Enquanto me exercitava, observava o jovem. Ele chegou, fez alguns alongamentos, tomou uma água, voltou a se aquecer. Circulou por entre alguns equipamentos, retomou os alongamentos. Como o espaço não é tão grande, vez ou outra “esbarrava” nele. Eu treinava, ele aquecia.

Fui embora e o colega ainda não tinha feito um único exercício.

No dia seguinte, o comportamento repetiu-se.

Hoje, me acostumei com a rotina dele. Ele se alonga 40, 45 minutos, faz 10 de esteira, levanta dois ou três pesos diferentes e vai para casa. E sempre comentando que já está bem cansado.

Claro, não é difícil notar que a musculação não tem feito muita diferença pra ele.

Mas… esqueçamos o colega. E a academia. Afinal, malhar faz bem para o corpo, mas nem sempre é algo divertido. Ele tem suas razões…

A relação que faço é outra… É com a nossa vida. Muitas vezes somos como esse jovem. Passamos o tempo nos aquecendo e não entramos no jogo da vida. Ficamos “ensaiando”.

Desculpa, mas não temos tempo pra isso.

A vida passa depressa demais. Não dá para deixar para amanhã. O momento é agora.

Tem gente que espera por um milagre, um sinal do céu para tomar uma decisão. Concordo que não podemos ser precipitados. Ansiedade leva-nos a errar. E, por vezes, erros irreparáveis. Porém, adiar uma escolha, o começo de um novo projeto significa jogar fora o nosso bem mais precioso: a vida. Não podemos ficar vendo-a passar; é necessário participar dela. Entregar-se, envolver-se, sentir… Enfim, viver.

Não existe depois… O depois é consequência do agora. O hoje mal vivido será motivo de lamentações amanhã. Não existe amanhã se não o construirmos hoje.

PS- Só tem corpo malhado e definido quem vai além do aquecimento.

Justiça injusta: mensalão, impunidade e férias de 60 dias

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No Brasil, a Justiça é lenta. Morosa.

A constatação está na boca do povo. Alguns podem dizer: “é senso comum”. Senso comum ou não é expressão de uma grande verdade. Como também é verdade que rico não vai preso; só pobre.

Afinal, como explicar que alguns crimes dos mensaleiros podem prescrever? É isso mesmo. Os caras fizeram a festa com o dinheiro do povo e podem ficar impunes. Motivo? Morosidade da Justiça.

E quem admite isso é o próprio ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Dá vergonha.

Sabe o que é pior? O pessoal da Justiça reclama que tem muito trabalho. E até por isso os magistrados acham natural ter 60 dias de férias.

Gente, vamos ser sinceros, a estrutura judicial no Brasil não respeita o cidadão. Não existe igualdade. O sistema é falho, arcaico e cheio de privilégios – para quem está na Justiça e para quem tem recursos para ter acesso a ela.

Posso reclamar do Ano Novo?

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Dia desses reclamei do Natal. Posso reclamar do Ano Novo? Tá… Vão dizer que estou mal humorado.

Talvez.

Não é culpa de 2012. O ano nem começou, né? E pode ser bom sim. Depende de nós.

Minha birra é com a constante repetição. A vida é feita de rotinas. Mas tem coisas que cansam.

Por exemplo, já vejo em alguns sites que o BBB 12 deve começar no dia 10 de janeiro. Poxa, não podiam deixar para mais tarde? A gente não podia curtir um pouco mais o começo do ano? Já precisam lembrar que tudo vai ser igual?

De verdade, não entendo por que a Globo usa a musiquinha dizendo que tudo vai ser diferente – “novo tempo”, “novos dias”. Isso é propaganda enganosa!!! É tudo igual!!!

Mal começa o ano e já tem Big Brother. E vem as chamadas do Carnaval… Depois, os anúncios da Páscoa, Dia das Mães, Namorados, Pais, Crianças… E Natal de novo. (Acho que esqueci alguma coisa. Mas não faz muita diferença).

Sabe, falando sério… Temos nos deixado consumir por essa rotina. Essas datas todas… a maneira como nos deixamos envolver pela agenda que a própria mídia nos apresenta, a forma como nos relacionamos com essas datas, a correria para dar conta de cada coisa, a preocupação que temos e que antecede cada novo evento nos faz deixar de experimentar, de sentir. Olhamos sempre para o que vem a seguir e nos ocupamos disso. Deixamos de viver o presente. Ao fazer isso, perdemos o que há de mais precioso: o aqui e agora.

Na segunda, uma música

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A música de hoje foi gravada em 1967. Por sinal, como diz uma amiga, as músicas antigas sempre parecem melhores. As letras são mais inspiradoras.

A canção que escolhi compartilhar ajudou a projetar a carreira de Tammi Terrell, que morreu precocemente aos 24 anos. Gravada em dueto com Marvin Gaye, “Ain’t no Mountain High Enough” tem uma letra impressionante. Diferente dos “ai se eu te pego” que embalam a moçada hoje em dia, composições como esta conseguem traduzir os sentimentos de maneira poética muito além das frivolidades que estamos acostumados a ouvir.

Veja isto:

Não há montanha alta o suficiente
Não há vale baixo o suficiente
Não há rio extenso o suficiente
Que me impeça de chegar até você, amor

Dá para imaginar esses neosertanejos interpretando algo do tipo?

Nenhum vento
Nenhuma chuva
Ou inverno rigoroso
Poderá me parar
Oh querido
Porque você é meu objetivo
Se você estiver com problemas
Eu estarei lá

É de tirar o fôlego, não?

Meu amor está vivo
No fundo do meu coração
Mesmo se estivermos milhas de distância
Quando você precisar de uma ajudinha
Eu estarei lá

Bom, acho que agora só resta ouvir, matar saudade… Compartilhar com seu amor.

A música é uma composição do norte-americano Nickolas Ashford, que geralmente escrevia com a esposa, Valerie Simpson. Foi gravada originalmente por Marvin Gaye e Tammi Terrell, mas ganhou várias outras versões com diferentes intérpretes.

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