Sabe aquelas coisas que você sempre ouviu falar que acontece, mas nunca teve uma prova concreta? Pois é, foi assim que me senti ao ver essa notícia.

Quando criança, por ser criado numa família cristã, e numa época em que ainda vários países sofriam com regimes totalitários, escutava notícias desse tipo. Li inclusive várias histórias de cristãos presos, torturados, ameaçados de morte e até executados. Parecia coisa da Roma antiga, mas apresentavam-se como fatos atuais.

Essas notícias me assustavam. Não compreendia como alguém poderia obrigar uma pessoa a negar sua fé. Não via lógica.

Hoje, em pleno Século XXI, cá estamos diante de um fato real: um cidadão é condenado à morte por ter uma fé diferente da professada pelo governo de seu país.

Confesso que não dá para entender. Do ponto de vista humano, não dá. Não há razão.

É verdade que a religião, por vezes, é perigosa. Mas ter uma fé, defendê-la ou mesmo tentar convencer outras pessoas de que você tem a verdade, não justifica sequer uma ameaça de prisão.

Ter uma fé e expressá-la livremente é direito das pessoas. Trata-se de algo da subjetividade do sujeito. Claro, não pode interferir a ponto de motivar contenda, inimizade, desavença ou mesmo uma guerra. Mas, quando se trata tão somente da crença, ninguém tem o direito de interferir.

É como uma opinião. Quando se tem uma, desde que não haja uso da força ou manipulação, pode se tentar convencer o outro. Isso é liberdade. Vale o mesmo para a fé e para a religião.

Pena que ainda exista quem não pensa assim. Pena que muitos ainda se calem diante de fatos como esse.