O Orlando caiu; que venha a demissão do sétimo ministro

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Muita gente anda assustada com as constantes quedas de ministros. Parodiando Lula, “nunca antes neste país” tantos ministros deixaram o governo em tão pouco tempo. É recorde. É o que todo mundo está dizendo. Fala-se em perda da governabilidade, tensão no comando do país, erros na composição do ministério… Enfim, não faltam analistas para discutir a fragilidade dessa equipe montada pela presidente Dilma Rousseff. O governo mal começou e já parece cansado.

Cá com meus botões, estou gostando do triste espetáculo. Não se trata de torcer contra. Muito pelo contrário. Quero que Dilma acerte. Entretanto, a tal “faxina” – termo que ela preferiu abandonar – está acontecendo. E estava na hora. Ou melhor, tinha passado da hora.

As quedas de Orlando Silva, dos Esportes, e dos outros cinco são resultado do modelo político adotado historicamente. A corrupção e o clientelismo fazem parte do DNA do brasileiro. Somos um país em que cidadãos defendem a pirataria, sonegam impostos, dão propina a fiscais e policiais… Criticamos os cargos comissionados, mas não acharíamos ruim se garantíssemos um empreguinho no gabinete do prefeito.

O loteamento de cargos no governo federal e a corrupção são apenas reflexo do que somos. Os pequenos atos de corrupção do nosso dia a dia, a constante vontade em ser “amigo do rei” para gozar dos manjares e favores do palácio, são a origem do mal noticiado pela imprensa nacional.

O exemplo não vem de cima, como alguns dizem. Ele nasce em nós, reflete-se no poder e realimenta os maus hábitos da sociedade. Um ciclo vicioso.

Porém, as quedas de ministros podem mudar essa lógica. Sentar numa dessas cadeiras significa estar na vitrine. E se seis já caíram quem garante que não cairá o sétimo, o oitavo…???

Começa haver uma preocupação. O sujeito que é convidado para ocupar uma função de destaque no governo já sabe que pode tornar-se o próximo alvo. Se a “faxina” não parte dos entes políticos, as denúncias da imprensa obrigam o governo a fazer a limpeza. Portanto, é preciso ter “ficha limpa” para sustentar-se na função.

Por isso, entendo que, como cidadãos, devemos nos orgulhar do momento em que estamos vivendo. As demissões de ministros, diretores etc etc precisam ser entendidas como um novo capítulo da história do país.

As denúncias podem não representar o fim da impunidade. No entanto, fazem parte do processo democrático e do amadurecimento político da sociedade e do país.

Você viu a Dilma na Ana Maria Braga?

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Falei no post anterior da presença da presidente Dilma no programa Mais Você. Foi gravado ontem e exibido nesta terça-feira. Claro, não assisti. Estava ao vivo na CBN apresentando o jornal local. Mas boa parte da entrevista está no site da Globo. Deve ter mais alguma coisa no Youtube.

A conversa não foi bombástica. Nem esperava que fosse. Não é característica do programa de Ana Maria Braga. Foi aquela entrevista mais tranquila, informal. Dilma foi até pra cozinha fazer omelete.

A novidade anunciada pela presidente foi o reajuste do Bolsa Família. No mais, o que gostei foi essa tentativa de Dilma se aproximar do povo. Ainda que não esteja com o povo, ao aceitar o convite para um programa como o Mais Você, ela fica mais humana, parece gente como nós – coisa que o ex-presidente Lula sempre soube utilizar muito bem a seu favor.

Dilma Rousseff na Ana Maria Braga

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Fui surpreendido agora. Navegando na rede, esbarrei com a notícia:

- Ana Maria Braga recebe Dilma Rousseff nesta terça

Gostei. Não pela Globo. Nem pela Ana Maria. Gostei porque a impressão geral é que a presidenta é de poucas palavras e anda presa no Gabinete. Acho esse tipo de participação fundamental para aproximar Dilma da população e para permitir que seja exposta as mais diferentes situações; é fundamental que a chefe da nação seja ouvida, criticada e… vista. Ninguém precisa do exagero que tínhamos durante o governo do ex-presidente Lula. Mas também não é necessário ficar trancada no Palácio.

Dilma, FHC, nossos rótulos

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Não gosto de rótulos. Rotular é pequeno. Cheira a mediocridade. Simplista demais reduzir algo ou alguém a um rótulo. Em especial, gente. Porque gente é de uma complexidade que rótulo algum é capaz de dar conta.

Somos metamorfoses ambulantes. E quem não é, parou no tempo. Estar parado no tempo reduz o ser, apequena. A gente cresce quando muda. A gente cresce mudando. Imagina se continuássemos idiotas como quando éramos adolescentes? Mas se não tivéssemos sido aquelas “topeiras” teimosas, arrogantes e até agressivos na adolescência, teríamos firmado uma identidade? Identidade esta que perde a graça, amarela, fica feia se não ganhar de tempos em tempos uma nova imagem, um novo papel.

Assim somos nós. É nossa necessidade mudar. E nessa complexidade do ser o que há de mais belo é perceber que todos são capazes de surpreender. Então, por que julgar? Por que estampar um rótulo – positivo ou não – em pessoas que mal conhecemos? Ou mesmo em amigos, parentes ou gente que dizemos amar?

Mas… por que escrevo isto? Simples. Há pouco li sobre um suposto convite que a presidente Dilma teria feito ao ex-presidente FHC. Seria para um encontro. Uma conversa. Achei uma atitude de grandeza da chefe da nação. Talvez seja cedo para dizer, mas ao que parece ela está sendo capaz de rasgar os rótulos dados pelos petistas ao tucano. E o inverso também estaria acontecendo. Afinal, o mesmo FHC já fez insinuações maldosas a respeito de Dilma.

Um encontro entre ambos mudaria a relação entre petistas e tucanos? Provavelmente não. Entretanto, seria uma atitude minimamente inteligente de duas pessoas que deveriam saber que rótulos e julgamentos precipitados são recursos usados por gente de alma pequena.

Estilo Dilma: vai dar certo?

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Lia hoje que a presidente Dilma vai criar um conselho para cobrar eficiência e corte de custos nos ministérios. Ela quer resultados e menos despesas. Gosto da iniciativa. A ideia de administrar o Estado como uma empresa privada me parece uma proposta fundamental para garantir o bom funcionamento da máquina pública.

Na verdade, como cidadão, estou satisfeito com os primeiros movimentos da nova presidente. Dilma não demonstra interesses por holofotes. Quer fazer uma gestão eficaz, mas sem “oba-oba”. Alguns dizem que o estilo Dilma indica ser mais palaciano. Ou seja, ela deve viajar menos, fazer menos aparições públicas, mas, por outro lado, trabalhar mais – como uma administradora mesmo.

O único “senão” desse “estilo Dilma” é o controle de sua popularidade. Lula falava com o povão. Tinha a nação nas mãos. Dilma sorri pouco. É durona. Não parece interessada em fazer o jogo do marketing político. Isso pode resultar num governo eficiente, mas talvez com pouco “ibope” junto à população. Politicamente, talvez não seja a melhor estratégia.

PT do Paraná quer empate entre Dilma e Serra

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Enio Verri diz que objetivo do PT é empatar disputa entre Dilma e Serra no Paraná. Segundo o deputado estadual reeleito e presidente do partido no Estado, no primeiro turno, a candidata já obteve mais votos que Lula nas eleições anteriores. Verri acredita que, se o PT equilibrar a disputa nesse segundo turno dentro do Paraná, a chance de Dilma vencer as eleições se torna ainda maior.

Sobre o tom mais agressivo de Dilma neste segundo turno, Enio Verri pontuou que a candidata apenas está respondendo aos ataques e mostrando que, na disputa, não vai tolerar a onda de boataria.

As revistas da semana

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VEJA: – A revista Veja traz como reportagem de capa a eleição à Presidência da República neste segundo turno. Conforme a matéria principal, Dilma Rousseff (PT), que enfrenta José Serra (PSDB) nas urnas em 31 de outubro, é agora conhecida como “Dilminha paz e amor”, numa referência às estratégias adotadas pela equipe de marketing da petista, que tenta aproximá-la da população no intuito de vencer a disputa. Ainda na edição desta semana, Angelina Jolie é modelo de beleza para cirurgias plásticas.

ÉPOCA: – Deus entrou na eleição. Como o debate sobre o aborto e a religião pode influir no segundo turno. Ainda a estratégia de José Serra para virar o jogo. Mineiros no Chile. O drama das famílias em dois meses de espera pelo resgate. Máfia na TV, uma série tenta repetir o sucesso da Família Soprano. Americanas mais liberadas. O maior estudo sobre comportamento sexual nos Estados Unidos mostra que as mulheres estão variando mais.

ISTO É: – A fonte da saúde. A medicina descobre que a gestação é decisiva para uma vida longa e livre de doenças. Nesse período, pode-se prevenir a depressão, o câncer, a obesidade e até a diabetes. A cruzada contra a guerra suja. Líderes religiosos se unem a Dilma para impedir que discussões fundamentalistas tomem o lugar do debate político no segundo turno das eleições presidenciais. A vida de Bruno na cadeia. Uma pequena tevê, um rádio e a “Bíblia” preenchem a rotina solitária do ex-jogador, que quase não fala e é vigiado constantemente para evitar que cometa suicídio.

CARTA CAPITAL: – Aborto e oportunismo eleitoral. Uma em cinco brasileiras já abortou. É esta a realidade, longe do proselitismo religioso e político. “A imprensa é livre, o que não quer dizer que é boa”, diz Franklin Martins. Em visita à Europa para conhecer experiências de regulação do setor, o ministro disse que o governo deve apresentar um ante-projeto de regras para mídia entre novembro e dezembro deste ano.

As revistas da semana

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VEJA: – A edição desta semana traz um especial sobre as eleições 2010 e aponta o que é o Brasil e o mundo na cabeça de Dilma Rousseff e José Serra. Também traz: Hugo Chávez perde hegemonia no Parlamento; Encontrado um planeta semelhante à Terra; e o avanço na detecção do câncer de pele.

ÉPOCA: – Depois de Lula. O legado do presidente e sua sombra sobre o futuro governo. Os rumos do Brasil, a partir de 2 de janeiro de 2011, vão depender de como o próximo presidente vai lidar com a sombra do lulismo – e de como Lula vai se comportar quando estiver fora do poder. O mundo real do Coronel Nascimento. As histórias verdadeiras de como as milícias dominaram os morros do Rio de Janeiro e as estratégias para combatê-las são o tema central do aguardado “Tropa de elite 2”. Menos carne no prato. Preocupados com o planeta, com a saúde dos clientes – e a moda, claro –, chefs famosos adotam a dieta “semivegetariana”.

ISTO É: – As armas para o segundo turno. Campanhas de Dilma e Serra fazem autocrítica, planejam mudanças e já se mobilizam para buscar mais eleitores. Quem vai conquistar Marina. O apoio da candidata do PV, com um arsenal de quase 20 milhões de votos, é decisivo para definir a eleição. A vitória da continuidade. Ao reeleger dez governadores já no primeiro turno e levar outros seis para o segundo, eleitor prova que o sentimento de bem-estar é mais forte que a ideologia na hora de decidir em quem votar.

CARTA CAPITAL: – Novo presidente, só no fim de outubro. Dilma Rousseff ficou abaixo da votação apontada nas pesquisas e obteve cerca de 46% dos válidos; José Serra vai para o segundo turno. Alemanha celebra 20 anos da reunificação. Em uma mensagem de vídeo, Angela Merkel, que cresceu na então Alemanha Oriental, afirma que, assim como a maioria dos compatriotas, foi surpreendida pela rapidez da reunificação do país menos de um ano depois da queda do Muro de Berlim.

As revistas da semana

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VEJA: – A liberdade sob ataque. A edição desta semana destaca que os reflexos da sucessão de escândalos que fizeram a lama subir até o gabinete mais próximo da Presidência da República e derrubaram até agora sete servidores fizeram-se sentir pela primeira vez nas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada (…). A queda provocou uma violenta reação do governo. Não contra os acusados de malfeitorias e corrupção na Casa Civil, de onde emanaram os episódios mais cabeludos, mas contra quem os denunciou. Em uma série de comícios e entrevistas, o presidente Lula dedicou a semana a desferir ataques contra a imprensa com uma virulência inédita. Ainda na edição da Veja, uma reportagem especial sobre a química que comanda os sentimentos e a estréia no cinema de Comer Rezar Amar, com Julia Roberts.

ÉPOCA: – Tiririca. A cara do novo Congresso. Uma pesquisa inédita explica o sucesso de candidatos despreparados – como o comediante que, apesar do rumor de ser analfabeto, pode se tornar o deputado mais votado do país. Petrobras, o impacto da maior oferta de ações da história no futuro do Brasil. Um filme sobre a história do Facebook mostra episódios que seu fundador, Mark Zuckerberg, preferia que ninguém soubesse.

ISTO É: – O avanço da onda vermelha. De cima a baixo no País, o eleitor apoia a continuidade e tende a garantir uma quase inédita maioria governista no Congresso. A vida debaixo da terra. Os mineiros presos no Chile estão lidando de forma serena e cooperativa com a longa espera pelo resgate. É a prova de que tragédias são capazes de fazer seres humanos ultrapassarem os próprios limites. Bons de bola, ruins de escola. Levantamento mostra que clubes são omissos em relação à educação de atletas mirins.

CARTA CAPITAL: – Eles ainda sonham com a marcha. Em desespero, a oposição tenta evocar fantasmas do passado, alimentada pela mídia. IBGE registra menor taxa de desemprego em oito anos. Renda média mensal também bate recorde. O STF e a Ficha Limpa: em caso de empate, vale o voto pró-sociedade. Terminou empatada a votação no STF. O que fazer? A sociedade desempata, simples assim.

Crescimento de Marina beneficia Serra

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Datafolha dessa quarta-feira indicou que Marina Silva começa a se consolidar como uma terceira via na disputa pela presidência da República. A grande questão é: será que dá tempo? Cá com meus botões, até entendo que o segundo turno ainda é possível. Mas só uma virada surpreendente colocaria a candidata do PV na disputa direta com a petista Dilma Rousseff. Tenho a impressão que o crescimento de Marina vai acabar beneficiando o tucano José Serra.

As revistas da semana

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VEJA: – A alegria do polvo. “Caraca! Que dinheiro é esse!” Funcionário do Planalto recebeu propina dentro da Casa Civil, a metros da sala da então ministra Dilma Rousseff e a um andar do gabinete do presidente Lula. A edição desta semana da revista traz novas denúncias do esquema de corrupção que funcionava até mesmo dentro da Casa Civil. Uma reportagem sobre Cuba mostra que começou o desmonte do monstrengo criado por Fidel Castro. E o livro de Ingrid Betancourt fala do cativeiro das Farc.

ÉPOCA: – O dinheiro que dá em árvores. Quanto vale a natureza e quem está faturando ao protegê-la. As 13 empresas brasileiras que mais ajudam a salvar o planeta. Na reta final, o fator Erenice. Quais são as chances de mudança do cenário eleitoral depois do escândalo que levou à demissão da Casa Civil da ex-assessora de confiança de Dilma. O que eles querem para o Brasil? A duas semanas das eleições, a revista revela que entre os principais candidatos à Presidência, só Marina Silva apresentou um programa de governo para o país. Como adiar a calvície. Exames precoces já permitem retardar a queda de alguns fios em mais de 20 anos.

ISTO É: – “Foi uma traição”. Numa entrevista exclusiva, a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, fala sobre as denúncias envolvendo seu nome e de seus filhos. Ela admite que não tem controle sobre o trabalho do filho, diz que foi traída e se considera vítima de uma campanha. Um ataque direto e poderoso às doenças. Surgem novas terapias criadas com recursos da nanotecnologia. Elas já curam câncer de pele e prometem maior eficácia contra a diabetes. É o começo de uma nova era na medicina. Cartas da liberdade: vindas de todo o País, mensagens escritas pelos próprios presos representam 23% dos pedidos de habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

CARTA CAPITAL: – Aécio deixará o PSDB. A revista traz reportagem exclusiva que revela que o ex-governador de Minas Gerais pretende fundar um novo partido e comandar uma oposição moderada. A nova promessa de José Serra: 10% para os aposentados. Às vésperas das eleições, o candidato tucano apresenta mais um ponto de seu Programa de Governo para os mais pobres. A próxima geração: políticos jovens e que não viveram os conflitos da ditadura caminham para vitórias consagradoras nas urnas. E se credenciam no cenário nacional.

As revistas da semana

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VEJA: – O polvo no poder. A edição de VEJA desta semana traz à tona um caso surpreendente de aparelhamento do estado. Sua figura central é Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil, sucessora de Dilma Rousseff no cargo. A reportagem demonstra que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma “taxa de sucesso”. Ainda nesta edição, a revista tenta responder se vale a pena investir o dinheiro do FGTS em ações da Petrobras; e a explosão da crença na vida após a morte.

ÉPOCA: – R$ 520 por uma vida. A história absurda do menino que morreu aos 14 anos porque as autoridades médicas se recusaram – mesmo com ordem da Justiça – a fornecer um aparelho para ajudá-lo a respirar. Fidel paz e amor? Aos 84 anos, o ditador cubano repensa suas crenças, critica o estado, se arrepende de perseguir homossexuais, elogia os judeus e pede moderação ao Irã. O vírus do Twitter. Um vírus criado por um estudante brasileiro contaminou 150 mil usuários do serviço.

ISTO É: – Como ser sócio da gigante do petróleo. Não é só a Petrobras que pode lucrar com o maior lançamento de ações da história. Você também pode. A edição desta semana da revista mostra por que a operação representa uma oportunidade para milhares de brasileiros. Ataque inútil: em uma eleição marcada pelo desejo da continuidade, ofensiva tucana usando como arma o caso da Receita não surte efeito. Você confia no seu médico? Diversos indicadores apontam queda na credibilidade desses profissionais. Mas governo e sociedade começam a se movimentar para acabar com a desconfiança dos pacientes.

CARTA CAPITAL: – Quem bisbilhota quem. Brasília 2010: as omissões da Receita e a dificuldade do PT em explicar as digitais de militantes na quebra do sigilo da turma de Serra. PMDB gaúcho quer levar disputa para o 2º turno. O crescimento do lulismo no Rio Grande do Sul, e a mudança do cenário como um todo, parece não ter sido percebido pelos peemedebistas.

As revistas da semana

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VEJA: – O partido do polvo. A reportagem principal desta semana fala do PT e de como o partido tem estendido seus tentáculos na máquina pública. Desde 2003, quando Lula chegou ao poder, seus seguidores aceleraram uma operação de conquista de postos-chave do estado. Dos quarenta cargos mais cobiçados do governo, os partidários de Lula e filiados ao PT ocupam 22. Nesses postos eles controlam orçamentos anuais que, somados, chegam a 870 bilhões de reais. Isso representa um quarto do produto interno bruto brasileiro. Ou seja, que 25% da riqueza nacional está sob administração direta de quadros partidários e ligados a sindicatos e centrais sindicais, todos comprometidos com um programa duradouro de poder. Ainda na edição, o fim da versão impressa do Jornal do Brasil; e os efeitos das múltiplas atividades simultâneas no cérebro.

ÉPOCA: – A cartada de Serra. Em queda nas pesquisas, o tucano vai ao ataque e explora o crime cometido contra sua filha para tentar chegar ao segundo turno. Mulheres de 20, Quem são e o que querem as mulheres de 20. Uma pesquisa exclusiva revela a rotina, as aspirações e os dilemas de uma geração de brasileiras que está adiando a entrada na vida adulta. Elas têm tudo o que suas mães e avós não tiveram – liberdade, dinheiro e carreira –, mas ainda sonham com filhos. A vitória dos medíocres, como “Glee” abriu caminho para as séries que exaltam tipos fracassados.

ISTO É: – Sonhos, como usá-los na vida real. A ciência revela que sonhar deixa a memória afiada, ajuda a lidar com as emoções e nos treina para os obstáculos da vida real. FHC: um pote até aqui de mágoas. Alijado da campanha tucana, que prefere usar a imagem de Lula à dele, o ex-presidente deixa claro ao partido que está insatisfeito e ataca os marqueteiros de José Serra. Dois meninos, muitos sonhos e uma tragédia. Como era a vida dos mineiros que tentaram emigrar para os EUA, mas acabaram nas mãos de narcotraficantes mexicanos.

CARTA CAPITAL: O império vacila. The Economist: Como os EUA vão exercer o poder bélico após a retirada do Iraque? Perguntas sem respostas: a respeito das violações de dados secretos, pairam diversas dúvidas. Uma delas: como ligar as criminosas quebras de sigilo à sucessão presidencial?

José Serra diz que quebra de sigilo fiscal da filha foi “armação”

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A quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra foi um dos assuntos abordados no programa eleitoral tucano dessa quinta-feira. O candidato do PSDB tratou no tema e apontou que o fato foi uma “armação” de gente ligada ao governo Lula e à candidata Dilma Rousseff.

A petista não respondeu os ataques do adversário. O programa foi usado para apresentar propostas e mostrar as conquistas do atual governo. Porém, embora o assunto não tenha sido tratado na propaganda de Dilma, o PT vai à Justiça pedir que os tucanos sejam punidos por acusarem a candidata, no horário eleitoral, da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra.

Campanhas de Dilma e Serra devem mudar estratégias

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Coordenadores das campanhas de Dilma Rousseff e José Serra devem rever as estratégias de seus candidatos. Em situações distintas na corrida eleitoral, a proposta é mudar para vencer a disputa.

A petista lidera as pesquisas de intenção de voto. Os últimos resultados apontam uma vitória tranquila no primeiro turno. Já o tucano tem perdido pontos a cada nova semana.

Para vencer, o comando de campanha de Dilma quer reduzir a exposição pública da candidata. Ela pode, inclusive, não comparecer a debates que tinham sido confirmados.

No caso de José Serra, a aposta é outra. A intenção é usar a propaganda da televisão para criticar Dilma Rousseff. A coordenação também quer ver o tucano apresentando de maneira mais clara seus projetos de governo.

Serra ganha de Dilma nas representações no TSE

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Se nas pesquisas José Serra perde para Dilma Rousseff, nas representações contra a petista, o tucano ganha fácil. Até o momento, de cada quatro reclamações no Tribunal Superior Eleitoral três são protocoladas pela coligação que apóia o candidato. A maioria aponta que o PT estaria “invadindo” a propaganda dos aliados nos Estados. A alegação é de que Dilma Rousseff estaria aparecendo de forma irregular no horário eleitoral de candidatos de vários estados.

A coordenação da petista se defende e sustenta que a candidata à presidência da República não estaria “invadindo” a propaganda dos aliados. Pelo contrário. O interesse teria partido deles, já que associar-se à imagem da petista e do presidente Lula renderiam votos.

As revistas da semana

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VEJA: – Os homens do abismo. No Chile, mineiros esperam por socorro. A revista conta o drama dos trabalhadores presos na mina e trata da operação para socorrê-los. Ainda na edição: o Google lança serviço de telefonia para concorrer com o Skype; a TAM vai liberar o uso de celular em vôos; e o ensino a distância atrai os brasileiros.

ÉPOCA: – Tire seu diploma pela internet. Um em cada sete novos alunos de graduação no país faz seu curso à distância. Eles são mais baratos, e o MEC está aumentando a cobrança de qualidade. A revista traz algumas das melhores instituições de ensino superior que oferecem educação à distância e os cursos mais procurados pelos estudantes. Uma entrevista com Larry Rohter: “Este é o 16º ano do governo FHC”. Para o jornalista americano, o PT e o PSDB se sobrepõem ideologicamente, Serra cometeu erros e Dilma não pode ser subestimada.

ISTO É: – Como escolher a escola do seu filho. Especialistas mostram como definir as opções mais adequadas para cada aluno, a importância dos bons professores e os métodos pedagógicos. Bateu desespero: com seu candidato despencando nas pesquisas, tucanos dão mostras de que não sabem o que fazer para reverter o quadro atual e adotam a estratégia da metralhadora giratória. Dinheiro e traição: homens que ganham menos traem mais. Universidade americana mostra que eles sentem a masculinidade ameaçada e tentam compensar buscando casos extraconjugais.

CARTA CAPITAL: – A guerra das pesquisas. O Datafolha, que apostou na desqualificação dos institutos concorrentes, agora está na berlinda. Governo do Chile exibe imagens feitas por mineiros soterrados‎. As imagens foram feitas com uma câmera de vídeo enviada pelo governo aos operários por um tubo de oito centímetros. Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua? O projeto de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário não prevê recursos para a população que será removida.

Jornal inglês aposta em vitória “retumbante” de Dilma Rousseff

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Com base nas últimas pesquisas eleitorais, o jornal inglês Financial Times está apostando numa vitória fácil da candidata governista Dilma Rousseff (PT). A reportagem foi publicada na noite dessa terça-feira. Nela, o jornal aponta ser “difícil imaginar um resultado diferente do que um vitória retumbante” da ex-ministra.

Além de indicar que o presidente Lula deverá fazer sua sucessora, o Financial Times relaciona falhas na campanha de José Serra. Segundo o jornal inglês, o tucano não tem deixado claro o que seu programa de governo tem de diferente e nem aproveitado os espaços que possui para mostrar o que fará, caso seja eleito presidente da República.

Economia cresce, cai número de desempregados

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O crescimento da economia segue trazendo bons resultados. Pesquisa divulgada hoje revela que a taxa de desemprego caiu. Em julho de 2009, cerca de 14,8% dos trabalhadores estavam desempregados. Neste ano, no mesmo mês, o índice foi bem menor: 12,7%. Com a expectativa de aumento do PIB deste ano acima dos 7%, acredita-se que o número de desempregados no país deve diminuir ainda mais até dezembro.

Talvez isso ajude a explicar parte do sucesso da campanha da petista Dilma Rousseff.

Ter pego em armas tira o mérito de Dilma como candidata à presidência?

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Na semana passada, a revista Época publicou uma reportagem especial sobre Dilma Rousseff. Mostrava a candidata à presidência da República como militante de esquerda. Mais que isso, apresentava seu lado “bandida” – a versão Dilma que nada tem a ver com “paz e amor”.

Ao olhar a ficha da petista dá pra saber que Dilma liderou movimentos armados contra o regime militar. Ela também foi denunciada por chefiar greves e assessorar assaltos a bancos.

O tom da reportagem da Época é meio de denúncia. A candidata é apresentada como alguém que esconde um passado não muito recomendável, principalmente para quem postula presidência da República.

Cá com meus botões, não sei avaliar se esse passado tira méritos de Dilma. Será que esse engajamento, ocorrido há 40 anos, faz da petista uma ameaça à democracia ou à cidadania? Ou será que apontaria que se trata de uma mulher corajosa, destemida – mesmo numa situação bastante adversa?

Não defendo Dilma. E tenho dificuldade para avaliar se esses fatos recomendam que não se vote na petista.

Entendo que há outras questões em jogo. Estas vão muito além da ficha policial de Dilma. Particularmente, penso que os primeiros critérios de escolham devem ser a competência para o cargo, a ética e a responsabilidade com a nação.

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