O celular não pode esperar?

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Há pouco observei uma situação que me incomoda profundamente. Uma pessoa foi ao encontro de outra com objetivos profissionais. Desejava apresentar um projeto, algo do tipo. Entretanto, no meio da conversa, o celular tocou. Ela pediu licença e atendeu.

Vi a cena e fiquei pensando: o que seria mais importante?

Desde o surgimento do celular vejo esse tipo de cena repetir-se. Não raras vezes uma reunião é interrompida, uma conversa cortada ao meio por causa do telefone. Você está falando com alguém, o celular toca e a pessoa atende.

Sempre fico com a mesma impressão: não podia esperar? Quem estava do outro lado não tinha como aguardar? Por que quem está diante de você tem a obrigação de esperar e o outro não?

Teve um tempo que não usava celular. Hoje, faz parte do meu dia. Preciso dele. E por várias situações. Mas ainda assim, procuro mantê-lo desligado sempre que estou conversando com alguém. Nem falo do toque do aparelho… Acho o desrespeito ainda maior. Não gosto nem de ouvir. O meu está sempre no “vibracall”.

Mas aprendi a lidar com a “modernidade”. Essas tecnologias todas são incríveis. Facilitam a vida da gente. Porém, ainda acho que certos gestos revelam respeito, educação. Não atender o celular no meio de uma conversa é uma delas (a não ser que você esteja querendo se livrar de um chato; aí talvez vale até inventar uma ligação).

Cracolândia – o mundo de ninguém

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Aline Yuri é colaboradora deste blog

O vício do crack é tão agressivo que submete pessoas a fazerem qualquer coisa para sustentar a dependência. São pessoas morando na rua, passando dias sem dormir, sem comer e ainda, destruindo famílias e valores. A conhecida Cracolândia que fica localizada na capital Paulista, é o lugar onde dezenas de pessoas passam os dias se torturando com a droga.

Podemos dizer que a Cracolândia é o mundo de ninguém, pois a droga toma conta do ser humano, faz com que este se esqueça de tudo e só tenha vontade e necessidade de usar o entorpecente. Milhares de famílias vivem o drama para resgatar aqueles que se envolvem em um caminho que, normalmente é sem volta. Os dependentes se esquecem dos sentimentos, da razão e da consciência de bem estar.

Neste mundo, não há restrições de sexo, idade, condições financeiras ou cor. Basta à curiosidade em experimentar para apodrecer lentamente em um lugar onde nada mais faz sentido, a não ser o crack. Nem mesmo as necessidades fisiológicas são valorizadas. Na hora do desejo pela droga, vale tudo pra saciar o vício, inclusive matar.

Aqui, paramos para uma pergunta. Será que o problema está dentro das próprias relações familiares? Diria, que não somente. A causa para tantas calamidades está na sociedade, onde só damos atenção para aquilo que é do nosso interesse. E quando falo em sociedade me refiro, a todos sem exceções, principalmente ao nosso governo. Será que para isto, não há estratégias que resolvam a situação? O intrigante, é que para tantos outros assuntos é sempre desenvolvido projetos, ou melhor, planos.

O crack é derivado da planta de coca misturada com cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada. Fumados normalmente em cachimbos, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte, devido, a ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco. Além dos efeitos físicos, abala o psicológico como, proporciona euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.

A luta pela vida e o abandono ao crack é uma difícil tarefa que não restringe apenas pais que tenham um filho perdido na Cracolândia, mas a todos. Embora pareça distante da nossa realidade, o número cresce expressivamente quando “viramos as costas” para um problema que um dia, também, pode ser nosso.
Texto de Aline Yuri

As manchetes dos jornais de Maringá

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O DIÁRIO: – Aberta temporada de caça ao Aedes aegypti
Paraná e quatro Estados concentram 70% dos casos de dengue no País. Por determinação do Ministério da Saúde, o combate ao mosquito foi antecipado: órgãos públicos desenvolverão ações conjuntas.

HOJE NOTÍCIAS: – Orçamento 2011 começa a tramitar na Câmara
Vereadores de Maringá precisam votar a Lei Orçamentária antes do recesso parlamentar em dezembro. A previsão é de que a receita municipal chegue a R$ 687.335.498,00. Deste total, cerca de R$ 16,5 milhões serão aplicados na construção, ampliação e reforma de escolas e creches.

JORNAL DO POVO: – Feira Educacional começa hoje no Marista
A II Feira Educacional começa hoje e termina amanhã em Maringá, no teatro do Colégio Marista. O tema deste ano é “Novas Metodologias para a Aprendizagem”. A feira é uma realização do Sinepe. O evento contará com a participação de mais de 600 pessoas, entre professores, diretores e mantenedores de escolas de toda a região Noroeste do Paraná.

As manchetes dos jornais de Maringá

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O DIÁRIO: – Total de multas este ano equivale a 25% da frota
É como se um em cada quatro, dos 230 mil veículos da cidade, tivesse sido autuado. A reportagem de O Diário foi às ruas e contando apenas cinco tipos de infração, constatou que o número de autuações poderia ser bem maior. Em três horas, são flagradas 754 infrações. Excesso de velocidade, avanço de sinal e irregularidades no estacionamento rotativo lideram as multas.

HOJE NOTÍCIAS: – Prefeitura antecipa licitação de R$ 1,58 mi
Cerca de 28 mil crianças da rede municipal de ensino serão beneficiadas com o kit escolar que será adquirido pela prefeitura. A intenção é antecipar a compra para evitar atrasos.

JORNAL DO POVO: – Feira Ponta de Estoque registra recordes
A Acim divulgou ontem os resultados da 20ª edição da Feira Ponta de Estoque, promovida de 15 a 18 de setembro, no pavilhão azul do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. De acordo com a Acim, mais de 230 mil pessoas de Maringá e região estiveram visitando a feira e os descontos chegaram a 75%.

As revistas da semana

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VEJA: – Os homens do abismo. No Chile, mineiros esperam por socorro. A revista conta o drama dos trabalhadores presos na mina e trata da operação para socorrê-los. Ainda na edição: o Google lança serviço de telefonia para concorrer com o Skype; a TAM vai liberar o uso de celular em vôos; e o ensino a distância atrai os brasileiros.

ÉPOCA: – Tire seu diploma pela internet. Um em cada sete novos alunos de graduação no país faz seu curso à distância. Eles são mais baratos, e o MEC está aumentando a cobrança de qualidade. A revista traz algumas das melhores instituições de ensino superior que oferecem educação à distância e os cursos mais procurados pelos estudantes. Uma entrevista com Larry Rohter: “Este é o 16º ano do governo FHC”. Para o jornalista americano, o PT e o PSDB se sobrepõem ideologicamente, Serra cometeu erros e Dilma não pode ser subestimada.

ISTO É: – Como escolher a escola do seu filho. Especialistas mostram como definir as opções mais adequadas para cada aluno, a importância dos bons professores e os métodos pedagógicos. Bateu desespero: com seu candidato despencando nas pesquisas, tucanos dão mostras de que não sabem o que fazer para reverter o quadro atual e adotam a estratégia da metralhadora giratória. Dinheiro e traição: homens que ganham menos traem mais. Universidade americana mostra que eles sentem a masculinidade ameaçada e tentam compensar buscando casos extraconjugais.

CARTA CAPITAL: – A guerra das pesquisas. O Datafolha, que apostou na desqualificação dos institutos concorrentes, agora está na berlinda. Governo do Chile exibe imagens feitas por mineiros soterrados‎. As imagens foram feitas com uma câmera de vídeo enviada pelo governo aos operários por um tubo de oito centímetros. Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua? O projeto de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário não prevê recursos para a população que será removida.

As revistas da semana

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VEJA: – Para sair do empate. A pouco mais de cem dias da eleição, José Serra e Dilma Rousseff estão em equilíbrio absoluto nas pesquisas. É a primeira vez que se vê no Brasil uma disputa tão renhida. Com a ajuda dos principais especialistas em pesquisas eleitorais do país, VEJA mostra o que pode ser determinante para decidi-la. Marina Silva, ela pode não ser apenas a miss simpatia. Crime, o monstro que abusou da filha. Pai tem seis filhos com filha. E abusa de filha-neta. E ainda, Dunga, maquiavélico e zangado.

ÉPOCA: – Como afastar os jovens das drogas. Uma pesquisa inédita mostra que as famílias não sabem onde buscar ajuda. O que funciona para prevenir – ou superar o drama. Iphone 4 G, novamente a Apple aponta os caminhos do celular. “A pandemia ainda não acabou”. Na segunda onda da gripe suína, o vírus A(H1N1) pode se tornar mais agressivo, é o que diz o virologista inglês John Oxford. Copa do Mundo, Kaká é o guerreiro evangélico de Dunga.

ISTO É: – Chegamos à era do videofone. Como um novo celular que permite chamadas com imagens vai mudar de vez a maneira como nos comunicamos. O remédio mais eficaz contra o câncer de pele. Novo medicamento aumenta em até quatro anos a sobrevida de pacientes com melanoma, o mais agressivo deste tipo de tumor. Faça o que eu digo… e não o que eu faço. Pesquisa revela como os pais caem em contradição na hora de educar seus filhos de 12 a 20 anos.

CARTA CAPITAL: – Edição especial da revista CartaCapital, nº 600, tenta responder a pergunta: Do que o Brasil precisa? Participam da edição: Marcelo Odebrecht, Marco Maciel, Jorge Furtado, Delfim Netto e outros artistas, intelectuais e empresários. Na pista do factoide. De um segundo econtro em uma confeitaria de Brasília ao roubo de arquivos, novos detalhes da mal-ajambrada trama do dossiê anti-Serra que ninguém viu.

As revistas da semana

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VEJA: – O milionário mora ao lado. Os novos ricos surgem no país. Onze mulheres e homens que enriqueceram dão a receita de como aproveitar a maré alta da economia. Por que os dólares acharam o caminho do Brasil. A substância que produz o amor. Como funciona a oxitocina, responsável por estabelecer e reforçar os vínculos afetivos entre mãe e filho – e entre amigos, namorados, amantes… Ainda na Veja, os jovens prodígios em Matemática. A história desses jovens mostra como o estímulo precoce produz resultados extraordinários.

ÉPOCA: – Cabeça ou coração? Uma série de novos estudos está mostrando que nem razão nem intuição – e nem análise de dados por computadores – são suficientes para garantir boas decisões. Você precisa de tudo o que estiver a seu alcance. A Seleção de R$ 800 milhões. Esse é o valor dos convocados de Dunga, segundo um mercado virtual de jogadores. Parece muito, mas o Brasil nem é o time mais valioso da Copa. As brasileiras de Bollywood. A Índia foi invadida por atrizes e modelos brasileiras que começam a fazer carreira no cinema de Bollywood.

ISTO É: A nova febre dos imóveis. A união de juros baixos, crédito longo e farto e economia estável fará de 2010 o ano com o maior volume de vendas de imóveis das últimas três décadas no Brasil. De volta ao começo. Mais de duas décadas depois, Fernando Collor quer novamente ser governador de Alagoas, cargo que o catapultou à Presidência. Os padres casados da igreja. Sob as bênçãos do Vaticano, os diáconos assumem paróquias e celebram batizados e casamentos. Depois, voltam para mulher e filhos.

CARTA CAPITAL: Grampos e intrigas: Tuma Jr. não resiste à divulgação de conversas comprometedoras e é afastado do governo. Mas a quem, na Polícia Federal e fora dela, interessa o vazamento? O Estado tira o pé do acelerador. Bancos preveem PIB de até 7,5% e Mantega anuncia corte no orçamento.

Questão de Classe: o bom professor

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Daqui a pouco pela CBN tem Questão de Classe. Nosso programa de educação, cultura e comportamento vai tentar apresentar as características do professor que faz a diferença em sala de aula. Será que o bom professor nasce feito? Ou é possível desenvolver habilidades que o tornarão um excelente profissional?

O programa foi gravado com o professor doutor João Gasparin, um pesquisador do assunto há mais de 30 anos. Ele trouxe elementos bastante relevantes sobre o tema. Sustentou que é possível se transformar num bom professor, mas há características do próprio sujeito que interferem no desempenho em sala.

O que mais me impressionou durante a entrevista foi a tese defendida pelo professor que, mais que conteúdos, o educador impacta a vida do estudante pelos seus exemplos, crenças, vivências, comportamento na sociedade e na relação com o ensino e com o próprio aluno. Ou seja, o aprendizado se dá muito mais pelo que é o professor do que necessariamente pelos conteúdos que leva para a classe. Claro, isso não o isenta de ter domínio prático e teórico. Pelo contrário, é a combinação de todos esses elementos, incluindo a motivação e o amor pela profissão, que credenciam um professor a ser um alguém que fornece o saber.

Regras semelhantes, pessoas diferentes?

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Talvez a frase que mais ouça da boca de meu filho seja:

- Isto não é justo.

Não sei por qual razão, mas desde muito cedo ele tem um senso de justiça que chega a incomodar. Os questionamentos vão desde a divisão de um pedaço de bolo, passando pela mesada até coisas mais complexas – as atitudes das pessoas, por exemplo.

Costumo brincar que nem tudo é uma questão de justiça apenas. Há muita coisa que se tem por méritos, mas nem tudo se resume a uma conta exata.

Mas… vamos diretos ao ponto. Essa introdução, tipo “nariz de cera” (coisa de jornalista, ok?), é para tratar sobre justiça e dar o exemplo.

Hoje pela manhã, li o tweet de uma aluna. Ela questionava o fato de alguns educadores exigirem o cumprimento de prazos, mas não entregarem as notas na época combinada.

Brinquei com ela:

- Isso não vale para mim.

Mas fiquei pensando na profundidade do que essa estudante escreveu. Será que as regras são diferentes? Que exemplo dou como educador quando cobro meu aluno que tenha determinados comportamentos, mas minhas ações me contradizem?

Será justo cobrar prazos, mas, quando sou eu quem deveria cumpri-los, atropelo as regras? Será que o fato de estar, hierarquicamente, numa posição superior, me dá tal direito?

Bem, primeiro não gosto muito dessa ideia de que o professor está acima do aluno. Mas isto é assunto para um outro post. O que vem à mente é aquele ditado popular:

- Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.

Isto acontece muito na educação dos filhos. Não é raro observar pais corrigindo os filhos por mentirem, mas eles mesmos não pensam duas vezes quando o telefone toca e do outro lado da linha há alguém indesejado.

- Diga que não estou.

Na verdade, nossas ações dizem muito mais que nossas palavras. Claro, todos falhamos. E por isso defendo a necessidade de desenvolvermos a tolerância. Não devemos cobrar das pessoas aquilo que não podemos cumprir. E se o fizermos, precisamos ter humildade para reconhecer que por vezes também falhamos. É natural, humano. Por isso, ter a capacidade de ser flexível diante dos erros dos demais é se reconhecer como igual, incapaz de ser sempre perfeito.

As revistas da semana

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VEJA: – Ajuda para morrer. Médicos, pacientes e familiares relatam como enfrentaram o momento em que a vida se tornou apenas o prolongamento da morte. A revista revela o que muda com o novo código de ética médica. Pesquisas: por que os resultados variam tanto. A influência dos institutos de pesquisa na escolha do presidente da República. É um tanquinho ou não é? Barriguinha definida é meta entre adolescentes.

ÉPOCA: – Os segredos dos bons professores. Os mestres que transformam nossas crianças em alunos de sucesso (e o que todos temos a aprender com eles). Qual será o papel da internet na eleição? É verdade que sites, blogs e redes sociais terão maior influência neste ano. Mas não, ainda não teremos um fenômeno como Obama no Brasil. O derrame das mulheres jovens. Elas tiveram um AVC antes dos 30 anos, e sobreviveram. O que é preciso saber para se proteger da doença que mais mata no Brasil.

ISTO É: – A próxima geração da pílula. O anticoncepcional que revolucionou os costumes ficará mais natural, ecológico e uma versão masculina deverá chegar ao mercado em dez anos. Caem os mitos sobre a adolescência. Uma série de estudos revela que os jovens não são tão inconsequentes, egoístas e preguiçosos quanto parecem. Cinema, Homem de Ferro: missão cumprida. Com um time de estrelas e uma trama convincente, a sequência do herói supera o filme original.

CARTA CAPITAL: – Mas haveria outra saída? O impasse socioambiental permanece, mas o Brasil precisa da força das turbinas de Belo Monte. Ainda na edição, as guerrilhas eleitorais na internet. Pediram para Ciro Gomes sair. Agora não tem mais volta, a direção do PSB definiu o script para uma ‘saída honrosa’ do deputado.

Curso de medicina da Uningá: pra pensar

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É apenas uma opinião… Mas entendo que é despropositada essa decisão da Justiça de não autorizar o curso de Medicina da Uningá. É verdade que a direção da instituição cometeu erros na implantação do curso. Entretanto, é inconsequente simplesmente dizer que a faculdade precisa parar tudo e os alunos devem ser transferidos para outras instituições.

Pelo pouco que sei, a Uningá investiu e tem investido muito para garantir uma formação de qualidade aos alunos de Medicina. Já proibida de abrir novas turmas, a única em funcionamento tem recebido a atenção necessária da faculdade. A estrutura parece ser adequada e o corpo docente, qualificado.

Tudo isso faz a gente ter a impressão que se trata de um capricho impedir o funcionamento do curso. Não estou defendendo aqui a abertura indiscriminada e irresponsável de cursos de Medicina no país. Mas acho que este não é o caso da Uningá. Houve erros, precipitação, mas, no que diz respeito à formação, a qualidade na formação parece estar sendo assegurada.

As manchetes dos jornais de Maringá

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O DIÁRIO: – Uningá perde o curso de medicina
A decisão da 5a Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal negou autorização para funcionamento do curso e determinou que o MEC providencie a transferência dos alunos para outras instituições. Cabe recurso da decisão. A disputa entre a faculdade e a União começou em 2006.

HOJE NOTÍCIAS: – Proibido uso das pulseiras do sexo
Para a maioria dos vereadores, esse é o início de uma discussão que envolve o problema de educação sexual para crianças. O autor da proposta, vereador Luiz do Postinho, reconhece que o projeto em si não resolve o problema. Entretanto, aponta que colabora para fomentar o debate de conscientização das crianças, feita pelos pais e escola.

JORNAL DO POVO: – CNA quer ação policial contra MST
A presdiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu, protocolou ontem um documento pedindo ações duras para reprimir as ações organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, como atividades do Abril Vermelho. Ela quer o empenho da Polícia Federal para identificar e reprimir as ocupações antes que elas aconteçam.

Mais seriedade na avaliação da educação

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A Comissão de Educação do Senado aprovou uma proposta de Cristovam Buarque. Ele quer que a educação no Brasil seja avaliada por uma instituição independente. Hoje, todos os índices de qualidade da educação são obtidos através de avaliações propostas pelo próprio Ministério da Educação. Ou seja, é o governo avaliando a qualidade do próprio governo. No mínimo, um modelo questionável. Uma agência independente poderia trazer dados mais reveladores contribuindo para uma discussão mais ampla da educação no país.

As manchetes dos jornais de Maringá

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O DIÁRIO: – Pulseiras do sexo estão proibidas nas escolas municipais
A Secretaria de Educação proibiu o uso das pulseiras de silicone pelos alunos depois de uma menina de 13 anos ter sido estuprada em Londrina na semana passada. Segundo a secretária Márcia Socreppa, trata-se de uma medida de prevenção e orientação aos pais, um trabalho de conscientização. O Conselho Comunitário de Segurança recebe com reservas a decisão.

HOJE NOTÍCIAS: ‘Pulseirinhas’ são proibidas em escolas municipais
O jornal também trata das chamadas pulseiras do sexo. A decisão de proibir as pulseiras foi tomada depois de reunião junto aos diretores e pais de alunos. A estimativa é que a proibição atinja cerca de 17 mil alunos de 5 a 12 anos, que cursam do 1o ao 4o ano do Ensino Fundamental.

JORNAL DO POVO: Maringá participa da Conferência das Cidades
Quatro secretários municipais de Maringá estarão representando o município nesta semana, em Foz do Iguaçu, durante a 4a Conferência Estadual das Cidades. A Conferência será aberta hoje e termina na próxima sexta-feira.

Amizades: da rede para o mundo real

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Nas duas últimas aulas de ontem, fizemos uma discussão ampla sobre a saturação das informações. Na verdade, debatemos que as novas ferramentas tecnológicas não nos proporcionam qualidade de conteúdo. Nossa ansiedade por consumir notícias nos leva a ter um conhecimento raso. Acessamos, lemos, vemos ou ouvimos uma informação e meia hora depois já esquecemos aquilo.

Mas a mesma relação superficial que temos com as informações, temos com as pessoas. E muito disso também se deve às novas mídias. As redes sociais, por exemplo, aproximam, mas, ao mesmo tempo, distanciam pessoas. Por isso, talvez o maior desafio seja se apropriar dessas ferramentas como sustentação para relações reais – ou para construção de novos relacionamentos.

Semelhante a milhares de outras pessoas, vivo intensamente essa viciante realidade. A angústia de não dar conta dessa quantidade imensa de notícias, dos inúmeros relacionamentos virtuais – para os quais damos pouca atenção -, e das amizades concretas que ficam cada vez mais raras. Por isso, se faz necessária a busca por tentar transformar tudo isso em algo saudável, prazeroso. É uma vitória, por exemplo, quando se supera o abismo que existe entre os mundos digital e real.

Às vezes, dá certo. Minha entrevista gravada ontem com a Ana Paula Passarelli é uma dessas conquistas. A amizade iniciada nas redes sociais nos aproximou na vida real.

Fora do ar, notei que, tornar relações virtuais em relações reais, também parece ser um desafio para a Ana. O encontro de twitteiros de Maringá é um desses bons exemplos de tentativa de aproximar pessoas. Tem dado certo. Dois encontros já foram realizados; outro está agendado para o fim de abril. Amizades começam a ser construídas na onda da rede.

É uma iniciativa, um caminho que precisa ser construído para rompermos com o distanciamento e a solidão que a internet nos impõe.

As manchetes dos jornais de Maringá

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O DIÁRIO: – 150 empresas na fila por terrenos industriais
A ampliação das empresas e abertura de novos negócios esbarram na falta de lotes disponíveis. Desde a década de 90 não se abrem novos parques industriais no município com incentivos oficiais. A atividade industrial está em expansão. Mas para a construção de um novo distrito industrial, a área precisa ser desapropriada.

HOJE NOTÍCIAS: – Amusep apoia divisão de royalties do pré-sal
Segundo o presidente da associação, Cyllênio Pessoa, os recursos seriam a saída para complementar a receita dos municípios. Ontem, a entidade realizou reunião com representantes dos 30 municípios da Amusep. Cyllênio Pessoa diz que a Amusep apóia o projeto que tramita no Congresso que trata da divisão dos royalties do pré-sal entre os municípios brasileiros.

JORNAL DO POVO: – Prefeitura promove “Escola Aberta” em Maringá
Será no próximo domingo. O programa vai oferecer espaços alternativos para a comunidade desenvolver projetos integrados, melhorando a inclusão social e a qualidade do ensino através da integração entre a escola e a comunidade. Serão desenvolvidas atividades de cultura, esporte, lazer, formação para a cidadania e ações complementares às de educação formal.

As manchetes dos jornais de Maringá

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O DIÁRIO: – Escolas param por melhores salários
Paralisação de um dia deixará sem aulas 22 mil alunos da rede estadual na região. Servidores da educação querem equiparação com o restante do funcionalismo e implantação do piso nacional. O piso nacional foi aprovado em 2008, mas até o momento não entrou em vigor.

HOJE NOTÍCIAS: – Professores fazem greve de um dia hoje
O Hoje Notícias também trata da paralisação de hoje que será realizada pelos professores da rede estadual. Em Maringá e região, a adesão atinge pelo menos 80 dos colégios. No final da semana, dezenas de professores viajaram para Curitiba para participar da concentração que acontece em Curitiba.

JORNAL DO POVO: – Entidades realizam Rodada de Negócios
Hoje, no Pavilhão Azul do Parque de Exposições, será realizada uma grande Rodada de Negócios. Cerca de 200 expositores vão participar da feira. Vários segmentos estarão expondo seus produtos: decoração, segurança, buffets, comunicação visual, copiadoras, organização de eventos, brindes, áudio e vídeo, gráficas, hotéis, locadoras de veículos entre outros serviços. A rodada começa às 10h e termina às 20h.

Uma noite para não esquecer jamais – o discurso

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No post anterior expressei um pouco do que senti na noite da última quinta-feira. Atendendo os pedidos de alguns de meus alunos, vou reproduzir aqui o texto base do discurso. A parte inicial não está presente. Foi improvisada. Também acrescentei coisas ao longo da colação de grau. Mas as anotações ficaram nas folhas que levei para o teatro. E estas ficaram com o coordenador do curso. Ainda assim, a essência aqui. Com direito aos nomes de todos.

Confesso que estou ansioso com o impacto que minhas palavras vão causar em vocês. Vocês possuem um significado tão grande em minha vida que não me sinto capaz de traduzi-lo em palavras.

Imaginei que poderia começar recordando muito do que vivemos. Afinal, estivemos juntos desde o primeiro ano. Experimentamos muita coisa juntos. Pensei também em falar sobre o processo de formação da consciência. Seria legal nos despedirmos usando o Bakhtin. Mas optei por projetar o futuro, falar da nossa responsabilidade. Não como jornalistas, mas como cidadãos.

Em dezembro, no dia 16, senti no coração um vazio. Naquela noite, depois das nove horas, encerrei minha última atividade oficial com a turma de vocês. Era a banca da Maika e, quando disse a ela que estava aprovada e a abracei, senti que um ciclo havia terminado.

Horas antes, estava com a Polyanna. Quando me despedi dela, já me sentia despedindo de toda a turma.

Sabe Valdir, vocês formam a primeira turma que acompanhei desde o primeiro ano. Por isso, estou emocionado. Quando vejo vocês aqui, Lucas, reconheço que me auxiliaram a me descobrir educador.

Vi vocês, Rogério, se desenvolverem. Mais que isso, né Sidnéia, vi descobrirem que a academia pode ser mais que um espaço para a busca por conhecimentos. Mas eu também descobri, Fernando, que o prazer de ensinar é ainda maior quando a gente se envolve, quando se apaixona.

Vocês tiveram a chance de ver o mundo de uma outra forma. Não acredito que você Ana Paula, você Andréia, Carol, Fabiana… não acredito que vêem o mundo com os mesmos olhos. Certamente possuem uma visão mais crítica da sociedade e do quanto somos responsáveis pela construção um país melhor, mais justo e que promova a inclusão de todos.

Talvez não tenham aprendido todas as técnicas da profissão, mas provavelmente compreenderam que o jornalismo não se resume em pautas e execução de reportagens.

Mas, Giuliano, quando a gente olha para as contradições às vezes tem impressão que romper com a desigualdade, com a falta de ética… temos a impressão que isto não é possível. Acontece que nós, Mariana, temos o dever de nunca perder o sentido da vida e de nossa missão – não como jornalistas, mas como cidadãos. Por que, como repete nossa ilustre mestre, a professora Luzia, o exercício da cidadania é o que deve nortear nosso trabalho.

Não se trata apenas, Murilo, de discutir sobre política. Vai muito além. Os fenômenos sociais, Thabata, devem ser interpretados e experimentados sem alienação. Isso não se faz apenas quando se é jornalista, Natalia. A gente faz também quando reconhece que assistir ou ler um jornal não é o que nos torna informados, ou que nos faz participantes dos problemas da sociedade.

Pelo contrário, Milton. Cidadania se faz, cidadania se tem numa atitude ativa, questionadora. Como disse o colega que me antecedeu, não podemos nunca perder nossa capacidade de se indignar com a injustiça.

Nossas palavras, Fábio, não precisam ser apenas expressadas no jornalismo diário para contribuírem com as mudanças que sonhamos. Hoje, Dani; hoje, Erica, há espaços alternativos. Basta desejarmos, sairmos de nossa zona de conforto e darmos o primeiro passo.

Encontraremos barreiras? Claro que sim, Carlos. Quem se envolve, nem sempre é compreendido, Beto. Sabe Ronaldo, os heróis não se tornaram heróis porque vislumbravam ser reconhecidos. Se tornaram heróis, Rosangela, porque acreditaram na causa pela qual lutaram.

Não caríssimos… Não quero desafiá-los a serem heróis. Quero desafiá-los, Justini, a terem alma de heróis. Quero desafiá-los a perceberem que cada um pode e deve ocupar seu espaço no mundo, mas fazendo isso de maneira relevante.

Quem se deixa envolver pelo desânimo, quem perde a utopia, a crença, abdica mão da vida.

Hoje, vocês são diplomados como jornalistas. Alguns seguirão na profissão; alguns vão encontrar novos caminhos. Todos, porém, são cidadãos do mundo.

E, por isso, como cidadãos, jornalistas ou não, apenas digo: vivam com dignidade, ajudem a escrever a história. Que Deus os abençoe.

As revistas da semana

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VEJA: Caiu a casa do tesoureiro do PT. O petista que vai cuidar das finanças da campanha de Dilma Rousseff é apontado em inquérito como pivô de um esquema que desviou dezenas de milhões de reais e abasteceu o caixa dois da campanha de Lula em 2002. Também na edição, o Brasil ficou longe de atingir as metas estabelecidas para se alcançar em 2010 na educação. E a qualidade ainda é uma meta distante. A hora da estrela: Sandra Bullock já fez de tudo: filmes bons (e nem tão bons) de sucesso, filmes esquecíveis, filmes ruins. No último ano, porém, ela tentou algo diferente: levar-se a sério como atriz.

ÉPOCA: Os segredos dos bons alunos. Como eles tiram notas altas (sem ser superdotados). Como se forma um bom aluno. A reportagem sustenta que só querer não basta. Por que Serra está esperando. Apesar de a vantagem sobre Dilma ter caído, o governador calcula que adiar o confronto é a melhor estratégia para derrotá-la na campanha. A nova Fórmula 1. Mudanças podem tornar a temporada de 2010 a mais emocionante da história. A Época também busca responder se vale a pena se vacinar contra a gripe suína.

ISTO É: O coquetel do prazer masculino. Novos remédios, tratamentos à base de células-tronco, terapia genética e reposição hormonal, entre outras opções, ajudam os homens a superar as principais dificuldades na cama e a reencontrar a felicidade no sexo. Palanque digital, candidatos elegem o Twitter como a estrela da internet para se aproximar dos eleitores e multiplicar seus discursos. A sucessão presidencial passa por Minas Gerais. Aécio Neves segue a lição do avô Tancredo e adota a política da convergência: nega ser vice, mas garante que Serra terá os votos do segundo maior eleitorado do País.

CARTA CAPITAL: O plebiscito em marcha. Uma equidistante análise dos governos FHC e Lula. Ainda na edição: Aécio rejeita a ideia da chapa puro-sangue, mas Serra continua firme na sua criticada estratégia. Silvio Berlusconi, premier italiano, vem para uma visita rápida ao Brasil, porque o assoberbam os problemas enfrentados por seu governo.

As revistas da semana

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VEJA: – Por que chove tanto? Há um mês e meio, os 10 milhões de habitantes de São Paulo vivem um drama que parece não ter fim – e nem solução. Diariamente, a cidade é castigada por temporais intensos, que duram em torno de duas horas e instauram o caos. A pergunta que todos se fazem é porque chove tanto em um único lugar. Também na revista, Dilma Rousseff vai cozinhando o Tribunal Superior Eleitoral e subindo nas pesquisas. Melhores alunos desprezam o magistério. Ruim para o ensino: os bons não querem ensinar.

ÉPOCA: – Corpo biônico. As novas tecnologias que são capazes de substituir – e às vezes até melhorar – braços, pernas, olhos, ouvidos, coração… A tecnologia já é capaz de reabilitar nosso corpo. Até onde irá nossa união com a máquina. Ainda na Época, o general e os gays. Um militar indicado para o Superior Tribunal Militar diz que gays não conseguem comandar tropas e reacende o debate sobre a homossexualidade no Exército. Beyoncé – Ela está no comando. A atriz, cantora e compositora americana se tornou o maior fenômeno da música pop atual com uma fórmula inusitada: feminismo, sensualidade e bom comportamento.

ISTO É: – Santo Daime liberado. O governo legaliza o uso religioso do chá alucinógeno, mas peca ao deixar que mortes ocorram e ao abrir uma brecha jurídica que pode estimular o tráfico. Racha tucano, antigos aliados, Beto Richa e Álvaro Dias disputam quem será o candidato do PSDB ao governo do Paraná. Guarulhos: o maior aeroporto da América do Sul completa 25 anos obsoleto, desconfortável e cheio de problemas. Passar por ali é um inferno.

CARTA CAPITAL: Vai ou não vai? José Serra diz esperar o momento “certo” para se candidatar, Dilma cresce e Ciro está cada vez mais disposto a ficar no páreo. Ainda na edição: no Serviço Secreto dos EUA, os Trapalhões não fariam melhor. Lula convoca Luiz Paulo Barreto para suceder Tarso Genro no ministério da Justiça.

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