Na segunda, uma música

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Não gosto de homenagens atrasadas. Este espaço está aberto há quase dois anos. Entretanto, nunca havia compartilhado uma música do Bee Gees. Hoje, trago aqui uma canção da banda por conta da morte de Robin Gibb, que junto com os irmãos Barry e Maurice, formaram um dos grupos de grande sucesso na música.

Robin morreu vítima de um câncer de colo e fígado. Desde 2010, o cantor lutava contra a doença. Porém, Robin preferia não falar sobre o assunto. Por exemplo, no último mês de novembro, após ser internado, preferiu dizer aos fãs que estava tudo bem e no caminho da recuperação.

Neste ano, Robin estava lançando um primeiro disco solo. Uma parceria com o filho, RJ. A obra serviria para lembrar a tragédia do Titanic.

Apesar da morte, o cantor faz parte da lista de artistas eternizados. A carreira construída, os shows memoráveis, os inúmeros sucessos do Bee Gees ressaltam a importância da banda.

A trajetória começou ainda na década de 1960. Como poucas bandas, o Bee Gees soube renovar-se. Transitaram por diferentes gêneros – do rock psicodélico às baladas. No repertório tem rock, disco, country, romântico, pop rock… E nos mais de 40 anos de carreira, o grupo parou, recomeçou, parou de novo… Não faltaram brigas, desencontros. Nem reconhecimentos, prêmios e homenagens. Ao todo, mais de 250 milhões de discos vendidos.

Por tudo que o grupo representa, não dá para escolher uma música que resuma o Bee Gees. Ainda assim, me atrevo a escolher uma canção, How Deep Your Love.

Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Sempre achei Jorge Vercillo uma espécie de Djavan, sem o mesmo brilho do “original”. Ainda assim, é impossível não reconhecer a qualidade da interpretação de Vercillo e a beleza de muitas de suas canções.

Jorge Vercillo é um requisitado compositor. Em seus mais de quinze anos de carreira, Vercillo, que é formado em Jornalismo, já compôs para Ana Carolina, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Luisa Possi entre outros.

E é desse cantor, músico e compositor nascido no Rio de Janeiro a música desta segunda-feira. “Final feliz” foi gravada em 1999, em parceria com Djavan. A canção foi um dos seus grandes sucessos.

“Final feliz” fala da fé no amor, da disposição de viver um relacionamento sem medo. Afinal, quem já não se pegou preocupado, sem saber o que fazer diante de um sentimento forte, daqueles que incomoda, mas parece impossível de ser vivido?

Mas chega um momento que não dá mais pra esconder e a pessoa se rende ao amor…

Chega de fingir
Eu não tenho nada a esconder
Agora é pra valer, haja o que houver
Não tô nem aí
Eu não tô nem aqui pro que dizem
Eu quero é ser feliz, e viver pra ti

Esta é “Final feliz”, de Jorge Vercillo. Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Dias atrás conversava com alguém sobre a maneira como as músicas podem expressar sentimentos. Uma das canções que apresentei pra essa pessoa tinha um toque um tanto brega. Não por ser necessariamente brega, mas pelo contexto em que estamos e o momento histórico em que a música foi composta.

Eu argumentava que parece que falar sobre sentimentos está um tanto fora de moda. Entretanto, fui desafiado e tive que reconhecer que, de fato, há muitos artistas contemporâneos que ainda revelam emoções em suas canções e o fazem com tanta profundidade quanto gente que estava nos palcos há 20 ou 30 anos.

A música de hoje é um exemplo disso. Feels Like Tonight, da banda Daughtry, num ritmo moderno, fala das coisas do coração e mostra que as músicas ainda podem dizer com uma outra beleza aquilo que nós nem sempre damos conta de verbalizar.

Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Os corais americanos sempre me encantaram. Conseguem traduzir por meio da música todas as nossas emoções e energias. Um exemplo disso é Brooklyn Tabernacle Choir. Fundado ainda na década de 1980, este coral consegue ir além disso. Reúne gente de todas as raças, classes sociais numa das regiões mais problemáticas de Nova Iorque, o Brooklyn. Talvez por isso seja possível dizer que tanto a igreja quanto o coral cumprem o que deveria ser o principal papel das instituições cristãs: representar, na Terra, um pouco do que foi o próprio Cristo quando esteve entre os homens.

É difícil escolher uma canção que resuma a trajetória do Broklyn Tabernacle Choir. Há muitas músicas inspiradoras. Optei por Glória. Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Michael Bublé é o artista desta segunda-feira. O cantor, compositor e ator canadense tem vários prêmios na carreira. E algumas canções incríveis. A música de hoje é uma delas. “Haven’t Met You Yet” expressa a beleza de um amor… A devoção por alguém. E a promessa de completa entrega. Entrega por alguém que ainda não se sabe quem é.

Eu prometo a você garota que eu vou dar muito mais do que recebo
Eu só não te encontrei ainda

Os desencontros do amor também estão presentes na canção:

Tenho partido o meu coração tantas vezes,
Eu parei de me controlar
Converso comigo mesmo
Eu jogo conversa fora
Fico animado
E depois eu fico deprimido.

E a esperança de que, ainda que demore, um amor pleno vai acontecer:

Eu nunca vou desistir
Eu acho que é a metade do tempo
E a outra metade de sorte
Onde quer que esteja
[...]
Você sai do nada e entra na minha vida
Eu sei que nós podemos ser maravilhosos
E, baby, seu amor vai me transformar
E agora eu posso ver todas as possibilidades.

Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Há muito tempo quero compartilhar uma música da Pitty por aqui. Acho que, nesta segunda-feira, encontrei o que precisava. Na verdade, a opção era pela música. Mas assim consigo atender um desejo antigo e o desejo do momento.

Dançando” não é o tipo de canção que poderia identificar o som dessa artista baiana, em especial de seus primeiros sucessos. Entretanto, fala de sentimentos… Traz um certo negativismo diante da vida, mas ressalta a certeza de que, ainda que o mundo acabe, “eu quero estar com você”.

O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você

Embora possa significar esse imediatismo característico de nossa sociedade, a música faz prevalecer um discurso que tenho defendido aqui: viver intensamente o dia que temos, pois nada sabemos sobre o amanhã.

Você acredita no depois?
Prefiro o agora
Se no fim formos só nós dois
Que seja lá fora

Muita gente vive esperando um “sinal” para se entregar ao amor. Quando menos percebe, o amor se foi e nada mais restou.

Portanto, para quem não tem medo de amar, ainda que saiba que sempre há chance de se machucar, convido a ouvir a música desta segunda…

Arte ou lixo cultural?

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Minutos atrás, “trombei” com um comentário no Facebook que acabou motivando este post. Achei graça e ao mesmo fiquei me questionando sobre o processo criativo. Deixa eu explicar… Uma pessoa escreveu algo do tipo:

- Vamos lá compor umas músicas…

Ao que parece, é alguém que canta e compõe.

E não era uma música. O plural indicava que seria mais de uma.

Não conheço a produção da pessoa. Nem estou aqui para criticá-la. Em hipótese alguma. Talvez tenha algo significativo para mostrar.

Entretanto, cá com meus botões, quando penso em música, penso em arte. E arte não se produz assim. Você não senta e diz: agora vou compor, vou escrever. Embora o artista careça de disciplina, trata-se de um processo criativo, em que a arte nasce da inspiração.

Qualquer coisa diferente disto, é produto descartável.

Dia atrás, li uma entrevista do novelista Aguinaldo Silva. Ao falar sobre sobre as novelas, ele foi direto:

- Novela não é arte. É produto descartável.

E a afirmação do autor é fundamental para refletir sobre a produção supostamente artística que hoje temos. A urgência para oferecer novidades ao público tira a possibilidade de encontrarmos qualquer valor de arte nessas produções.

Isso vale para a música, para os livros… e por aí vai. Arte não se produz sob a lógica do mercado. Quem dita o ritmo é o artista. Não se trata de um processo industrial. Quem produz arte não a produz como se estivesse numa linha de produção.

Criar é algo tão complexo que, embora esteja longe de fazer arte com meus textos, mesmo a iniciativa de escrever um único parágrafo torna-se um grande desafio quando falta inspiração. Por mais que tenha o hábito de escrever, há dias em que nada faz sentido e os textos parecem vazios, sem alma. São palavras ao vento.

Tenho a impressão que, em nossos dias, isto acontece com frequência no meio artístico-cultural. Há frases completamente sem propósito. E, sinceramente, não entendo como caem na boca do povo. É como se o próprio público estivesse vivendo na superfície, incapaz de significar.

Cá com meus botões, não sei se isto vai mudar. Tenho comigo que o cenário tende a piorar. Em especial, porque o ritmo tecnológico impõe uma lógica cruel, até mesmo para quem se propõe a ser criativo.

Na segunda, uma música

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Hoje, optei por compartilhar uma cantora ainda pouco conhecida por aqui. Estou falando de Hayley Westenra, uma soprano neozelandesa. De ascendência irlandesa, a cantora começou sua carreira aos seis anos. Claro, na época, quase como se fosse uma brincadeira. Entretanto, seu talento falou mais alto e, aos 12, participou de uma primeira gravação. Com 16 anos, Hayley lançou seu primeiro álbum. O disco “Pure” foi certificado pelo UK Chart Compilers como o melhor de música clássica do século.

A bela e jovem intérprete canta música celta, contemporânea e erudita. Em 2006, fez parte do grupo Celtic Woman. Hayley também já participou de alguns duetos, inclusive com Andrea Bocelli e com José Carreras.

Nesta manhã, enquanto ouvia algumas das canções de Hayley, fiquei muito dividido entre duas músicas. Elas revelam estilos diferentes da intérprete. Não resisti. Cá estão as duas.

A primeira delas fala de sentimentos. “Both Sides Now” diz:

Lágrimas e medos e sentindo orgulho
para dizer “Eu te amo” bem alto
[...]

Agora velhos amigos estão agindo estranho
Eles sacodem suas cabeças, dizem que eu mudei
Bem, algo está perdido, mas algo está ganho
[...]

Eu olhei a vida de ambos os lados agora
De vencer a perder e ainda de algum modo
São ilusões da vida que eu recordo
Eu realmente não conheço a vida completamente

Linda, não?

A segunda canção não precisa de tradução. É pra se deixar envolver pelos sons…

Na segunda, uma música

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Há algum tempo quero compartilhar por aqui uma música de Taylor Swift. Hoje, chegou a vez desta jovem cantora e compositora americana.

Taylor Swift acaba de receber, pela segunda vez consecutiva, o prêmio de “artista do ano” pela ACM (The Academy of Country Awards), em Las Vegas. Em 2011, o álbum “Speak Now” foi o segundo mais vendido. E, de acordo com a Billboard, foi a artista mais rentável no ano passado.

Por tudo isso, já é uma das cantoras mais respeitadas. Embora tenha um público mais jovem, Taylor Swift consegue agradar pessoas de várias idades.

Para hoje, escolhi Long Live. Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Uma das belezas da vida é a possibilidade de sempre surpreender-nos. Claro, nem sempre somos presenteados por coisas boas. Entretanto, quando menos se espera, algo novo pode surgir, capaz de tirar nossos pés do chão.

De certa forma, é disso que fala a música que compartilho. Num determinado momento, quando menos se espera, alguém chega e passa a tomar conta de seus pensamentos. E, melhor, você descobre que também é a razão dos pensamentos do outro. Mas nada é perfeito… Desencontros sempre vão existir – ainda que o amor nos domine.

Até mesmo o melhor falha algumas vezes
Até mesmo as palavras erradas parecem rimar
Fora da dúvida que enche minha mente
Eu acho de alguma maneira, você e eu colidimos

Collide é a música de hoje. O intérprete é o cantor de pop rock americano Howie Day.

Na segunda, uma música

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A banda escolhida para hoje já esteve por aqui. Trata-se do Coldplay, banda britânica de rock alternativo. Gosto de muitas de suas canções, em especial pela beleza das letras. Numa época em que falta poesia às canções, é bom ouvir músicas que vão além das frases fáceis, cotidianas.

A música que compartilho fala de sentimentos, mas numa perspectiva em que o outro é quem nota a dor alheia. E ao fazer isso, estende a mão e diz: “vou consertar você”.

Impossível não se deixar envolver pelas primeiras frases de “Fix you”. Elas parecem traduzir a vida de muitos de nós.

Quando você faz o seu melhor, mas não tem sucesso
Quando você recebe o que quer, mas não o que precisa
Quando você se sente tão cansado, mas não consegue dormir
Preso em marcha-ré

E as lágrimas escorrem pelo seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Quando você ama alguém, mas isso se desperdiça
Poderia ser pior?

Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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MikesChair é uma banda de música cristã contemporânea que nasceu nos dormitórios de uma universidade americana. Embora ainda pouco conhecida por aqui, a banda se destaca nos Estados Unidos desde 2009, quando gravou “Can’t Take Away“.

O primeiro álbum de MikesChair foi lançado em 2006, por iniciativa do próprio grupo e sem divulgação de nenhuma gravadora.

A música que compartilho faz parte do último disco. “Someone Worth Dying For” tem uma letra belíssima. A canção fala de dramas que muitos de nós conhecemos. Não importa se é o homem, a mulher, o jovem ou a criança. Por vezes, queremos encontrar o propósito da vida. Queremos respostas. Saber que somos bonitos, inteligentes… Saber que temos valor. Entretanto, por não acreditarmos em nós, vivemos como almas errantes.

A música é um apelo ao próprio Cristo para que Ele nos ajude a acreditar que nossa vida tem sentido.

Vamos ouvir?

Ah… e as imagens do clipe por si só já possuem uma mensagem especial.

Na segunda, uma música

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Eu diria que a música de hoje não tem muito a ver comigo. Não é a minha cara, digamos. Entretanto, faz parte daquela lista de músicas que descobri depois de perceber que já era pai de um adolescente e de uma garotinha entrando na adolescência. Também se trata do tipo de ritmo que a gente ouve com frequência nas acadêmias. Por isso mesmo, acho que aprendi a gostar.

Compartilho justamente por esse caráter “moderno”. E por se tratar de um “novo” que, embora se enquadre na lógica da chamada indústria cultural, tem uma proposta criativa e de um francês que tem se consagrado como um dos melhores no gênero.

Estou falando de “Without you”, hit de David Guetta. O DJ é mestre das pistas de dança. Grandes nomes da música contemporânea já fizeram vocal para suas criações. Na música de hoje, quem interpreta é o cantor, dançarino e ator americano, Usher, considerado o príncipe do R&B.

Without you começa dizendo…

O que achou que eu ia fazer?
Arrumar minhas coisas e partir sem você?
Quantas vezes eu preciso provar que não vou embora sem você?

Vamos ouvir?

Morre Lucio Dalla

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Li há pouco sobre a morte de Lucio Dalla. Quando vi que o cantor, um dos mais importantes da Itália, havia falecido, decidi homenageá-lo no jornal. Lembrar de uma de suas músicas mais famosas, “Caruso”. Fiquei surpreso, porém, ao descobrir que alguns amigos que fazem o CBN Maringá junto comigo, entre eles o produtor Carlos Emori, desconheciam o trabalho de Lucio Dalla. Nem tocando a música, lembraram. Então, optei por compartilhar também no blog.

O italiano não foi apenas cantor. Foi músico, compositor… um artista completo. Dalla não produziu apenas sob a lógica do mercado musical. Foi além… Conseguiu fazer experimentações, inclusive rítmicas. Tanto talento garantiu uma carreira de muitos anos. Durante cerca de 50 anos, apresentou-se para diferentes públicos.

Uma das músicas mais conhecidas de Lucio Dalla é “Caruso” (vale ver a tradução; a letra é maravilhosa). Com ela, Luciano Pavarotti vendeu cerca de 9 milhões de um único disco. Já Andrea Bocelli vendeu ainda mais: 16 milhões de cópias.

Então, embora hoje não seja segunda-feira, cá está a música.

Lucio Dalla nasceu em Bolonha no dia 4 de março de 1943. Ele morreu vítima de um ataque do coração. O italiano estava na Suíça para uma série de apresentações.

Na segunda, uma música

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Difícil definir Renato Teixeira. Ele se diz um cantor do folclore brasileiro. Acho que tem razão. Suas canções traduzem a vida cotidiana, nosso jeito de ser. Cá com meus botões, penso que a arte tem a ver com a alma do próprio artista e do momento em que ele vive. Mas ele faz isso retratando a simplicidade – e por isso, a beleza – da vida. Por isso, gosto da produção do Renato, um cantor caipira.

Hoje, compartilho “Amizade sincera”. Os verdadeiros amigos são raros. Poucos são aqueles com os quais podemos contar em todas horas. Mas, felizmente, existem. E são para estes que Renato canta:

Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo

Vamos ouvir?

Luan Santana, decadente?

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Lauro Jardim, colunista respeitado da Veja, revela que o cantor está em baixa.

Fato ou não, quero refletir sobre o assunto. Não pelo Luan Santana, necessariamente. Mas pela efemeridade do sucesso.

Usamos o adjetivo “artista” para falar de cantores como Luan, Michel Teló, Gustavo Lima etc etc. Entretanto, se é arte o que eles fazem, por que perdem o brilho em tão pouco tempo?

No mundo contemporâneo, poucos são os que conseguem consolidar uma carreira. Tudo é coisa de momento.

Hoje, o momento é do Teló e seu “Ai se eu te pego” (ou já tem outro no topo das paradas?). Ontem, foi o Luan Santana. Amanhã… quem será?

Os artistas de hoje escrevem seu nome na história por momentos de sucesso. E não por uma carreira.

Isso tem muito a ver com o comportamento da sociedade, que reclama por novidade, e da própria produção artística, que é vazia.

Na música, por exemplo, acordes fáceis, refrões repetitivos, frases de simples memorização… são parte da estratégia. E a música “gruda” na cabeça das pessoas. Até quem não gosta, sem querer, começa a cantarolar.

Acontece que coisas fáceis perdem a graça rapidamente. Enjoam.

E junto com as músicas, enjoamos dos artistas que as interpretam.

Poucos são capazes de se renovar e manter-se em evidência. Até porque a indústria cultural é um verdadeiro balcão de negócios. E, se o público quer novidade, não se furta em apresentá-las. Por isso, tantas carinhas e vozes novas todos os dias no rádio e na televisão.

É ruim isso? Depende do ponto de vista.

No que diz respeito a mim, não sou afetado por essa urgência de uma música nova, de artistas que vão e vem. Tenho impressão que eles (os artistas) acabam reféns dessa lógica e, por isso, sofrem mais que o público.

Sobre o público, o problema é outro…

Parece-me que o gosto musical apenas reflete a pobreza estética de uma cultura formada sem bases muito sólidas. A efemeridade do sucesso artístico apenas reproduz os demais valores (ou da falta deles) de nossa sociedade. A questão, portanto, vai além do simples gosto. Tem a ver com o tipo de formação que temos.

Na segunda, uma música

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Este espaço representa um desafio pessoal… Gosto de música. Porém, não posso dizer que sou um ouvinte da produção contemporânea. Por isso, compartilhar uma canção todas as segundas-feiras, me leva a descobrir coisas novas. Talvez não seja para os leitores e amigos, mas, para mim, muitos dos artistas que estão aqui eram até então ilustres conhecidos.

É o caso da banda que escolhi para hoje. Quando vi o nome “Lady Antebellum” pela primeira vez, pensei que fosse uma cantora. Descobri que se trata de uma banda country pop. A musicalidade é agradável.

A herança musical de dois membros do grupo e um empurrãozinho da indústria fonográfica ajudaram na sua formação em 2006.

Um dos primeiros sucessos de Charles Kelley, Dave Haywood e Hillary Scott foi “I run to you”. Vale ouvir.

Na segunda, uma música

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A escolha do artista desta segunda-feira é um tanto óbvia. Com a morte de Whitney Houston, não poderia compartilhar algo diferente.

Nessas mais de 100 segundas-feiras de música do blog, nunca trouxe aqui nada de Whitney. Apesar de me encantar com a voz e muitas de suas canções, a intérprete fazia parte daquela lista de artistas que tiveram o talento consumido pelas drogas.

Por conta disso, não tinha o mesmo brilho. Muitas de suas aparições mais recentes foram vexatórias. Nada lembrava os tempos de glória.

Talvez minhas melhores lembranças da cantora sejam de sua perfomance ainda nos tempos de “O guarda-costas”. O filme traz Whitney no grande momento da carreira. Sucesso de bilheteria, trilha sonora do filme entre as dez mais vendidas de todos os tempos e a música tema, I Will Always Love You, consagrada como a mais vendida de 1992 e a 6ª mais vendida de todos os tempos.

Hoje, ao homenagear Whitney Houston, compartilho a última música que considero relevante na carreira da americana, I look to you.

Gravada em 2009, a canção parece revelar o momento vivido pela cantora. Há uma espécie de súplica a Deus.

Ela diz:

O meu amor foi todo destruído (oh Senhor)
As minhas paredes caíram sobre mim

E Whitney continua:

A chuva está caindo
A derrota está chamando (me liberte)
Preciso de você para me libertar
Leve-me para longe da batalha
Preciso de você para brilhar sobre mim

Mas ao dizer “eu olho pra você”, a cantora encerra sua música num tom de esperança.

Quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção
Eu olho para você

Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Dia desses comemorei o fato de completar 100 posts deste espaço. O “Na segunda, uma música” já trouxe vários artistas. Alguns, mais de uma vez. Porém, nunca compartilhei nada de Maria Bethânia. E olha que fiz vários ensaios. Mas sempre alguma outra canção roubava minha atenção. Hoje, não deu para fugir. Afinal, Bethânia é uma das mais completas intérpretes brasileiras. É verdade que muitas de suas canções – das mais conhecidas e cantadas – são de outros artistas. Ainda assim, a baiana sempre consegue dar um toque diferente para essas músicas. Sua bela voz parece garantir uma emoção nova.

Para esta segunda, optei por compartilhar uma canção bem simples, mas de letra simplesmente maravilhosa. Estou falando de “Gostoso demais”, composição de Dominguinhos e Nando Cordel. Foi gravada em 1986. Está no disco “Dezembros”, de Maria Bethânia.

Vamos ouvir?

Na segunda, uma música

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Embora atenda um público seleto, tem crescido o número de artistas que produzem um conteúdo mais elaborado. É o caso do II Divo. Trata-se de um quarteto de pop-ópera. Formado em 2004 com cantores que transitam bem em musicais de ópera e canções clássicas. Ainda que o lírico seja valorizado, o grupo tem uma roupagem moderna, inclusive com a apresentação de sucessos de artistas do pop atual.

A iniciativa, que surgiu pelas mãos de um empresário do setor, tem dado certo. Já são quase 30 milhões de discos vendidos.

Hoje, compartilho uma canção tradicional. Uma das mais belas já escritas, interpretadas e gravadas nas últimas 20 décadas. Estou falando de “Amazing Grace” (Graça maravilhosa), escrita ainda no Século XVIII.

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