Debates cancelados…

A Globo cancelou os debates de São Paulo, Rio, Fortaleza e Curitiba.
Em cidades do interior, como é o caso de Maringá, ainda não existe nada definido.

O motivo da emissora é bastante razoável: a quantidade de candidatos.
A Globo entende que mais de cinco participantes torna o debate descartável.

Por mais que algumas pessoas defendam a importância do confronto e questionem a decisão da Globo, os argumentos da emissora são justos e bastante razoáveis.

As pessoas podem até tolerar, mas ninguém está interessado no que fala um candidato nanico. O público quer o confronto dos líderes das pesquisas. São estes que os eleitores querem avaliar.

No comunicado feito pela Globo, a emissora sugere que a sociedade precisa refletir sobre as regras eleitorais. A legislação engessa o processo e cria uma farsa democrática. Quem disse que ser democrático é garantir o mesmo espaço a todos os candidatos? Todo mundo sabe que alguns participam do processo apenas para fazer figuração ou servir aos interesses de determinados grupos políticos. Outros disputam por ideologia; não por acreditarem na vitória.

Alguém desconhecido, que nunca disputou uma eleição, sem propostas e dinheiro para fazer campanha não disputa em igualdade com quem já tem – ou teve – mandato ou tem uma história política. Não é a imprensa quem tem a obrigação de tornar essa corrida igualitária. Até uma prova de automobilismo possui treinos de classificação para definir quem larga na frente. Por que na política tem que ser diferente?

Hoje, a Justiça obriga tratar os diferentes como iguais. É ridículo.

Por conta disso, é mesmo necessário refletir sobre o caráter da legislação eleitoral brasileira. Vale, portanto, a afirmação:

A imprensa deve cobrir o que é notícia, de forma livre e espontânea: aqueles que, ao longo do processo, ganham densidade eleitoral são naturalmente mais bem cobertos, crescem nas pesquisas e asseguram um lugar nos debates. É assim a dinâmica no mundo democrático. É como deveria ser aqui também.

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Nós e a crise…

Conversei hoje com uma economista sobre a crise americana.
A idéia foi esclarecer: a crise afeta o nosso bolso?
A escolhida para a conversa foi a doutora Maria Helena Ambrósio Dias.
Além de professora da UEM, Maria Helena conhece bem a economia americana.
Ela fez o doutorado na Universidade da Carolina do Sul (EUA).

A conclusão do papo é mais ou menos a seguinte:
A crise americana não vai afetar de forma significativa a população brasileira.
Segundo ela, não há motivos para reduzirmos nossos investimentos.
Quem quiser reformar a casa, comprar um carro, trocar a geladeira, enfim, pode fazê-lo sem medo.
Apenas é preciso ter cautela no momento de obter crédito.
É preciso evitar taxas de juros flutuantes.
Precisam ser pré-fixadas.

Para quem tem dinheiro, a situação é ainda mais tranquila.
E uma boa alternativa pode ser o investimento na Bolsa de Valores.
Risco? Sempre tem.
Mas como as ações estão em queda, quem tiver paciência pode obter boa rentabilidade.
O momento não é para especulação. É para longo prazo.
E existem empresas que perderam muito nesses dias, mas são sólidas.
Caso da Vale do Rio Doce, Petrobras… e outras.

Quanto aos Estados Unidos, a doutora Maria Helena aposta que saem da crise.
O maior adversário, neste momento, é a política. Por causa das eleições.

Pesquisas e pesquisas…

Reta final de campanha…
Em Maringá, finalmente as pesquisas foram divulgadas.
Já são três.
Duas da RPC/Ibope e uma da CBN/Souza Lopes.
Todas apontam a mesma coisa, Silvio Barros lidera com folga.
O prefeito caminha para a reeleição.
Se não houver nenhuma grande novidade, já no primeiro turno.

Acho interessante alguns comentários nos mais diferentes blogs.
Tem gente duvidando dos índices.
Apostam que uma “pesquisa séria” apontaria que Silvio Barros não chega a 40%.

Sinceramente, quem faz essa aposta só pode estar noutro mundo.
Embora a campanha esteja tranquila, sem grande mobilização popular, não é difícil identificar a tendência do eleitorado.
O problema é que a gente tem a mania de fazer o recorte da realidade apenas observando as pessoas que estão mais próximas de nós.
Se assim fizermos, o resultado sempre será viciado.
Nosso candidato sempre vai aparecer numa situação mais favorável.
Por isso, é preciso ter humildade pra reconhecer que nossas impressões podem estar equivocadas.

Lembro que, em 2004, cometi este erro.
Trabalhava e era vizinho de eleitores do então petista.
Todos viam o João como favorito.
Demorei para perceber a mudança na tendência popular.
Na época, escrevia uma coluna para o Maringá News, site administrado pelo Angelo Rigon.
Apostava na vitória de João Ivo e só me dei conta de que Silvio era o preferido da população quando os votos começaram a ser contados.

Pode acontecer de novo?
Claro que sim.
Mudanças são passíveis de ocorrer até no dia das eleições.
Depende muito do comportamento do candidato, da militância e das estratégias da coordenação de campanha.

Entretanto, o segundo turno só acontece em Maringá se um fato novo acontecer ou alguém conseguir conquistar os indecisos e ainda tirar votos do líder.

As manchetes…

Destaques dos jornais em circulação nesta terça-feira, 30 de setembro:

– Requião quer aumentar impostos de telefonia, combustíveis e energia
O jornal O Diário de hoje destaca a intenção do governo do Paraná de fazer uma reforma tributária no Estado. Com o argumento de reduzir o ICMS para bens duráveis, o governador envia à Assembléia Legislativa uma mensagem aumentando alíquotas de produtos e serviços de consumo. A idéia do governo é reduzir os impostos dos alimentos, roupas e eletrodomésticos. Por outro lado, aumentar a tributação da energia, gasolina e até telefonia.

– Supermercados abrem 400 vagas
A manchete do Hoje Notícias trata do recrutamento realizado pela Agência do Trabalhador de Maringá. A tentativa é recrutar 400 pessoas para trabalharem em dois supermercados de Maringá, que terão lojas inauguradas no próximo mês. Mesmo sem exigir experiência, há dificuldade para preencher as vagas. Os supermercados são o São Francisco e Cidade Canção.

– Eleições municipais entram na reta final
A manchete do Jornal do Povo ressalta o encerramento da campanha eleitoral. As eleições ocorrem no próximo domingo, quando os eleitores vão escolher os candidatos a prefeito e vereadores. Em cidades como Maringá, com mais de 200 mil eleitores, poderá haver disputa de segundo turno – desde que nenhum candidato a prefeito tenha alcançado a maioria absoluta dos votos na primeira votação.

Diário do Noroeste de Paranavaí
Rejeição de pacote joga mercados do mundo inteiro para baixo

Umuarama Ilustrado

Motorista diz que atirou na casa de juiz

Folha de Londrina
Pacote de ajuda é rejeitado e sacode o mercado

Gazeta do Povo
Plano de Bush fracassa e provoca o caos nas bolsas

Jornal do Brasil

Após colapso, EUA correm atrás de Plano B

O Globo
O pior dia na história das bolsas

Valor Econômico

Sobra aos EUA opção de cortar juro

O Estado de S.Paulo

Congresso dos EUA veta pacote e mercados entram em pânico

Folha de S.Paulo
Congresso dos EUA rejeita pacote de US$ 700 bi; Bolsas despencam

De segunda a sexta-feira, este blog publica os destaques de alguns dos principais jornais em circulação pelo país. Às segundas, o resumo das quatro principais revistas – Veja, Época, Isto É e Carta Capital.

Indecisos…

Na entrevista que fiz hoje com o professor Vicente tive acesso a um dado curioso…
Segundo ele, entre 8% e 10% dos eleitores saem de casa ainda indecisos. Ou seja, podem mudar o voto.
Vejo agora no Terra o resultado da pesquisa CNI/Ibope que amplia este dado. Cerca de 17% devem decidir o voto no dia da eleição. Embora a pesquisa não tenha como foco a cidade de Maringá, dá uma certa esperança aos candidatos que estão mal nas sondagens.

Análise da pesquisa…

Muito boa a análise do professor José Gonçalves Vicente sobre a pesquisa eleitoral em Maringá.
O professor Vicente, mestre em Estatística e Métodos Quantitativos, fez um paralelo entre a pesquisa RPC/Ibope e CBN/Souza Lopes. Ele apontou que o fator decisivo nesta reta final da disputa pela prefeitura de Maringá são os eleitores indecisos. Entretanto, é preciso ficar de olho nos últimos programas eleitorais. Serão eles os principais responsáveis por encantar esse público. Se não houver uma GRANDE novidade, os indecisos devem se fragmentar entre os candidatos, beneficiando diretamente quem está na frente nas sondagens. Ou seja, o prefeito Silvio Barros, o que colocaria fim na disputa eleitoral já no próximo domingo.