Uma doença chamada ciúme…

Texto produzido para o programete que faço na Rede Novo Tempo.

Quero voltar a falar sobre a relação dos pais e filhos… Quero falar sobre este assunto ainda sob a perspectiva da tragédia que aconteceu em Santo André. Por mais que o assunto possa parecer repetitivo, é importante refletir sobre aspectos que dizem respeito a nossa vida. A morte da adolescente Eloá, o drama sofrido pela amiga dela, a Naiara, e a prisão de Lindemberg devem servir de estímulo para aprendermos algumas lições.

A primeira delas: muitos pais estão criando futuros Lindemberg’s. É isto mesmo. Não estou dizendo que os pais estão preparando assassinos. Estou afirmando que tem muito pai e mãe por aí ensinando os filhos a serem egoístas a ponto de entenderem que é direito deles terem acesso a determinados bens. Lindemberg matou Eloá porque entendeu que a menina só poderia ser namorada dele; e de mais ninguém.

Esse rapaz não foi preparado para experimentar a frustração. E a frustração faz parte da educação. O ser humano precisa saber lidar com a frustração. Temos que entender que não podemos ter tudo que queremos. Mas o pai e a mãe que dão tudo que o filho quer estão prestando um desserviço à sociedade. A criança de hoje vai se tornar um adulto que não sabe lidar com os “nãos” da vida. E você sabe, a vida reserva muitos “nãos” pra todos nós.

Infelizmente, Lindemberg não soube ouvir um não da Eloá. A história terminou do jeito que você já sabe…

Além de dizer não para nossos filhos e não poupá-los da frustração, a segunda lição que devemos aprender é: o ciúme é uma doença. É uma doença que precisa ser combatida. E o ciúme também é aprendido. O ciúme surge por insegurança, por falta de auto-estima e pela ausência de uma orientação adequada.

Os pais precisam ficar atentos. O ciúme se manifesta muito cedo. Seja no trato da criança com os amiguinhos ou mesmo no relacionamento da criança com os pais. Quando notado, o ciúme precisa ser tratado para impedir que se torne um sentimento continuo. Muitos crimes passionais são cometidos por ciúme. Isto sugere que esse deve ser combatido.

E aqui um último recado: se você encontrar alguém muito ciumento pelo caminho, evite essa pessoa. Não aceite certos comportamentos como naturais. Em toda relação, um certo cuidado é natural, necessário. Mas quando motiva brigas, retaliações, acessos de raiva, há indicações claras de que o sentimento pode motivar ações irracionais.

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