Acidentes e obras…

Acompanho as notícias de acidentes em Maringá e fico pensando na ausência de investimentos concretos que poderiam evitar mortes. Exemplo: na campanha de 2004, recordo que o então candidato Silvio Barros defendia a construção de um viaduto no cruzamento das avenidas Colombo e São Paulo. A proposta foi abortada em virtude de questionamentos de empresários da região. Eles entendiam que a obra causaria transtornos e prejuízos.

Ontem, mais uma pessoa morreu naquele local. Era uma ciclista. Uma mulher de 44 anos. Morreu após ser pega pelo rodado de uma carreta. O motorista teve culpa? Claro que não. A ciclista foi imprudente? Não. Apenas ignorava o movimento que uma carreta faz num cruzamento de trânsito.

Então, por ninguém ser responsável por provocar o acidente fica tudo na mesma? Infelizmente, sim. Mas não deveria. Gente morre no trânsito por imprudência, mas muitos são vítimas porque o poder público não protege os cidadãos.

Havia indicações claras de que Maringá obteria os recursos necessários para a construção do viaduto da Colombo com São Paulo. Lamentavelmente engavetaram o projeto. E pessoas continuam sendo engavetadas. No cemitério.

Não investir em obras estruturais no trânsito, principalmente criando alternativas aos cruzamentos perigosos, é classificar mortes no trânsito apenas como estatísticas. Nesta semana, chegamos a ouvir o secretário de Transportes Gilberto Purpur declarar que 50 mortes não significava que Maringá tinha um trânsito violento. Sinceramente… Uma única morte deveria nos incomodar.

Talvez o Executivo diga: “estamos fazendo… Temos projetos. O dinheiro do BID está saindo”. Quem teve um familiar morto ontem não quer saber se o problema vai se resolvido amanhã.

É um crime permitir que bicicletas dividam o mesmo espaço no trânsito com carros, ônibus e caminhões. Se o poder público não dá conta de construir ciclovias, viadutos e outras obras que garantam segurança aos diferentes entes que trafegam diariamente, deve-se pelo menos ter competência e coragem para propor leis que impeçam bicicletas cruzando, ao lado de carros e caminhões, avenidas como Colombo, São Paulo, Morangueira, 19 de Dezembro etc.

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