Crítica ao ilusionismo praticado pela Câmara

Mais que tratar criticamente a atitude de parte dos vereadores da Câmara de Maringá, o jornal O Diário colabora nesta quarta-feira com questionamentos preciosos sobre o ilusionismo do corte de cargos comissionados.

O editor e colunista Milton Ravagnani apresentou argumentos que faço questão de reproduzir. Veja alguns trechos:

– Se não bastasse a afronta à inteligência do maringaense, o anúncio de cortes mínimos na quantidade de cargos em comissão na Câmara esconde uma manobra das mais vergonhosas da história política local.

Os cargos serão preenchidos por concurso. Ou seja, não haverá corte de coisa alguma. Meu Deus do céu. O que esse povo está pensando?

Esses vereadores foram eleitos com a promessa de cortar gastos. Cortar. Agora o verbo mudou.

Não se fala mais em reduzir despesas, mas de reestruturar a Câmara. Isso significa o quê? Que os vereadores da legislatura passada estavam corretos, e os cargos se justificam? Se era para ser assim, que ficássemos com eles.



– Não. Não é reestruturação que a comunidade quer. Ela quer diminuição nos gastos. Corte. Economia. É tão difícil assim entender?

Por atitudes como esta que a imagem da Casa avança em geotropismo positivo. Crescendo como rabo de cavalo. Para baixo.

E os vereadores, que tão indignados ficam quando esses assuntos ganham o público, precisam reavaliar suas decisões. Porque referendar atitudes dessa natureza significa não dar à Câmara o respeito que ela merece.

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