Tudo perto…

Woman on TelephoneA revista Isto É trouxe uma reportagem sobre a preocupação que hoje existe de morar perto do trabalho. Mais que isto: trabalhar, estudar, comprar, divertir-se tudo perto de casa.

É meu sonho de consumo. Acho que é o sonho de muita gente. O trânsito é o motor desse desejo. Para quem circula por quilômetros para chegar ao trabalho, à escola dos filhos, à igreja etc, o desgaste físico e mental é muito grande.

Em Maringá, por exemplo, tem se tornado comuns os congestionamentos. Estamos longe do caos de cidades como São Paulo. Mas o fluxo nas vias públicas tem sido comprometido pelo aumento da frota de veículos. É carro demais para engenharia de tráfego de menos.

Além disso, o motorista de Maringá deixa o trânsito ainda pior. Falta educação, respeito, gentileza e fiscalização (humana, com agentes de trânsito e não equipamentos). Motoristas que param em fila dupla, que trocam de faixa de forma abrupta, que não sabem estacionar, que entram na via desrespeitando a preferência são algumas das infrações mais comuns.

Essa combinação – engenharia ruim, falta de fiscalização e motorista ruim ou mal educado – é trágica. Muitos acidentes, gente ferida, mortes e trânsito comprometido. É impossível não se estressar. Eu sinto dor no estômago toda vez que penso em sair de casa. Mas não tem jeito. São pelo menos seis “viagens”/dia. Quase 50 quilômetros rodados.

Por isso, é impossível não idealizar uma vida onde tudo esteja perto, ao alcance. Na Isto É, há exemplos de pessoas que têm tudo nos limites de uma quadra – ou no máximo em duas ou três. A pessoa caminha até o trabalho, faz curso, leva o filho para escola, realiza compras etc sem necessidade de carro, moto ou transporte coletivo.

Mas morar perto de tudo custa caro. É privilégio de poucos. No meu caso, só sonho. Sonho meu e da família, acalentado na periferia – longe de tudo e meio que esquecida pelo poder público.

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Um comentário em “Tudo perto…

  1. Nas cidades grandes e médias, o que falta é um melhor planejamento urbano para que os empregos na iniciativa privada e nos órgãos públicos não fiquem tão concentrados nas áreas centrais. É isso que faz o trânsito ser muito caótico nos horários ditos de pico, com muita gente tendo que levar horas se deslocando entre casa e trabalho. É difícil, para quem mora em bairros mais afastados e não tem interesse em trabalhar como autônomo, conseguir emprego perto de casa.
    Sou de Porto Alegre/RS, uma capital onde a zona sul é bem grande e com bastantes áreas de preservação ambiental, e justamente aonde a expansão imobiliária está chegando, pois “não há mais para onde crescer” nesta cidade.

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