Zina, um ídolo dependente químico e com problemas mentais

Talvez a pessoa da mídia que eu mais cite por aqui seja a Rosana Hermann. Primeiro, porque de certa forma ela é inspiração para centenas de blogueiros deste país. Segundo, porque tem uma inteligência rara; por fim, visão ampla – e sem preconceitos – do que é a mídia.

Hoje, aniversário do Zina – que, por suas piadas com o cara do Corinthians, tem me criado situações não muito confortáveis no dia a dia -, a jornalista fez um texto lúcido a respeito do drama desse “humorista” do Pânico que conquistou o Brasil. Rosana pontuou questões importantes. Entre elas, as debilidades do Zina e nossa, digamos, vocação para achar graça de pessoas que precisam de ajuda.

[…] o presente de aniversário que eu acho que o Zina precisa ganhar é um tratamento. Tratamento para sua dependência química, tratamento para seus transtornos mentais para tudo o que ele precisar.

Porque não é justo que um ser humano sofra ou que riam de suas debilidades. […] Mas também não é justo construir um país que só consegue ofecer como exemplo de ídolo, um dependente químico com problemas mentais, que se torna engraçado por falta de tratamento.

Anúncios

Dependentes da internet

O uso da internet tem sido um tema recorrente em nosso blog. Contudo, quero voltar ao tema.

Relendo algumas reportagens antigas da revista Isto É, encontrei, na edição do dia 15 de agosto (2008), um tema que quero compartilhar. Trata-se de uma iniciativa do Hospital das Clínicas de São Paulo. O hospital lançou um novo serviço: um programa de atendimento aos usuários com dependência de internet.

Isso mesmo. A internet que informa, a internet que diverte, a internet que possibilita uma comunicação rápida e fácil é a mesma que tem tornado milhares de pessoas viciadas.

Para se ter uma idéia, calcula-se que 10% daqueles que usam a rede já estejam dependentes. Essas pessoas não conseguem passar um único dia longe da tela do computador.

De alguma forma, identifico-me com este público. Às vezes me pego navegando, navegando… Saindo do nada e indo pro lugar nenhum. Coisa de louco mesmo.

Entretanto, um fato que preocupa é que parte significativa desses dependentes é formada por adolescentes e jovens. Ou seja, quanto mais jovem maior é o risco de se tornar um viciado em internet.

Deve-se ainda considerar que, para esse público, a internet já é a principal fonte de entretenimento.

Existem algumas características que identificam o vício. Entre elas, o tempo que se passa navegando. Quanto mais, maior é a dependência. Por outro lado, o viciado também pode ser identificado quando não consegue estar satisfeito se for afastado ou tiver que passar um único dia longe do computador.

Caro amigo, o assunto pode até parecer bobagem para você. Mas quero dizer que a situação é muito mais preocupante do que você pensa. O serviço de atendimento do Hospital das Clínicas de São Paulo não surgiu por um preciosismo da direção daquela instituição. O hospital criou esse programa por que existem milhares de pais que já não sabem o que fazer para tirar os filhos da frente do computador. Tem adolescente ficando até 40 horas ininterruptas conectado na internet.

E pior é que o vício começa sem que a pessoa perceba… O que hoje parece normal, amanhã pode ser um quadro de dependência psicológica.

O assunto é mesmo sério. Semelhante a textos anteriores, não quero aqui ser o chato que diz para você ficar longe da internet. De jeito nenhum. Também uso a rede, gosto de navegar, pesquiso informações diversas, leio notícias, tenho blog pessoal, twitter, perfil no orkut, facebook, enfim, uso muito a internet. Mas procuro usá-la a meu favor. No entanto, é preciso reconhecer que o mundo digital esconde riscos.

No mundo contemporâneo, não apenas vícios como bebida, cigarro e outras drogas são capazes de tornar as pessoas dependentes. A internet também vicia. E pior que isso. A rede tem tirado muita gente da sintonia com o mundo real. Alguns chegam ao ponto de se tornarem incapazes de manter um diálogo olho no olho. Por fim, vale acrescentar que dependentes de internet têm se tornado pessoas irritadas e frequentemente sofrem com quadros de depressão.

Prêmio Fundacim: Faculdade Maringá levou todos

Não dá pra negar o orgulho… De novo, nossos acadêmicos mostraram competência e aplicação. Na categoria acadêmico, os três prêmios foram conquistados por alunos de Jornalismo da Faculdade Maringá. Veja a lista:

1º lugar: Murilo Tomazi Battisti
Título: Anjos da noite

2º lugar: Cristiane Brito Santana, Elisabeth Natale, José Douglas Cardoso Pereira, José Luiz de Souza e Willians Zanchim
Título: Esperancinha mil

3º lugar: Tathianne Akemi Chiquette
Título: Gente que faz a diferença

Parabéns meninos e meninas! Vocês têm feito por merecer esse reconhecimento. Sigam em frente!

Aqui as fotos com todos os premiados. Clique sobre a imagem para ampliar e fazer download.

Prêmio Fundacim

CBN é destaque no prêmio Fundacim

O prêmio Fundacim de Jornalismo mais uma vez consagrou os profissionais da CBN Maringá. A repórter Luciana Peña conquistou o prêmio principal em radiojornalismo. Já Murilo Battisti levou o primeiro lugar na categoria acadêmico – ele é estudante do último ano de Comunicação Social.

Parabéns aos amigos Luciana e Murilo!

Os próximos adversários de Palmeiras e São Paulo

Os palmeirenses estão com a bola cheia nesta sexta-feira. Afinal, voltaram a vencer. E ontem se apresentaram em grande estilo. Quatro a zero sobre o Goiás. Mas, afinal, quais as chances do Verdão ficar com o título?

Veja abaixo os próximos adversários do Verdão e de seu principal rival na disputa pelo campeonato, o São Paulo.

Palmeiras
1/11 – Corinthians (casa)
8/11 – Fluminense (fora)
11/11 – Sport (casa)
22/11 – Grêmio (fora)
29/11 – Atlético Mineiro (casa)
6/12 – Botafogo (fora)

São Paulo
31/10 – Barueri (casa)
4/11 – Grêmio (fora)
14/11 – Vitória (casa)
22/11 – Botafogo (fora)
29/11 – Goiás (fora)
6/12 – Sport (casa)

Uma olhadela na tabela dá impressão que o São Paulo tem caminho mais fácil na luta pelo título. Teoricamente, é claro. Até por que não apenas Palmeiras e São Paulo estão na disputa.

Novas mídias, uma outra exclusão

Estamos sofrendo interferência direta das novas tecnologias. As mídias tradicionais estão sob intensa pressão para se adequarem a uma nova realidade. Adaptar-se é palavra de ordem.

Entretanto, toda vez que acompanho essas discussões tenho impressão que, no Brasil, estamos aumentando o abismo entre as classes. Afinal, os especialistas apontam que o futuro da comunicação passa pelo celular e pela internet. Entretanto, esses serviços ainda são caríssimos por aqui. Quem terá acesso? Basta fazer as contas. A gente conclui rapidinho que um universo imenso de pessoas vai continuar de fora.