Por um mundo melhor

Tenho algumas manias. Como todo mundo. Claro, algumas são boas. Outras, nem tanto. Entretanto, só quem está convive comigo pode avaliá-las melhor.

Entre os hábitos que tenho está o de desligar o celular sempre que vou falar com alguém. Entendo isto como uma forma de respeito ao outro. Afinal, não é nada agradável estar falando com uma pessoa e o telefone tocar.

Hoje, estava conversando com um conhecido que não via há algum tempo. Era um papo informal. Nada muito sério. No meio da conversa, o celular dele tocou. Tirou o aparelho do bolso e simplesmente interrompeu a ligação. Não fez comentário algum. Apenas continuou a conversa.

Minutos depois, quando sentei diante do computador, postei no Twitter:

Ganha minha admiração quem – quando está falando comigo e toca o celular – tem a capacidade de desligar o aparelho.

Volto a dizer. É uma questão de respeito. Os telefones são importantes. Quem está do outro lado tem um motivo para ligar. No entanto, tornamo-nos reféns desse aparelho. Ele é capaz de interromper qualquer conversa, qualquer reunião.

Não foram raras as vezes que passei minutos e minutos, quase horas, na sala de alguém tentando discutir algum assunto, mas não conseguia por causa do “simpático” telefone. A cada frase, uma ligação. Impossível.

Desperdiça-se um tempo enorme, de duas ou mais pessoas, pelo simples fato de não haver capacidade para manter o aparelho desligado por alguns minutos.

Na verdade, a impressão que tenho é que a pessoa ali a sua frente não está presente. Ela é o típico “presente, ausente”. Tem-se o corpo físico, mas não se tem a mente, o coração.

Culpa da tecnologia? Não. As ferramentas tecnológicas não podem ser responsabilizadas por nossa incapacidade de lidar com elas e priorizar o que de fato é prioritário.

Por isso, quando o outro é capaz de não atender o telefone, é como se estivesse dizendo: “você é importante. Nossa conversa me interessa. Quero ouvi-lo. Estou falando com você… Nada mais importa”.

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Palanque cai em Paiçandu; Requião estava nele

O que era para ser um ato político terminou em confusão. O governador Roberto Requião estava em Paiçandu. Participaria da entrega de ônibus escolares. Mas o palanque desabou. A estrutura metálica não suportou.

A repórter Luciana Peña estava lá. Trouxe as informações ao vivo no CBN Maringá. Ela ouviu policiais e até autoridades, vítimas do desabamento. Os deputados Luiz Nishimori e Enio Verri falaram sobre o assunto.

Nishimori considerou a queda do palanque uma tragédia. Verri passou mal por causa do susto. Estava com a pressão muito alterada.

Nenhum deles sofreu ferimento grave. Mas a queda deixou todo mundo com muitas dores. Afinal, caíram de uma altura de aproximadamente três metros.

O governador saiu com ferimento no pé. Mas foi rapidamente socorrido pela equipe de segurança. Foi retirado do local de helicóptero.

Fato lamentável. Embora, previsível. Nunca se sabe qual a resistência desses palanques. E sempre há muita gente disposta a subir neles para aparecer nas fotos.

Acordo permite corte de internet, sem aviso prévio ao usuário

A União Europeia aprovou acordo que permite que a internet de usuário seja cortada sem aviso prévio. Embora alegue isto só será feito após investigação justa e imparcial, o acordo não é claro em que situações o cidadão poderá perder o serviço de acesso à internet. Fiquei com a impressão que a medida poderá permitir abusos, violar os direitos do cidadão.

Aumento do álcool: perdemos duas vezes

Abrimos o CBN Maringá desta manhã tratando do aumento do preço do álcool. Encontramos motoristas que já preferem encher o tanque com gasolina, pois as diferenças entre os combustíveis não chegam a ser significativas.

O aumento no preço do álcool nas usinas é uma realidade. Por conta da cotação no mercado internacional, os produtores têm optado por transformar a matéria prima em açúcar. Afinal, a lógica que move o produtor é a do lucro.

Se o açúcar dá mais dinheiro, não há razão para produzir álcool.

Ao optar pelo açúcar, o produtor ganhou duplamente. Com o açúcar e com o álcool. Ao reduzir a oferta de combustíveis no mercado, o preço disparou.

Mais uma vez, o consumidor paga a conta. Duas vezes, é preciso lembrar. Está pagando mais pelo açúcar e na hora de abastecer.

Aqui em Maringá a situação é ainda pior, pois não existe concorrência. Cascavel, por exemplo, tem o preço mais alto do Paraná. Entretanto, enquanto tem posto vendendo por R$ 1,87, há outros que comercializam o produto por menos de R$ 1,60.

No caso de nossa cidade, não tem para onde correr. Os preços são alinhados. As diferenças não superam três centavos. Um desrespeito ao consumidor.

As manchetes do dia

Leia aqui um resumo das manchetes dos jornais de Maringá. Em destaque, a abertura das Olimpíadas Escolares. O Diário lembra que o evento esportivo não poderá contar com o ginásio Chico Neto. A reforma do principal ginásio da cidade não foi concluída a tempo para sediar a competição.