Uma mulher na presidência

Li há pouco um dos textos mais lúcidos que já encontrei sobre as eleições de 2010. Trata-se de um artigo do professor Carlos Pio, da Universidade de Brasília e pesquisador visitante da Universidade de Oxford, Inglaterra.

Ele sustenta uma tese que já especulei com meus botões, mas sempre achei um pouco ilusória – coisas da cabeça de um jovem jornalista, ainda sem grande experiência no mundo da política.

Dilma será eleita presidente da República.

Para quem olha as pesquisas eleitorais, talvez essa seja uma tese absurda. Mas os argumentos do professor nos fazem compreender por que a ministra chefe da Casa Civil deve faturar o pleito.

Talvez o aspecto fundamental da questão seja: “Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?”.

A resposta para esta pergunta vai determinar o resultado da disputa. Afinal, o que a oposição tem de diferente para oferecer? Melhor administração e menos corrupção não são bandeiras que “pegam” o eleitor.

E os projetos que poderão distinguir a oposição da candidata governista não possuem apelo popular. Por exemplo, o que significam reforma tributária e reforma política para metade da população? O que as pessoas entendem sobre a infraestrutura em frangalhos de nosso país?

O eleitorado mede o candidato pelo seu bolso. Ele está vivendo melhor? Está ganhando mais? Está comprando mais? Este governo garantiu a ele o direito de ter um sofá novo, um fogão novo, uma tevê nova, uma geladeira nova? O eleitor tem dinheiro para fazer um churrasquinho no fim de semana?

Se a resposta for positiva, ele não vai apostar no desconhecido. Quando o presidente Lula colocar na mesa – “o que vocês querem? O certo (emprego, renda etc) ou o duvidoso?” – qual será o resultado?

As pessoas gostam de sentir seguras. Até que ponto José Serra (ou Aécio Neves) vão conseguir escapar na marca de “duvidoso”? Dá pra arriscar no candidato da oposição? Aquele que foi ministro do outro (FHC)? A gente não pode esquecer que as lembranças últimas do governo tucano não são as melhores para a população.

O professor Carlos Pio pontua que as pessoas se sentem seguras todas as vezes que:

1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão.

Este é o quadro atual do país. O governo Lula tem falhas de várias espécies. Convive e tolera a corrupção, é pouco eficaz na gestão e no planejamento estratégico, não consegue fazer andar seus próprios projetos, e ainda sofre de arrogância aguda com recaídas autoritárias. Entretanto, não se pode negar que a vida do brasileiro está melhor.

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Professora cala aluno com fita crepe

Uma professora foi demitida após “colar” a boca de um aluno com fita crepe. O caso aconteceu numa escola particular em Minas Gerais, na cidade de Sete Lagoas. A professora tem 26 anos. É recém-formada.

O fato é lamentável. Mas a professora deve ter ficado desesperada. Ninguém cola a boca de um aluno por prazer, maldade. Ainda mais tendo acabado de sair da faculdade – com tantas teorias na cabeça.

Claro, faltou experiência. Mas foi descontrole. Ainda pode aprender muito… Inclusive com esse fato. Talvez não tenha vocação para educadora. Nesse caso, o fato pode ajudá-la a repensar e abandonar a profissão.

O problema é que teve o nome divulgado na imprensa. Agora corre o risco de linchamento público.

Contrato com a OI: terei mais sorte agora?

No ano passado, sofri seis meses com a Brasil Telecom. Depois que contratei serviço de banda larga, quase enlouqueci. Cheguei a receber fatura superior a R$ 800,00. Felizmente, depois de muita luta, reclamações, registros no Procon, a situação contratual foi normalizada e passei a pagar um valor justo.

Justo é modo de dizer. A operadora nunca cobrou o contratado. Sempre paguei de R$ 3 a R$ 8 a mais que o acertado. Pelo histórico de problemas, paguei sem reclamar. Injusto, é claro. Afinal, imagine só quanto a empresa lucra a mais, mensalmente, cobrando esses pequenos “adicionais” de seus clientes? A conta é milionária.

Hoje, mudei o contrato com a operadora. Já não é mais Brasil Telecom. Agora é a OI. Os serviços são os mesmos. Mas pelo menos não há fidelidade de contrato. A empresa alega que posso rompê-lo quando bem entender. E sem multa.

Estou apreensivo, mas espero ter mais sucesso dessa vez.