A edição no nosso cotidiano jornalístico

Não aprecio fazer edição de entrevistas. Não tem nada a ver com o fato de ser cansativo. Minha relação com a fala do outro é de angústia. É o pensamento do outro expresso através de palavras. Cortar uma frase daqui, tirar outra dali parece uma agressão ao entrevistado. Pode interferir na produção de sentidos.

Por isso, o sofrimento é grande quando o convidado fala mais que o tempo que disponho para cada bloco da entrevista. Meu lema é gravar dentro de um limite que encaixe na programação. Às vezes, escapa. Aí entra o segundo desafio: convencer o pessoal da produção e da técnica a usar o programa sem cortes. Dá trabalho, mas aqui na CBN o pessoal é de uma gentileza sem igual. Quase sempre chegamos a um acordo.

Em último caso, tiro os exageros das minhas perguntas, um argumento aqui e ali e, se necessário, uma pergunta e a resposta inteiras. É melhor que cortar uma fala do entrevistado que possa prejudicar o sentido desejado quando expunha suas ideias.

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Não desfrutamos a viagem

Postei há pouco no Twitter:

– Aposentado sai para comprar leite, se perde e dirige 700 km. Disse que fez uma viagem agradável e tranquila. Gostei da ideia. Tô precisando.

A história é curiosa. Você pode ver aqui. Mas o que achei mais interessante foi o comentário do aposentado. Ele disse que, quando se chega aos 80 anos, nada mais importa. Por isso, aproveitou a oportunidade de ter se perdido, pegou a estrada e desfrutou da viagem.

Acho que é bem isto que falta aos mais jovens: aproveitar a viagem. Estamos tão focados em conquistar nossos sonhos que não curtimos a vida, não desfrutamos a viagem.

Creche de Sarandi suspende aulas por causa de gripe A

Abrimos o CBN Maringá com a informação de que uma creche de Sarandi fechou por causa da gripe A. A diretora está hospitalizada. A suspensão das aulas é por 14 dias – por recomendação da Secretaria de Saúde do Paraná.

O caso de Sarandi – e outros que têm sido registrados na região de Apucarana – revela que não dá para baixar a guarda. Há necessidade de mantermos os hábitos de higiene.

Não é difícil notar que muita gente já abandonou o álcool gel. Em vários lugares não se encontra o produto disponível para higienização. Recebi relatos de que grandes instituições de ensino retiraram os dispensers.

Em escolas municipais, falta álcool gel. Talvez o produto esteja guardado em algum armário, mas, por exemplo, tem creches com os dispensers quebrados.

Na verdade, a pandemia acabou. Mas o vírus da gripe A continua entre nós. Por isso, não dá para relaxar.

O forte calor não pôs fim ao vírus. Isso sugere que a única maneira de evitar o contágio da doença é manter comportamentos preventivos. Isso é ser responsável consigo e com os outros.

PS- A creche fechada é o centro de educação infantil Julia Volpato.