Os riscos das redes sociais. O caso Facebook

Estou na web há quatro anos. Em setembro de 2005, criei meu primeiro blog. Gostei da brincadeira e me tornei um quase viciado em redes sociais. Hoje, interajo bem com boa parte dessas ferramentas tecnológicas. Entretanto, tenho sempre refletido sobre os riscos dessa exposição.

Aqui mesmo tenho falado repetidamente sobre essa questão. Não tenho como dimensionar o quanto meus textos e fotos nos blogs, twitter, facebook, orkut etc podem representar uma arma contra mim. Em vários momentos, já senti que os riscos são reais. Mas tenho insistido em permanecer na web. Talvez, no futuro, possa até me arrepender.

Bem, mas essa introdução é para tratar do Facebook. Na edição desta semana (12/11), a revista Época trouxe uma reportagem com um sugestivo título “Facebookcídio”. E acrescenta cinco razões para cair fora da rede social.

No Brasil, boa parte dos usuários das redes sociais sempre preferiu o Orkut. No entanto, nos últimos meses, tem crescido o número de adeptos do Facebook. É preciso lembrar que esta rede é a maior do mundo. Supera com grande vantagem o Orkut. Mas, pelo menos por aqui, está em fase de descoberta.

Contudo, essa “descoberta”, segundo a revista Época, pode ser perigosa. Mais uma vez, pela exposição exagerada da privacidade. Muita gente acreditou – e tem acreditado – que o Facebook seria mais responsável com as informações dos usuários. Também se esperava que pudesse ter mecanismos que impedissem – ou ao menos punissem – aqueles que não possuem boas intenções. Não é o que tem acontecido.

São vários os depoimentos de pessoas que tiveram a vida vasculhada na rede. O problema, de acordo com a reportagem da Época, começa com as amizades indesejadas. Estranhos muitas vezes importunam a todo instante pedindo amizade. Gente que disputa sua amizade virtual, principalmente se for alguém de certa conhecido, ilustre.

Também não há privacidade. Se a vida íntima estiver na rede, logo poderá se tornar vítima até mesmo de preconceito.

A Época lembra que o Facebook tem uma ferramenta que representa uma forma assédio. Um assédio virtual. Trata-se do botão para “cutucar” os amigos. A ideia é provocá-los, não deixá-los indiferentes. O que pode parecer brincadeira acaba por servir para alguns como um mecanismo de intimidação e humilhação na rede. Seria uma versão online do bullying.

A reportagem lista dois outros riscos que sugerem a necessidade de, ao menos, ter mais cuidado no uso do Facebook: o rastreamento 24 horas e o risco de demissão. No primeiro caso, a privacidade dos usuários é violada pela própria empresa. O interesse é descobrir os gostos para oferecer produtos. Trata-se de uma estratégia comercial, mas que faz da rede social uma espécie de Big Brother às avessas.

No caso dos riscos de demissão, incluiria o risco de não ser admitido. Como a vida, o pensamento das pessoas estão disponíveis para consulta, uma fala descontextualizada, uma foto pode provocar constrangimento e motivar até mesmo a decisão da empresa de cortar o funcionário ou não admiti-lo.

Por situações como essas, vale a pena ponderar sobre a forma de usar as redes sociais. Ou, até que ponto é interessante se relacionar por meio delas.

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Microchips para controlar cães e gatos

A Prefeitura de Curitiba, através da Rede de Proteção Animal, iniciou um ótimo programa para ter controle da população de cães e gatos da cidade. Foram distribuídos microchips a 29 clínicas veterinárias. Esses “aparelhinhos” serão colocados nos bichos.

A proposta é identificar, de forma eletrônica, os animais a fim de desenvolver políticas públicas de controle da população de cães e gatos.

Será que uma alma inspirada não poderia importar o programa? Maringá precisa de um projeto semelhante. Afinal, o que não faltam por aqui são animais abandonados nas ruas da cidade. E pior, a sociedade tem sido omissa.

Requião quer ser candidato a presidente

A queda do palanque deve ter afetado o governador Roberto Requião. O senador Pedro Simon anunciou que Requião estaria disposto a se lançar candidato à presidência da República. O anúncio seria feito amanhã.

Simon é defensor da candidatura própria do PMDB. Por isso, o gaúcho entende que, após falar sobre sua intenção de disputar a presidência, Requião deve tentar mobilizar as bases do partido nos diferentes estados brasileiros.

Se verdadeira, a iniciativa do governador é interessante. Mas entre o desejo de Requião de ser candidato e a disposição do PMDB de lançá-lo candidato existe um abismo. E coloca abismo nisso.

Yoani Sanchez entrevista Barack Obama

A blogueira cubana conseguiu uma entrevista com o presidente americano. Tarefa difícil, mas possibilitada pelos inúmeros contatos que aos poucos Yoani vem construindo. Ela enviou perguntas para Obama em maio passado. Agora, o presidente respondeu. E trouxe informações preciosas.

Talvez a mais significativa esteja ligada ao desejo de ampliar a relação diplomática entre Estados Unidos e Cuba.

“Há tempos digo que é hora de estabelecer uma diplomacia direta e sem condições, seja com amigos ou inimigos. No caso de Cuba, o uso da diplomacia deveria resultar em maiores oportunidades para promover nossos interesses e a liberdade do povo cubano”.

Para quem ainda não conhece, Yoani Sanchez talvez represente uma espécie de janela aberta para Cuba. Seus textos possibilitam um olhar revelador para a terra de Fidel Castro. Um olhar sem o filtro da censura cubana.

Binários: é preciso apostar e ter paciência

A prefeitura de Maringá anuncia nesta manhã a implantação do sistema binário em Maringá. Quatro avenidas centrais passarão a ter sentido único. Isto, em janeiro ou fevereiro.

Entretanto, o processo para funcionamento efetivo do sistema é bastante complexo. Por isso, várias ruas ganharão novos sentidos. As primeiras mudanças ocorrerão nesse fim de semana. A proposta é promover as alterações em quatro etapas.

Os binários vão causar inicialmente um tremendo transtorno. É inegável. Serão 24 ruas. Em alguns casos, os motoristas terão de mudar toda a rotina, o trajeto que geralmente fazem para ir para o trabalho, escola, igreja etc terá de ser revisto.

Ninguém gosta de mudança. Somos condicionados pelo meio. Mexer em nossa rotina causa sofrimento, desconforto.

Contudo, é preciso ser tolerante. Apostar no projeto que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Transportes. Talvez haja necessidade de adequações futuras. Mas, volto a dizer, é necessário acreditar e dar um voto de confiança ao sistema de binários.

Todo mundo sabe reclamar do trânsito da cidade. Afinal, temos perdido fluidez. Não são raros os pontos de congestionamento nos horários de pico. Então, os binários se tornaram uma necessidade, principalmente pela possibilidade de ganharmos a tão sonhada sincronização dos semáforos.

Por isso, quem se sentir desconfortável, prejudicado, deve ter um pouco de paciência. Deve esperar a implantação total e adaptação ao novo sistema. Só depois poderemos avaliar os benefícios das mudanças. Qualquer crítica nesses primeiros meses será precipitada, irresponsável.