As revistas da semana

VEJA: A nova ciência da pele. Como a descoberta de um prêmio Nobel desvendou o principal segredo da pele e abriu caminho para uma revolução nos cosméticos. Ainda na edição, caso eletronet – José Dirceu: de político a lobista. História, as inéditas cartas de Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek durante o regime militar. Médicos sem fronteira, brasileiros viram referência nas missões humanitárias na África.

ÉPOCA: Chico Xavier e a alma do Brasil. Oito anos depois de sua morte, o mito do médium mineiro é renovado por uma onda de comemorações do seu centenário. O que explica essa popularidade? O Facebook é o novo Google? A rede de relacionamento registra mais visitas que o site de buscas nos Estados Unidos. E quer se tornar o novo gigante no mercado de publicidade on-line. O que é sexo normal? O manual da psiquiatria está sendo revisto. Entre os novos distúrbios deverá estar o impulso incontrolável de fazer sexo.

ISTO É: O relatório final do mensalão. A Isto É teve acesso às 69 mil páginas do processo do STF que trazem à tona novas histórias sobre o esquema de corrupção. Em uma delas aparece o coordenador de campanha de Dilma, o ex-prefeito Fernando Pimentel, como operador de remessas ilegais. Sexo frágil, que nada – única mulher do mundo a vencer corridas na Firestone Indy Lights e na Fórmula Renault, a piloto brasileira Bia Figueiredo. Cristina Kirchner usa as Malvinas para explorar o nacionalismo argentino e o Brasil entra em mais uma briga que não é sua.

CARTA CAPITAL: Que estatização é essa? O Estado forte de que se fala é o mesmo que construiu o capitalismo brasileiro. Mas a mídia nativa anda muito preocupada. Ainda na edição, um perfil de José Dirceu e uma reportagem sobre consumo consciente. Pesquisa mostra que consumidores estão cada vez mais dispostos a apoiar as marcas e empresas que praticam boas causas.

Veja: uma vitória e uma derrota na Justiça

Embora os meios de comunicação tradicionais ainda sejam os principais formadores de opinião, as novas mídias têm possibilitado debates interessantes. Muitos, ideológicos. Todos, porém, reveladores. As diferenças, os posicionamentos, os interesses, a parcialidade… enfim, tudo é colocado ao público.

Entretanto, como os debates muitas vezes ganham caráter difamatório, faz-se necessária a intervenção da Justiça. Nesta semana, a Veja ganhou mais uma ação de indenização contra o jornalista Luiz Nassif e o portal IG. Motivo: as acusações feitas contra o diretor da revista, Eurípides Alcântara. O blog do Nassif relacionou nome do diretor da revista ao banqueiro Daniel Dantas. Custo R$ 100 mil. Mas ainda cabe recurso.

Mas a semana não foi só de boas notícias para a Veja. O colunista Diogo Mainardi foi condenado por injúria. O Superior Tribunal de Justiça entendeu que Mainardi difamou e injuriou o jornalista Paulo Henrique Amorim. Isto, porque o colunista sustentou que Amorim era a voz do PT “na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas”. Mainardi ainda falou da contratação do jornalista pelo portal IG por R$ 80 mil. Condenado criminalmente, terá de pagar três salários mínimos a uma entidade pública assistencial.

Acho que o Muricy queimou a língua

Ele foi demitido do Palmeiras e deixou o clube criticando o elenco. Disse que “com esses jogadores, não dá”. Muricy Ramalho não assumiu que o trabalho dele é que não estava funcionando. Apontou que o time era ruim. Sustentou que Robert não era a solução para o ataque.

Mas, ao que parece, o filme dele é que estava queimado… E ficou agora ainda pior.

Como explicar a vitória sobre o São Paulo (2 a 0) quatro dias depois da goleada sofrida para o São Caetano? Como justificar os 4 a 0 sobre o Flamengo-PI, depois de não ter conseguido eliminar o jogo de volta pela Copa do Brasil? Como manter a tese de que a defesa era ruim se o time não sofreu gols nesses dois jogos? Como dizer que Robert não é atacante para o Palmeiras se o cara marcou quatro gols em duas partidas?

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Em poucos minutos de chuva, alagamentos e prejuízos
Bastaram alguns minutos de chuva para ruas serem destruídas em Sarandi. Na véspera, vias foram alagadas rapidamente no centro de Maringá. Mesmo distante de eventos extremos que castigam outras cidades, situação preocupa e exige providências. Em alguns locais do parque Alvamar, o asfalto foi arrancado pela água, um muro cedeu, um carro foi arrastado pela enxurrada e a lama invadiu residências e lojas.

HOJE NOTÍCIAS: Índice de inadimplência põe comércio em alerta
A notoriedade do comércio local que animou os lojistas apesar da crise mundial do ano passado, agora apresenta novos dados. Segundo a Acim, são mais de 178 mil nomes cadastrados e mais de 376 mil registros inadimplentes. A facilidade de concessão de créditos apresentou um efeito reverso. Muitas pessoas aproveitaram as facilidades, mas estão deixando de pagar.

JORNAL DO POVO: Começa hoje a Maringá Liquida
De hoje até domingo será realizada a 15a edição da Maringá Liquida. Hoje e amanhã, o comércio funcionará das oito às 18 horas e, no domingo, entre 13 e 19 horas. No total, cerca de 650 empresas, incluindo shoppings centers, aderiram à campanha promocional.

Quem disse que leitura dá prazer?

O Questão de Classe desta quinta-feira fala sobre leitura. Nosso convidado é o professor doutor em Letras, Renilson Megenassi. Ele sustenta: ler é a ferramenta mais importante para o desenvolvimento do ser humano. Quem lê, pensa. Mas a leitura nem sempre dá prazer… Pelo contrário, cansa, dói. Dói o corpo, dói a mente. É muito mais fácil deixar de ler. Mas o saber proporcionado pela leitura proporciona, posteriormente, prazer. Afinal, poucas coisas são tão prazerosas quando saber, deter conhecimento.

A edição do Questão de Classe de hoje tem discussões polêmicas. O professor Renilson foi bastante duro, direto e crítico. Sustentou que não há como desenvolver leitura no Brasil se os professores não são leitores. “Ninguém dá aquilo que não tem”. Ou seja, a escola alfabetiza, mas não forma leitores.

Pra falar ao coração…

Gosto bastante dos tweets do Fabrício Carpinejar. O escritor consegue expressar com profundidade e inteligência os sentimentos e conflitos humanos. Veja dois exemplos:

– Eu somente bebo quando estou feliz. Desolado, não ponho álcool na boca, já me basta a ressaca da tristeza.

– Não vou repassar minha dor de amor a um remédio – ela é minha.

Os textos publicados no blog dele também provocam boas reflexões.

Municipalização do serviço de água e esgoto. Não gostei do que vi

Uma comissão de vereadores de Maringá vai a Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais, para conhecer o serviço de água e esgoto daquelas cidades. Por lá, a gestão é dos municípios.

Os parlamentares vão fazer viagem oficial, com tudo pago. Eu também resolvi conhecer os benefícios da municipalização do sistema. Mas optei por viajar até Uberaba pelo Google. Mais rápido, fácil e sem custos.

E o que descobri não me deixou nenhum pouco empolgado. O primeiro problema: não são raras as interrupções de abastecimento. É comum faltar água nos bairros da cidade. E não é de hoje. Pesquisa rápida e básica nos jornais de Uberaba mostram que a população sofre constantemente com o problema há vários anos. Em tempos de pouca chuva, o problema se acentua.

A população reclama. Gente, como o advogado Leandro Correa Ribeiro, diz que a Codau, Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba, presta “um serviço público de péssima qualidade”.

E os preços não são melhores que os praticados por uma companhia como a Sanepar. No ano passado, em agosto, as tarifas foram reajustadas em 11,75%. A menor delas saltou para R$ 21,34. O custo do esgoto, que era de 50% do valor da tarifa de água, passou para 60%.

Em janeiro deste ano, o Jornal da Manhã tratou dos problemas enfrentados pela população da cidade. Sustentou que recebe reclamações diariamente por conta dos serviços prestados pela Codau. E elas são variadas. Vão desde a falta de abastecimento, passando pela ausência de planejamento da empresa até a vazamentos constantes de água. Estes por um motivo simples: pouco investimento na rede. Há muitas obras inacabadas, as tubulações são antigas e não resistem a pressão da água.

Outro jornal da cidade, o Jornal de Uberaba, tratou da corrosão das estruturas. A matéria foi publicada no último dia 10. Trouxe depoimentos de moradores que disseram já estar “acostumados” com a necessidade de quebrar o concreto da calçada para tentar resolver os vazamentos de água. Mas a solução definitiva nunca acontece.

Também não é difícil encontrar queixas contra a companhia em função da cobrança irregular de serviços não prestados.

Essas informações estão disponíveis para qualquer que tiver um pouco de disposição para pesquisar notícias a respeito dos serviços de água e esgoto prestados pela Codau. Ainda não pesquisei sobre a empresa de Uberlândia. Mas não é difícil. Basta usar o Google e saber distinguir quais fontes são um pouco confiáveis, preferencialmente os jornais da cidade.

Claro, o que apontamos aqui não é conclusivo. É interessante ver de perto a qualidade dos serviços municipalizados. Por isso, a viagem da comissão se justifica. Mas, lamentavelmente, o que nossos vereadores verão provavelmente são os resultados oficiais – mostrados pela empresa. Não terão como ouvir a população. E, por isso, talvez o relatório que vão trazer das cidades mineiras não seja assim tão revelador.