Anestesia, amizades, tempo, nossa vida

A amizade é uma das coisas mais preciosas que temos. Às vezes, escolhemos caminhos que nos fazem ter poucos amigos ou ter pouco tempo para eles. Em certas circunstâncias perdemos pessoas queridas simplesmente porque deixamos de alimentar o relacionamento. Creio que todos nós experimentamos isto em alguns momentos da vida. Em certas ocasiões me cobro por estar há tanto tempo sem falar com gente que amo e que guardo no coração.

Felizmente, a vida parece nos dar novas oportunidades. Elas aparecem nas atitudes de alguém ou mesmo num fato que nos inspira a mudar. Noutras situações, a vida nos presenteia e, sabe-se lá por qual razão, traz-nos de volta a chance de retomarmos o que havíamos perdido.

Ontem, me senti assim. Depois de cinco anos, reencontrei uma pessoa muito especial. Nosso contato nesses últimos tempos não foi sequer sombra do que vivemos em nossa amizade. Já havíamos passado por tudo o que bons amigos experimentam. Sorrimos juntos, choramos juntos, mas deixamos escapar essa amizade por nos envolvermos demais com nossos compromissos.

Entretanto, como disse, às vezes a vida nos presenteia com novas oportunidades. Quando por alguns segundos nos abraçamos, a impressão que tivemos era que o tempo não havia passado para nós. O mesmo carinho, respeito, admiração estavam lá bem guardados no coração, apenas esperando a oportunidade de serem revividos.

Depois de conversarmos por minutos que pareciam descolados do relógio, despedimo-nos com a certeza que amizades verdadeiras não morrem. Nas horas seguintes, recordei do texto publicado pela jornalista Eliane Brum no início da semana. Voltei a pensar no quanto perdemos pelo simples fato de abrirmos mão do controle, do gerenciamento de nosso tempo.

Os dias passam, os meses e anos se vão, a vida se esvai e não nos damos conta que invertemos as prioridades. Anestesiados por esta nova forma de viver, deixamos de sentir os gostos, as texturas, os cheiros e de nos relacionarmos. Como escreveu o pesquisador J. Hillman, este é o tempo de voltarmos a ter sensações reais, concretas. “Devolver a alma ao mundo significa conhecer as coisas. Ter relações íntimas, conhecimento carnal”.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Gambiarras urbanas
O crescimento acelerado muitas vezes exige intervenções no projeto original da cidade, que fazem surgir pontos inadequados na sua radiografia urbana. A desconformidade com o padrão do equipamento público gera a sensação de improviso e fere o conceito de cidade planejada.

HOJE NOTÍCIAS: – Apesar da crise, PT e PMDB continuam juntos
Mesmo acompanhado pelo deputado estadual e presidente do PT no Paraná, Enio Verri, o governador Roberto Requião insistiu ontem, em Maringá, nas acusações contra o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “Maracutaia, não”, disse se referindo a um encontro em que supostamente o ministro pretendia fazer pagamento superfaturado para construção de um ramal ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga.

JORNAL DO POVO: – Gripe suína adia Feira Ponta de Estoque
A Feira Ponta de Estoque que tradicionalmente acontecia em julho foi transferida para o mês de setembro, entre os dias 15 e 18, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. A transferência ocorreu a pedido do Comitê da Gripe A. Conforme o Ministério da Saúde, julho deverá ser um dos períodos de maiores índices de contágio da doença.