Uma noite para não esquecer jamais

Queria ter escrito na sexta-feira. Queria falar ainda sob efeito recente das emoções que vivi na noite de quinta-feira. Não foi possível. O dia foi corrido demais e precisava de um pouco mais de tempo para compartilhar os sentimentos tão fortes experimentados num dos melhores momentos que já vivi.

Minha paixão pela educação, por meus alunos, pela academia foi premiada por uma noite inesquecível. Estava com o coração apertado, feliz demais, por ter sido escolhido como paraninfo da turma de Jornalismo da Faculdade Maringá.

Dois anos atrás, fui escolhido como “nome de turma”. Tinha sido uma honra que sequer esperava. Afinal, os alunos que me escolheram tinham passado apenas um semestre comigo. Entretanto, aqueles meses foram tão significativos pra nós que me deram esse presente. Mas, apesar da honra, não pude estar na colação de grau deles.

Dessa vez, foi diferente. Desde o ano passado, programamos esse dia. Era a primeira turma com a qual tinha convivido desde o primeiro ano. Por sinal, um primeiro ano muito intenso. Tínhamos seis aulas. Era uma overdose de “Nezo”. Mas, o que era para ser cansativo, tornou-se uma oportunidade para estreitarmos relacionamentos e construirmos uma boa amizade.

No ano passado, quando concluíram o curso, senti que ali terminava um ciclo. Um ciclo para eles e para mim. Eles, formados; eu, sentindo-me consolidado como educador. A homenagem máxima da turma, ser paraninfo, era uma espécie de certificado, atestado ou algo semelhante. Era como se estivessem me dizendo: “você consegue tornar significativo o ato de ensinar”.

Eles me conheceram quando eu ainda estava dando os primeiros passos na academia. E, se acompanhei todo o processo de crescimento deles, o inverso também é verdadeiro. Meus erros e acertos, eles experimentaram no nosso convívio ao longo dos últimos quatro anos. E, mesmo tendo tido a chance de serem alunos de alguns mestres muito mais experientes que eu – alguns deles foram, inclusive, meus professores -, entenderam que fiz valer a pena os anos que cursaram Jornalismo.

Não, essas afirmações não têm a intenção de fazer apologia ao meu trabalho e nem me declarar como “o professor”, “o cara”. De jeito nenhum. É apenas o sentimento de orgulho de alguém apaixonado pela educação e por seus alunos.

Mas minha alegria quinta-feira não ficou restrita aos aplausos, aos gritos de “Nezo, Nezo, Nezo…” e nem ao discurso emocionado que dirigi a eles, citando nominalmente todos que ali estavam. Fui surpreendido pela homenagem feita pela faculdade. Com direito à presença da minha família, recebi uma “placa” de agradecimento aos serviços prestados como prêmio por ter tido a melhor avaliação entre os professores do curso em 2009. Foi demais!

Saí do teatro feliz da vida. Mas me sentindo desafiado a fazer ainda melhor. É como se a responsabilidade se tornasse ainda maior. Afinal, a cada ano há novos desafios. As turmas são diferentes. Os interesses, outros. É distinta a maneira de reagirem ao estímulo pelo ensino.

Vou dar conta? Não sei. Sei apenas que cada vez sinto mais prazer por estar em sala de aula. Ou como diz meu coordenador, o professor Ricardo Torquato: “a pilha dele não acaba nunca”. Na verdade, não “acaba” por um motivo simples: meus alunos realimentam minha disposição, são minha energia.

Pra concluir, fica minha gratidão e homenagem aqueles que se formaram na última quinta-feira. Na ordem usada em meu discurso: Maika, Polyanna, Valdir, Lucas, Rogério, Sidnéia, Fernando, Ana Paula, Andréia, Carol, Fabiana, Giuliano, Mariana, Murilo, Thabata, Natalia, Milton, Fábio, Dani, Erica, Carlos, Beto, Ronaldo, Rosangela, Justini.

5 comentários em “Uma noite para não esquecer jamais

  1. Então, receba mais um parabéns de minha parte, pois pessoas como você são hoje raras e tão importantes para a sustentação da coluna que é a Educação. Nossos jovens estão carentes, não só de ensino, como também de bons professores.
    Fiz, inclusive, sobre esta carência hoje, um post na semana passada e você poderá, com sua verve jornalística observar como todos falaram de maneira realista e emocionados sobre a atual situação em que vivemos no país.
    Ao Mestre, meu carinho e um super abraço da amiga carioca.

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  2. Realmente, caríssimo, uma noite inesquecível. Tê-lo como paraninfo é uma honra para nós que, aprendemos com suas aulas e experiência como jornalista, algo mais sobre a profissão para a qual estudávamos. A colação de grau foi o ápice para todos e seu discurso, comovente, foi um singelo resumo e homenagem a estes quatro anos tão intensos e produtivos. Obrigado por tudo!

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