Na segunda, uma música

Ao falar sobre os gêneros artísticos para meus alunos, uso um autor que considera a música como a expressão maior da vontade. Vontade, entendida aqui, como desejo, energia, impulso. Ou, a necessidade de exteriorizar o constante vaivém das paixões da alma. Esse mesmo pensador vai dizer que a música trata de nossas “feridas frescas”.

Não, ele não está sugerindo que a a música reflete apenas nossas angústias, nossas dores. Ele mostra que, diferente de outros gêneros, a música identifica o sentimento da alma no aqui e agora, no momento presente – seja qual sentimento for.

Sou crítico da produção musical contemporânea. Entretanto, não posso negar que, como historicamente acontece, ela reflete a alma de um povo. Ou a ausência dela.

Entretanto, independente da qualidade, as músicas continuam identificando nossos sentimentos. Para um apaixonado, é impossível não se apropriar das palavras da Fernanda Mello e do Rogério Flausino, na canção “Só hoje”, para falar à pessoa amada naquele momento de maior saudade, de ausência:

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Os sentimentos humanos são universais. É isto que reflete o valor estético. Quem nunca quis dizer…

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar…
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia…
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Às vezes, em nossas relações, a gente não quer nada mais que encontrar, ter, sentir a pessoa que amamos – ainda que seja para ouvi-la dizer que “fazemos tudo errado sempre”.

Bem, acho que já exagerei para um post que pretendia apenas compartilhar uma música. Então, vamos lá… Pra começar a semana, ‘Só hoje’, J Quest.