Gordos infelizes?

Cada vez que leio os textos da jornalista Eliane Brum mais me apaixono pela sua maneira de escrever, a forma como aborda os mais diferentes temas – mas todos relacionados à vida humana, ao nosso jeito de viver.

Dia desses, usei um texto pra refletir sobre a maneira como vivemos apressadamente sem nos darmos conta das pessoas que amamos. Hoje, gastei tempo para ler a coluna dela publicada na Época online. Sim, é preciso gastar tempo. Eliane Brum sabe escrever. E faz parte do grupo de pessoas que não economiza nos bons argumentos.

Na coluna desta semana, a jornalista fala da maneira como nós tratamos as pessoas gordas. Uma reflexão incrível. Confesso que, ao lembrar de um tema que ando desenvolvendo sobre a necessidade de nos cuidarmos para o parceiro (evitando barriguinha, as gorduras localizadas etc), fiquei pensando se não cairia no lugar comum criticada por Brum.

Ela diz:

O mais disfarçado dos preconceitos vem embalado pelo discurso da saúde. É verdade que a obesidade está crescendo no Brasil. E é verdade que isso é sério. E é legítimo e relevante pensar e discutir o fenômeno com responsabilidade.

Entretanto, a questão é muito mais ampla e complexa:

Hoje a vida tornou-se uma patologia. Difunde-se que muito do que sentimos não deveríamos sentir. O ideal seria só sentir alegria num corpo magro, musculoso e eterno. Para cada sentimento e estado que extrapole estes limites impossíveis há uma patologia e uma penca de remédios e procedimentos cirúrgicos para “curá-la”. Acredito que vale a pena ter um pouco de cautela, enfiar alguns pontos de interrogação na cabeça, antes de sairmos rotulando todos os gordos como doentes. E, pior, com uma doença que dependeria só de boa vontade individual para ser curada.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Baú herda R$ 250 milhões da Dudony em impostos
O Tribunal de Justiça decidiu que o grupo Baú da Felicidade será o responsável pelas dívidas tributárias da rede de lojas Dudony, de quem assumiu os pontos de venda no ano passado. O grupo Baú pagou R$ 33,5 milhões pelas 111 lojas da Dudony.

HOJE NOTÍCIAS: – Preços caem, mas Procon orienta pesquisar
A pesquisa do Procon deste ano apontou produtos mais baratos que 2009. Em Maringá, é preciso pesquisar antes de comprar mesmo com os preços mais em conta. Um mesmo produto pode apresentar variações que ultrapassam 100%.

JORNAL DO POVO: – Procon divulga lista de preços dos ovos de Páscoa na cidade, com variação de mais de 60%

O jornal também trata da pesquisa realizada pelo órgão de defesa do consumidor. O Procon realizou pesquisa entre os dias cinco e 18 de março em oito supermercados da cidade. O Procon alerta que os valores dos produtos estão sujeitos a alterações diárias.