Os Nardoni: todos estariam livres

A madrugada desse sábado reserva o resultado do júri do casal Nardoni. Saberemos qual o destino definido pela Justiça para Alexandre Nardoni e Anna Jatobá. O pai e a madrasta da menina Isabella conhecerão qual será o futuro deles.

Não vou acompanhar a sentença. Talvez veja isso amanhã à noite pela internet. Cá com meus botões, penso que independente do que for decidido, persistirá a dúvida: eles mataram a menina? A insistência e, de certa forma, a coerência na negação do crime me incomodam.

Também acredito que o casal já foi julgado e condenado. Pela sociedade. O júri tem papel secundário no processo. Ainda que fossem inocentados, Alexandre e Anna nunca teriam a vida deles de volta.

Penso ainda nas crianças. Os filhos do casal. Eles perderam o direito à vida juntos com Isabella. Ao que parece, Alexandre e Anna eram bons pais. Por isso, ainda que sejam protegidos pelos avós, levarão pra vida o rótulo de filhos dos “Nardoni”. Essa marca vai ficar neles – no olhar da sociedade e na alma dessas crianças. Sim, se tornarão adultos. Mas nunca estarão livres desse trauma.

Como disse minha filha, hoje no horário do almoço, melhor seria que nunca tivesse acontecido. É verdade. Na sua sabedoria infantil, minha pequena resume nosso desejo. Melhor seria que não houvesse maldade no mundo capaz de pôr fim a vida de uma menina inocente. Todos estariam livres.

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Planejamento em excesso

“Planejamento” talvez seja uma das palavras da moda. Os gurus da autoajuda sustentam a importância de planejarmos carreira e, junto com isso, nossa vida. Está clara a importância de ter objetivos profissionais bem definidos. Também é importante sonhar com conquistas básicas ou outras mais sofisticadas – uma viagem para o exterior, por exemplo. Entretanto, será que não se torna uma espécie de compulsão quando se idealiza a idade com que estará formado, casado, tendo casa, apartamento na praia etc? Isto não faz com que deixemos de apreciar cada vitória para viver em função da próxima conquista? Ambição demais não nos cega? Será que planejar demais não representa muitas vezes tentar planejar quando ser feliz?

Tentamos responder esta pergunta ontem no Questão de Classe. Nosso programa de educação, cultura e comportamento conversou com a psicóloga Rute Grossi Milani. O papo foi bastante produtivo. Numa conversa bastante informal lembramos do quanto é importante relaxar e viver cada dia. Não é simples. Sei disso. Quem gosta de prever cada ação, geralmente sofre com os imprevistos. E mesmo quando eles não existem, sempre há um motivo para planejar uma nova ação. A coisa chega ao ponto de se planejar como será o almoço, o encontro com alguém…

Ter uma certa organização não faz mal a ninguém. Pelo contrário, é importante. Mas não podemos nos tornar reféns de nossos planos. Do contrário, a frustração se torna uma constante em nossa vida.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – 150 empresas na fila por terrenos industriais
A ampliação das empresas e abertura de novos negócios esbarram na falta de lotes disponíveis. Desde a década de 90 não se abrem novos parques industriais no município com incentivos oficiais. A atividade industrial está em expansão. Mas para a construção de um novo distrito industrial, a área precisa ser desapropriada.

HOJE NOTÍCIAS: – Amusep apoia divisão de royalties do pré-sal
Segundo o presidente da associação, Cyllênio Pessoa, os recursos seriam a saída para complementar a receita dos municípios. Ontem, a entidade realizou reunião com representantes dos 30 municípios da Amusep. Cyllênio Pessoa diz que a Amusep apóia o projeto que tramita no Congresso que trata da divisão dos royalties do pré-sal entre os municípios brasileiros.

JORNAL DO POVO: – Prefeitura promove “Escola Aberta” em Maringá
Será no próximo domingo. O programa vai oferecer espaços alternativos para a comunidade desenvolver projetos integrados, melhorando a inclusão social e a qualidade do ensino através da integração entre a escola e a comunidade. Serão desenvolvidas atividades de cultura, esporte, lazer, formação para a cidadania e ações complementares às de educação formal.