O que dá sentido a vida?

É difícil responder esta pergunta. Confesso que minhas tentativas de resposta são muito mais uma provocação filosófica que algo fechado, definitivo.

Todos nós podemos simplesmente passar pela vida ou vivê-la por completo. Mas o que garante essa completude? O que permite fazer com que nossa existência valha a pena?

Para aqueles que acreditam que a vida não termina aqui, o sentido talvez possa ser identificado após a morte. Ainda assim, penso que é preciso tornar significativos nossos dias na Terra – o aqui e agora. Eu diria que não dá para viver apenas pensando no além.

Por isso, se hoje você fosse questionado sobre o que faz a vida valer a pena, o que responderia? Ser feliz? Gosto da resposta. Parece-me empolgante apontar que ser feliz é o que mais se deseja. Mas a cada dia sinto que há um certo egoísmo nessa vontade.

Almejamos a felicidade. Somos movidos por ela. Tudo que fazemos visa, no final, a conquista desse bem. Para isso trabalhamos, estudamos, fazemos amigos, compras, saímos para passear, namoramos, casamos, temos filhos… Construímos uma vida, uma história, na busca pela felicidade.

Mas, confesso, ainda não estou convencido que é a felicidade que dá sentido à vida. Carecemos de algo mais.

Pensava nisso quando recebi uma ligação. Era de uma ex-aluna; hoje, uma amiga muito especial. Nos últimos meses, tenho me empenhado em ajudá-la a entrar no difícil mercado de trabalho do jornalista. Competitivo, com poucas oportunidades para “novatos”, nosso setor nem sempre é muito justo. Conheço gente boa que nunca teve uma chance.

Pois bem, depois de algumas “idas e vindas”, entrevistas realizadas, minha amiga me ligou. Foi contratada. Nos próximos dias, será uma carinha nova na televisão. Ela é competente, bonita, experiente profissional do rádio e muito motivada. Tem tudo para dar certo.

Por que conto essa breve história? Porque fiz algo relevante por alguém. Pude contribuir para realizar o sonho de outra pessoa. E ao fazer isso, fui o maior beneficiado. A felicidade expressa por essa amiga ao telefone, as palavras que me disse, tocaram profundamente meu coração. Sei que os anos podem passar, eu posso deixar de existir, mas minha existência ganhou sentido por ter ajudado alguém.

Sou apaixonado pela educação. Não pela educação formal, conteudista – essa forma de ensino que visa apenas oferecer conteúdo programático, sem se preocupar com o desenvolvimento intelectual, cultural, de raciocínio crítico. Sou apaixonado pela oportunidade de me envolver, integrar, participar do dia a dia de meus alunos. Mas faço isso por reconhecer na atividade uma oportunidade de dar sentido à vida.

Quando sou educador, sou relevante na vida das pessoas. Por isso, a minha acaba por ganhar um significado. Quando atendo esses jovens – dentro ou fora do horário de trabalho -, ouço seus pedidos, vejo os textos que produzem (ainda que não produzidos para as minhas disciplinas), percebo no olhar deles gratidão. E fazer bem a eles me traz felicidade.

Sabe, não quero aqui fazer apologia ao meu trabalho. Não é este o propósito. Compartilho esse sentimento porque tenho aprendido que a vida só faz sentido com a vida do outro. Completamo-nos com o outro. O ato de amar alguém nos humaniza, mas também nos faz semelhantes ao divino. Claro, essa tarefa não é fácil. Ser feliz é imperativo. É isso que o mundo nos ensina. Dessa forma, concentramo-nos em nossos sonhos, desejos e vontades. Acontece que, quanto mais olhamos para nós, mais egoístas nos tornamos. Por outro lado, cada vez que nos doamos, nos dedicamos ao outro, mais felizes somos. E talvez assim a vida realmente faça sentido.

Parque do Ingá: reabertura em julho?

Várias vezes questionei aqui a promessa do município de que o Parque do Ingá seria reaberto até dezembro – do ano passado, é preciso lembrar. Nesta semana, o jornal O Diário e também a Gazeta do Povo trataram do assunto. Não da promessa de abertura em dezembro, mas do fato de que o local segue fechado. Há um ano, o maringaense não pode entrar no parque.

A reportagem da Gazeta apontou que a revitalização do parque é cercada de mistérios. Ninguém pode entrar no local, nem ver o que está acontecendo ali. Ainda traz a informação que a prefeitura sustenta uma nova data para reabertura: julho deste ano. E que o visitante vai se surpreender com as novidades.

A gente aguarda…

16/4: Notas do esporte

RACISMO
Em jogo confuso, com direito a denúncia de racismo, o Palmeiras venceu o Atlético Paranaense pela Copa do Brasil. Placar de 1 a 0. O jogador Manoel, do Furacão, denunciou Danilo por racismo. A confusão teve cabeçada e até cusparada.

CLASSIFICADO
Na Libertadores, o Cruzeiro empatou com o Colo Colo. O jogo ficou 1 a 1. Mesmo com a segunda posição no grupo, a Raposa garantiu vaga nas oitavas da competição.

PAULISTA
E o fim de semana chega com jogos decisivos pelos campeonatos estaduais. Domingo, Santos e São Paulo voltam a se enfrentar numa das semifinais do Paulistão. O tricolor do Morumbi deve ter três atacantes – uma formação para surpreender o Peixe.

TAÇA RIO
No Rio, o Flamengo entra em campo contra o Botafogo pela final da Taça Rio. Jogadores do rubro-negro estão em “pé de guerra”. A derrota de quarta-feira pela Libertadores provocou briga entre o goleiro Bruno e Petkovic.

TÍTULO
O Botafogo quer a vitória para garantir antecipadamente o título estadual.

TÍTULO II
No Paraná, Coritiba e Atlético fazem clássico que pode garantir mais um campeonato para o Coxa. O time só precisa vencer o Furacão para já ficar com o título do Paranaense.

VELOCIDADE
E no domingo ainda tem Fórmula Um. Os primeiros treinos foram dominados pelo inglês Lewis Hamilton.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Há vagas
A manchete trata da oferta de vagas de emprego em Maringá. São 1,3 mil ofertas de emprego; a maioria para homens, com salários entre 1 e 3 mínimos; o mês de março lidera em contratações; ao todo, foram abertas 793 vagas e há expectativa de que abril seja ainda melhor. A reportagem revela onde estão as oportunidades de trabalho existentes.

JORNAL DO POVO: – Dengue causa primeira morte na Cidade
A Secretaria de Saúde confirmou ontem a primeira morte por dengue este ano em Maringá. Tratava-se de um homem, de 37 anos. O paciente foi internado no Hospital Municipal no dia quatro deste mês, depois foi transferido para a UTI da Santa Casa, mas faleceu na segunda-feira. A vítima da doença residia no Jardim Alvorada, que tem índice de 1,8% de infestação do mosquito da dengue.