Aposentado baleado pelo segurança: é mais que racismo

Preconceito? Discriminação? Racismo? Para os familiares, esses foram os motivos que levaram o segurança a atirar na cabeça do aposentado Domingos Conceição dos Santos, 47 anos, quando tentava entrar num banco da zona leste de São Paulo. Ele tinha marca-passo. Por isso, não conseguiu entrar pela porta giratória.

O fato tem sido repercutido na imprensa desde ontem. Infelizmente, não foi – e nem será – a primeira que alguém sofre violência ou mesmo é alvejado por seguranças de empresas.

Onde nasce o problema? Primeiro, na sociedade preconceituosa que temos. Segundo, na pouca tolerância e disposição ao diálogo. Terceiro, no desequilíbrio emocional. Por fim, e nesses casos, o aspecto mais importante: no despreparo desses pseudo-profissionais que cuidam da segurança.

Embora não se possa generalizar, mas o que muitas vezes ocorre é que essas pessoas nem sempre possuem qualificação para garantir a segurança das empresas e dos clientes. Eles estão lá para isso. Mas podem ser eficientes até para intimidar. Porém, intimidar gente honesta – ou bandidos de quinta categoria. Profissionais do crime não temem muitos desses seguranças. Eles são incapazes de dar conta de tal tarefa. Recebem um treinamento fajuta e por vezes não passam por cursos de reciclagem. Como consequência, temos o registro de fatos lamentáveis como esse envolvendo o aposentado.

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