A publicidade infantil é ética?

Este é o assunto do Questão de Classe desta quinta-feira. O programa está nos minutos finais, mas daqui a pouco vai estar no site da CBN Maringá. O doutor em Educação, Raymundo de Lima, professor da Universidade Estadual de Maringá, é o nosso convidado.

Semelhante a outras boas conversas que já tive com ele, o papo de hoje foi sensacional. O tempo verbal é por que o programa foi gravado ontem, quarta-feira.

O assunto preocupa educadores. Alguns pais também. E o principal motivo é que a publicidade tem formado uma nova geração de consumistas. Mais que isso, essa galerinha está crescendo com a ideia de que o consumo traz felicidade. Afinal, a propaganda quase sempre associa a imagem dos produtos a ideia de felicidade, bem-estar, status, superioridade etc etc.

O programa de hoje é uma abordagem mais ampla e atualizada de um artigo publicado tempos atrás pelo professor Raymundo de Lima no Espaço Acadêmico.

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Alunos, respostas, conhecimento

Considero-me um aprendiz de educador. Sou um apaixonado pela educação. Tenho o privilégio de ser professor num curso de ensino superior. É meu orgulho. Na sala de aula, tento reproduzir minhas crenças, principalmente de que o aprendizado se dá através do experimento, da aceitação dos erros, da tentativa de transformar o conhecimento teórico em prática.

Por isso, nunca busco respostas prontas, obvias. Nem apresento questões fechadas. As atividades, inclusive as avaliações, sempre exigem uma elaboração pessoal ou em grupo. Entretanto, uma elaboração criativa. Claro, é um desafio. Afinal, desde as primeiras séries nos acostumamos que as perguntas têm sempre uma resposta previsível. Também fomos formados por um conceito de educação em que o professor diz exatamente o que tem que ser feito pelos alunos.

Não gosto disso. Embora seja um crítico do construtivismo, acredito que o conhecimento é construído e depende da capacidade de reflexão dos próprios acadêmicos. É isso que sugiro que façam, pois a vida é assim. Não existem receitas para os problemas cotidianos. Eles surgem e exigem o melhor de nós. Não encontramos as soluções em manuais, livros etc – ainda que estes possam contribuir para darmos conta de nossos desafios.

Recordo de uma conversa recente com uma amiga recém-formada. Já repórter de televisão, ela conta que não raras vezes se sente perdida diante da obrigação de construir uma reportagem. Lá estão os elementos necessários – o fato, os entrevistados, o cenário etc. Mas como contar a história? Nenhum manual de Jornalismo nos ensina como contar cada história. Oferece-nos a técnica, as possibilidades estéticas de um texto, mas a história será sempre do repórter.

Quando não desafiamos nossos alunos a construírem suas próprias respostas, impedimos que tenham a oportunidade de experimentarem, ainda na academia, um pouco do que representa a realidade do mercado profissional. Claro, nem sempre nós professores acertamos a dose nas atividades propostas. Outras tantas vezes, somos incompreendidos. E, lamentavelmente, na maioria dos casos, provocamos insatisfação.

Culturalmente, muitos de nossos alunos entendem as teorias, trabalhos, atividades e até mesmo as aulas como um peso, uma obrigação. Lá estão para cumprirem a formalidade exigida no caminho que os separa do diploma. Ruim para eles; pior para a sociedade, que perde a chance de se beneficiar da força e motivação de nossos jovens.

De certa forma, temos responsabilidade por essa visão distorcida. Ao longo dos anos, pouco contribuímos para que a educação fosse vista como formação de conhecimento. Trabalhamos muito mais a relação educação para o sucesso profissional, pensando em ganhos financeiros em função dos anos na escola.

Ao fazer isso, criamos a ilusão de que tudo que se aprende tem que ter uma função prática no dia a dia das pessoas. Obviamente, isto não acontece. O aluno se frustra e vive diariamente o intenso desejo de que as férias cheguem o mais rápido possível e de que a escola logo seja apenas uma lembrança no passado.

Dá para mudar isto? Acredito que sim. Mas temos muito por fazer. E, detalhe, o processo de convencimento e mudança de conceitos não se dá de um dia para o outro. Para os que acreditam na educação, exige-se persistência e principalmente capacidade de compreender que nem sempre seremos ouvidos.

27/5: Notas do esporte

TRICOLORES
Noite tricolor no Campeonato Brasileiro. Os clássicos paulista e carioca foram vencidos pelos tricolores. Em São Paulo, deu o time do Morumbi.

SÃO PAULO
O São Paulo venceu o Palmeiras por 1 a 0. Gol de Fernandão. O time do Parque Antártica ainda teve a chance de empatar. Mas Rogério Ceni defendeu um pênalti aos 43 do segundo tempo.

FLUMINENSE
No Rio, o Fluminense superou o Flamengo. Dois a um. Rodriguinho e Conca marcaram para o tricolor das Laranjeiras. O goleiro Bruno diminuiu para o rubro-negro.

É LÍDER
O Corinthians segue líder do campeonato. O timão sofreu pressão e teve dificuldades para empatar com o Grêmio Prudente. Mas no final ficou no 2 a 2.

PEIXE
O Santos garantiu a vitória nos minutos finais. Mesmo sem jogar bem, venceu o Guarani por 3 a 1.

RESULTADOS
Nos outros jogos da noite, Cruzeiro 1, Botafogo 0. Vitória 4, Atlético Mineiro 3. Grêmio 3, Avaí 0.

AGENDA
E hoje tem Vasco e Internacional; Goiás e Ceará; Atlético Paranaense e Atlético Goianiense.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Por não falar português, índio passa um ano no manicômio
Um guarani de etnia indefinida está internado no Hospital Psiquiátrico de Maringá. Associação Indigenista defende que não há motivos médicos para mantê-lo recluso, pois sua defiência é comunicativa. A direção do hospital aponta que nenhum paciente fica internado no hospital sem a necessidade de acompanhamento médico.

HOJE NOTÍCIAS: – Funcionários dos correios cruzam os braços por 24h
Dezenas de carteiros e funcionários dos correios de Maringá cruzaram os braços e paralisaram as atividades durante o dia. Ao todo, os 76 funcionários aderiram a paralisação decidida numa assembleia realizada na última terça-feira. A greve durou 24 horas.

JORNAL DO POVO: – Maringá Saudável é destaque no RS
O programa Maringá Saudável é o destaque do estande da Secretaria de Saúde de Maringá no XXVI Congresso das Secretarias Municipais de Saúde, que reúne mais de 2,5 mil gestores, técnicos e profissionais da área de todo o Brasil em Gramado até amanhã. O estande de Maringá mostra o trabalho realizado pelo programa de promoção e prevenção em saúde.