Breves lembranças… E nossa percepção

Nossa percepção das coisas se dá do local onde estamos. Não tem jeito. É assim, por exemplo, com a ideia que temos do “tempo”. Quando crianças, o ano demora demais pra passar. Tornamo-nos adultos, as horas, dias, semanas, meses e anos passam acelerados. Tudo num ritmo alucinante.

Também é assim com a Copa do Mundo. Hoje conversava com alguém que falava sobre o clima do mundial. Lembrava com saudade dos tempos em que as comemorações eram mais gostosas… Os encontros com amigos para acompanhar os jogos eram mais divertidos… Enfim. Tudo melhor. E sem dúvida, era melhor mesmo. Afinal, não é a Copa que mudou. Nós é que mudamos. Essa pessoa mudou. E seu olhar, a maneira como experimenta as sensações do torneio, também mudou.

Em todas as situações da vida esse é um sentimento recorrente. Deixamos de experimentar as coisas da mesma maneira e, com isso, elas vão perdendo o sabor. Sobram as lembranças, a saudade.

Lá em casa, quando conversamos a respeito de alguma coisa já vivida no passado – aquelas do tipo “ah… mas era tão bom” – costumo repetir que tem “gosto de saudade”. Se voltássemos no tempo, com a bagagem de vida que temos hoje, essas coisas certamente não teriam a mesma graça, perderiam o encantamento. Esse “brilho” está nas nossas recordações, não necessariamente no fato, nas experiências que tivemos. É justamente por isso que são tão significativas para nós.

Pirataria: a realidade se impõe

Vez ou outra a gente tromba com alguma notícia a respeito da pirataria na internet. Afinal, baixar música na rede já se tornou um hábito. Embora não existam estatísticas precisas, é possível apostar que hoje se consome muito mais música pela internet que se compra CD.

Por conta disso, algumas gravadoras estão tentando mudar essa realidade. A ideia é que os artistas, que já se comunicam com seus fãs pelas redes sociais, comecem a estimular o público a consumir música legal. Para isso, estão propondo a criação de um prêmio para os bons de venda pela internet.

A ideia é válida. Como todas as boas intenções. Entretanto, é difícil acreditar que as pessoas vão deixar de baixar música de graça para pagar por esse tipo de conteúdo. Podem ser obtidos alguns resultados, mas vai ser difícil mudar uma lógica que hoje se impõe.

Eu costumo dizer que os fenômenos sociais muitas vezes são mais fortes que a legalidade. Por isso, a realidade se impõe. E hoje é difícil pensar na produção cultural ignorando a pirataria e principalmente o consumo de músicas, filmes etc pela internet.

É a típica situação em que o legal precisa se adequar a uma nova ordem social e econômica.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Superlotado, corredor do HU é palco de dramas humanos
O jornal retrata os dramas de alguns pacientes atendidos pelo Hospital Universitário. Conta a história do pedreiro Getúlio, que chora porque o irmão não é atendido, enquanto Izabel acompanha a drenagem do pulmão do marido em uma maca no corredor. É o caos do Pronto-Socorro do HU, com 31 leitos para 4 mil pacientes por mês. Para piorar, os R$ 31 milhões correm risco de não sair.

HOJE NOTÍCIAS: – Ato contra corrupção reúne mais de 300
Pelo menos 300 pessoas participaram ontem do ato público contra a corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná. Estudantes, trabalhadores, sindicalistas, empresários, advogados, todos se reuniram para protestar e pedir apuração das irregularidades cometidas por deputados, como o desvio de dinheiro público para pagamento de assessores “fantasmas”.

JORNAL DO POVO: – Vacinação começa no próximo sábado
A primeira etapa de vacinação contra a poliomielite será realizada neste sábado, dia 12, quando todas as crianças menores de cinco anos deverão ser imunizadas contra a doença. A segunda etapa da vacinação está marcada para o dia 14 de agosto. No Paraná, cerca de 775 mil crianças devem ser levadas aos postos de vacinação.