Breves lembranças… E nossa percepção

Nossa percepção das coisas se dá do local onde estamos. Não tem jeito. É assim, por exemplo, com a ideia que temos do “tempo”. Quando crianças, o ano demora demais pra passar. Tornamo-nos adultos, as horas, dias, semanas, meses e anos passam acelerados. Tudo num ritmo alucinante.

Também é assim com a Copa do Mundo. Hoje conversava com alguém que falava sobre o clima do mundial. Lembrava com saudade dos tempos em que as comemorações eram mais gostosas… Os encontros com amigos para acompanhar os jogos eram mais divertidos… Enfim. Tudo melhor. E sem dúvida, era melhor mesmo. Afinal, não é a Copa que mudou. Nós é que mudamos. Essa pessoa mudou. E seu olhar, a maneira como experimenta as sensações do torneio, também mudou.

Em todas as situações da vida esse é um sentimento recorrente. Deixamos de experimentar as coisas da mesma maneira e, com isso, elas vão perdendo o sabor. Sobram as lembranças, a saudade.

Lá em casa, quando conversamos a respeito de alguma coisa já vivida no passado – aquelas do tipo “ah… mas era tão bom” – costumo repetir que tem “gosto de saudade”. Se voltássemos no tempo, com a bagagem de vida que temos hoje, essas coisas certamente não teriam a mesma graça, perderiam o encantamento. Esse “brilho” está nas nossas recordações, não necessariamente no fato, nas experiências que tivemos. É justamente por isso que são tão significativas para nós.

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