As oportunidades nossas de cada dia

Elas estão ali… Bem próximas, diante de nós, basta agarrá-las. Se as abraçarmos, sonhos podem se realizar, toda uma vida pode ser completamente diferente. Elas são as oportunidades. Não as encontramos todos os dias. Em algumas fases da vida, são mais frequentes. Noutras, quase ausentes. Mas desfilam para todos. O que faz de uns mais “sortudos” e de outros, “azarados”, é a capacidade de vê-las e alcançá-las.

O que me impressiona é a ausência de percepção de que as oportunidades existem. Infelizmente, vamos perder algumas delas. Não tem jeito. Por medo, timidez, ansiedade, precipitação, miopia etc, certas chances que a vida nos oferece simplesmente ficarão no reino do “e se”. E se eu tivesse pedido aquela moça em namoro? E se eu tivesse aceitado aquele emprego? E se eu tivesse falado com o fulano? O “e se” não existe. É só uma hipótese para especularmos diante de algo que não volta mais.

Lembro de um amigo que gostava muito de uma garota durante o período escolar. Era apaixonado por ela. Via na jovem tudo que gostaria de encontrar numa mulher. Sentia ciúmes dos relacionamentos que ela mantinha. Observou e até a confortou nas vezes que terminou namoros. Sabia que podia ser o cara que a garota procurava. Mas a convivência e amizade o impediram de dar o passo decisivo. Ele nunca perguntou: “você quer namorar comigo?”. Vale dizer que essa pergunta, hoje, caiu em desuso, mas, na época, era fundamental para começar um relacionamento.

No dia em que se casou, a garota estava lá. Não como noiva, mas no papel de madrinha. Nunca soube se ela aceitaria ficar com ele. Perdeu a chance de ser feliz? Talvez não. A vida quem sabe tenha sido generosa dando-lhe uma outra companheira. Mas a pergunta ficou: “como seria se tivesse tido coragem de vencer o medo e a pedisse em namoro?”. Teria dado certo? Ou seria trágico? Nunca saberá.

Acontece que, não se perdem oportunidades apenas nos relacionamentos. Na vida profissional sobram exemplos de pessoas que poderiam ter conquistado sucesso, mas esbarraram numa certa inocência ou na pouca crença de que são capazes. Às vezes a chance está lá, mas a pessoa não acredita. Tem ocasiões que falta tão pouco – quem sabe algumas horas de dedicação a mais, um pouco de comprometimento, demonstração de vontade, disciplina, rigor com horários, ousadia, criatividade. No entanto, a pessoa não consegue ver que o momento decisivo está diante dela.

Isto acontece muito com nossos jovens. É natural. A adolescência, a juventude são feitas de erros e acertos. São os erros que contribuem para a construção do indivíduo. São os erros que nos capacitam a ter melhores critérios de julgamento, mais experiência. Certamente, decisões que tomo hoje poderão causar arrependimento amanhã. E, se fossem tomadas amanhã, a escolha poderia ser outra.

Ainda assim, há um caminho de sabedoria. Quando se trilha por ele, é mais fácil descobrir e se apropriar das oportunidades que a vida oferece. Mas a sabedoria é algo que se conquista por meio do estudo, da observação, da capacidade de ouvir, da busca de bons conselhos conselhos, da escolha de boas amizades, do respeito e atenção aos mais velhos.

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