Experiências da educação

Estamos na reta final na faculdade. Os dias têm sido intensos. Muita coisa pra fazer, pra cuidar, pra arrumar… E vida de professor é aquela coisa: além da rotina da sala de aula, tem o atendimento ao aluno (que não abro mão), correção coerente e justa de trabalhos, provas etc. Isto tudo a gente faz fora do horário que cumprimos religiosamente na instituição. Não dá pra ser educador e achar que o trabalho termina quando saímos da sala. Quem faz isso é "aulista", não professor.

Bem, mas esta é uma outra discussão.

Entrei aqui por causa da sensação boa causada pelas atividades desenvolvidas hoje à noite. É muito bom ver que alguns alunos se envolvem, se empolgam e percebem a importância de certas "tarefas" que propomos. Claro, não são todos. Entretanto, ainda que um ou dois estivessem verdadeiramente interessados já valeria a pena todo o trabalho desenvolvido. Afinal, o ato de educar é recompensado pela transformação que o conhecimento proporciona. E se uma pessoa está sendo afetada, o empenho do professor terá feito sentido.

Nesta noite, por exemplo, nas duas primeiras aulas, um grupo apresentou todo o contexto histórico da década de 1990 e a produção artística e cultural desse período. Foi gostoso notar que houve profundidade no tratamento das questões. Durante uma hora e meia pude ouvi-los e senti que a atividade, embora cansativa, não foi um peso pra eles. Após o intervalo, foi a vez da entrega de artigos que desenvolveram durante este último semestre. Observei muita coisa legal. Vi alunos animados inclusive em continuarem a pesquisa numa monografia. Bom demais!

São por situações como estas que sinto o ensino como missão. É trabalhoso? Muito, mas é uma forma de dar minha contribuição para a sociedade, para a formação humana e cidadã.

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