Ninguém ama sozinho

Dia desses escrevi por aqui que as pessoas não amam na mesma intensidade. E por vários fatores; entre eles, a própria personalidade psiquíca do indivíduo. Pontuei que compreender as diferenças é fundamental para se preservar o relacionamento. Entretanto, também disse que tentar corresponder a expectativa do parceiro ou da parceira no jeito de amar, é um passo importante para fazer o romance permanecer vivo.

Costumo dizer que quem ama, cuida da relação. Não abandona. Não existe essa coisa de “uma vez conquistado para sempre conquistado”. Olhar as carências do outro e tentar satisfazê-las é uma necessidade diária. Quem ignora tal premissa aceita o risco de simplesmente deixar de ser amado – ou de ser substituído, substituída. Não quero aqui defender uma postura egoísta do tipo: “se ela não fizer tudo por mim, arrumo outra”. Ou o inverso. Nada disso. No entanto, ninguém se sente bem tendo a impressão que ama sozinho. Se a pessoa tem essa impressão, de que ama sozinho, e aceita comodamente tal situação, de duas uma: ou nunca soube o que é ser amado ou é inseguro demais.

Relacionamentos são feitos por duas pessoas – duas pessoas dispostas a construírem uma vida comum. Se isto não acontece, o relacionamento aos poucos vai adoecendo e os sentimentos morrem.

Lamentavelmente, isto ocorre frequentemente. Homens e mulheres, muitas vezes, preferem olhar para si mesmos, sentem-se cobrados quando o outro pede mais atenção, entendem ser um peso investir mais no relacionamento, acham mais cômodo agir como sempre agiram e até chegam acreditar que aquele amor está acima do que são capazes de viver. São pessoas que simplesmente abrem mão da felicidade.

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