Parado em fila dupla II

Eu não ia escrever, mas “tomei as dores” da motorista agredida por outro condutor… Na semana passada, escrevi aqui sobre uma cena típica do trânsito maringaense: gente parada em fila dupla. Minutos atrás, vi o fato repetir-se (é verdade que não precisa procurar pra gente ver essas coisas).

Na XV de Novembro, praticamente em frente à prefeitura de Maringá. Naquele lugar, um motorista para e, em função do alto fluxo de veículos, trava o trânsito. O carro que vem atrás freia bruscamente e outros tantos congestionam a via. E não apenas a avenida, porque estão a poucos metros de um cruzamento. Então, tudo fica confuso. Uma única pessoa prejudicou um tanto de gente.

Mas o que me deixou irritado foi o comportamento do motorista. É claro que, pela circunstância, alguém iria buzinar. Está no script. Faz parte do roteiro. O cidadão para em fila dupla, trava o trânsito… alguém vai buzinar. É só uma questão de tempo… alguns segundos, geralmente.

Acontece que o cidadão não gostou. Ele botou parte do corpo pra fora do carro, estendeu o braço e em especial o dedo médio. Além disso, desfilou uma série de palavrões.

Caramba! O cara está errado e ainda se sente na razão. Não admite que o outro buzine, reclame. Aonde estamos? O que esse sujeito pensa que é?

Gente, tudo bem que o trânsito em Maringá está longe de funcionar bem – e nem flui bonitinho, como sustenta a propaganda oficial. Entretanto, qual a razão de tanta ignorância? Desculpe-me, se o motorista faz bobagem tem que ficar quietinho. Não tem razão pra reclamar.

Dia desses, avancei um pouco num cruzamento de preferencial. Parei para o outro veículo, mas já tinha entrado quase uns dois metros além do que seria recomendável. O outro condutor exagerou. O cidadão parou o carro diante do meu só pra gritar: “otário!!!”. Achei grosseiro da parte dele. Desnecessário. Mas “botei minha viola no saco” e fiquei quieto. Eu estava errado. Pronto. Falar qualquer reação minha seria ignorância da minha parte.

De verdade, não sou ninguém na ordem do dia. Muito menos exemplo de homem ou cidadão. Ainda assim, penso que certos comportamentos estão longe do que seria tolerável. E, convenhamos, essa coisa de parar em fila dupla aqui em Maringá já virou piada. Pior, acontece pela arrogância do condutor e por falta de fiscalização mesmo.

8 comentários em “Parado em fila dupla II

  1. Muito bem lembrado, a ignorância de alguns motoristas realmente é lamentável.
    Me fez lembrar de algo parecido que me aconteceu outro dia: há alguns dias atrás quando estava a atravessar na faixa com minha filha de 5 anos, em frente a um colégio, eis que um gentil motorista pára seu carro e me faz sinal para seguir. Um ignorante e completamente sem noção surge de trás desse carro, passando por mim e minha filha em alta velocidade. Graças, não ter acontecido nada, tenho o ótimo hábito de segurar na mão dela quando atravessamos, e consegui puxá-la a tempo de acontecer um acidente, visto que normalmente as crianças correm brincando quando não estão de maos dadas. Vale lembrar aos pais: ao atravessar,ainda que na faixa segure pela mão dos seus filhos, nunca se sabe quando iremos encontrar um otário como ese no trânsito.

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  2. Olá Ronaldo,

    Acabei lendo essa e a da semana passada. Minha postagem de hoje em meu blog fala justamente sobre o problema de mobilidade urbana que Maringá vive. E sinceramente, como você mesmo frisou, esse “povo provinciano” se sente no direito de ter direito quando na realidade deveriam ficar bem quietinhos.
    Nosso problema começa sim num transporte coletivo de qualidade ruim, mas esbarra fortemente na ignorância e arrogância do motorista maringaense e também de cidades vizinhas, afinal, Maringá é uma cidade metrópole e outras tantas dependem dela para muitas coisas.
    Infelizmente, faltam pais e mães de verdade. Trabalhei na área da educação por 10 anos e fico com medo de imaginar como será o trânsito daqui algum tempo…

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  3. querido amigo, vendo sua nova postagem quero deixar aqui tbm registrado que isso é verdadeiramente a falta de respeito ao proximo, do amor, dos bons modos de educaçao, as pessoas perderam o amor pelo proximo, ninguem sabe mais resolver uma situaçao mais complicada em uma boa conversa, entao se parte para a ignorancia verbal com palavras de ofensas, ou quando nao se vai ao pior com pancadarias, socos, ou até mesmo a morte. Um bom dia, boa tarde, boa noite, ja nao se usam mais. Mas se todo ser “racional” tivesse o habito de sorrir, ser educado, de dizer um bom dia, boa tarde , boa noite, juntando tudo isso iria descobrir em coisas simples motivos de alegria de carinho, amor ao proximo e respeito.Tudo isso é principio basico de educaçao.

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