Bin Laden: sua morte não garante a vitória contra o terrorismo

Uma das primeiras notícias que ouvi nesta segunda-feira foi a respeito da morte de Bin Laden. Navegando pela net, vi comemorações em várias partes – principalmente nos Estados Unidos.

Não sei se a morte de alguém é algo a se comemorar. Reconheço que o terrorista era considerado uma espécie de inimigo número um dos americanos. Ainda assim, acho pequeno se alegrar na morte de alguém – por pior que essa pessoa seja.

Entendo que Bin Laden faça parte daquela lista de pessoas que acreditamos não ter conserto. Não dá para imaginar que, mantendo-o vivo (ainda que preso), o mundo estaria livre de suas ações. Mas matá-lo é a solução? Estaremos seguros, como sustenta o presidente Barack Obama?

Em alguns momentos parece-me a humanidade está impotente. Dá vontade de fazer justiça. Queremos justiça. Bin Laden e seus “discípulos” não devem permanecer impunes. Mas nossas fórmulas também estão longe de serem as mais apropriadas. A morte do terrorista silencia nosso desejo de vingança, mas não nos garante a vitória contra o terror.

Na segunda, uma música

Alguns amigos têm estado sempre por aqui. E aos poucos a “brincadeira” da música na segunda-feira tem se popularizado. Hoje, por exemplo, recebi logo que abri o email uma boa sugestão. A escolha é do Marcelo Henrique. Ele sugeriu Marina Elali, “Eu vou seguir”.

Gostei da sugestão. Primeiro, porque Marina Elali tem uma voz suave, agradável. É uma bela revelação de nossa música. Afinada, consegue sempre boas interpretações.

“Eu vou seguir” é versão de uma composição de Diane Warren e Gloria Estefan. A versão tem uma bela letra. Diz entre outras coisas:

– Eu vou seguir sempre. Saber que ao menos eu tentei.

A temática é mesmo esta: acreditar nos sonhos, seguir em frente e, ao falar de amor, aponta que estará em paz por saber que insistiu.

Portanto, vamos à música de hoje.