Não adianta mudar o nome

Li minutos atrás no site da Globo:

– Simony emagrece 10kg e decide virar Symony após mudança radical

Simony, pra quem não lembra, é aquela mesma do Balão Mágico. Bom, Balão Mágico é coisa minha, da minha infância – ou como diriam por aí, é “do meu tempo”.

Pois bem, Simony mudou de nome. Ela tinha engordado, estava se sentindo feiosa e resolveu dar um “tapa” na imagem. Emagreceu, deve ter feito outros tratamentos estéticos e está de cara nova. Mais que isso, de nome novo. Sim, ela escolheu trocar o “i” por outro “y” em seu nome.

Eu gostei da ideia. Estou até pensando em fazer o mesmo. Que tal passar a ser “Ronalldo”? Ou quem sabe, “Ronaldu”? Talvez insira de vez o segundo “z” no sobrenome, já que todo mundo gosta mesmo de escrever “Nezzo” e não “Nezo”.

Falando sério… Cada pessoa tem direito de fazer o que bem quiser. Com o corpo, com o nome, com sua vida. Enfim. Mas eu ainda não estou convencido que a troca de nome possa significar uma grande mudança. Parece-me que é só uma troca de fachada. Semelhante a emagrecer, fazer plástica ou qualquer coisa parecida. As grandes mudanças não são feitas de fora para dentro. Devem começar no nosso interior. Do contrário, continuaremos com nossas frustrações, ansiedades, medos etc etc.

Ler é escolha

Uma das coisas gostosas da leitura é a descoberta que ela proporciona. Hoje ouvi uma frase legal que define bem a importância desse hábito.

– A leitura está para as ideias como escovar os dentes está para a boca.

A frase é do terapeuta e palestrante Leo Fraiman.

Eu gostei dela. Afinal, a gente escova os dentes todos os dias por reconhecer a necessidade de mantê-los limpos. É uma questão de saúde. Leitura também. Mas de nossa saúde intelectual.

Quem lê tem mais vocabulário, melhora a memória, sabe mais, conhece da cultura geral, articula melhor suas ideias… Enfim, a lista de vantagens é bastante grande.

Entretanto, ler dá trabalho. Ou dá sono. Isto, porque se trata de uma atividade mental. Não é um comportamento passivo. Para ler – e compreender – é necessário ter atitude diante do texto.

Por isso sempre digo: leitura é decisão. A gente decide ler pelos benefícios – e prazeres posteriores – que tal hábito proporciona.