Tatuagem do Neymar na boca e no braço? Importa é a mediocridade humana

Sempre digo, cada um faz o que quer… do corpo, da vida. Enfim. Mas tem atitudes que não são compreensíveis. Dias atrás, vi a notícia de uma garota que tatuou o nome do Neymar. Gravou nos lábios. Ela tinha namorado. Tinha. Perdeu.

Hoje, a garota está de volta ao noticiário. Ela fez nova tatuagem. E apareceu pedindo que o atacante jogue no Atlético Mineiro.

Estou pouco interessado no pedido dela. Menos ainda no Neymar jogando no Galo. Entretanto, fico pensando no que essa menina tem na cabeça? Desculpa, deve ser vazia. Só pode.

Já acho burrice tatuar o nome de namorado, marido, mulher etc etc no corpo. E não me venham dizer que é declaração ou prova de amor. Tem outras formas de dizer que ama. Ninguém precisa marcar o corpo para dizer “te amo”.

Mas, e essas apaixonites agudas por ídolos?

Tempos atrás li um texto sobre tatuagem do Ivan Martins. Fiquei impressionado com a argumentação do jornalista. Ele conseguiu resumir bem o tema. E de uma forma que concordo plenamente. Afinal, gosto é gosto. Mas mudamos demais nosso jeito de ser, nossos pensamentos para carregar uma marca que pode deixar de ser significativa ao longo dos anos.

Ainda assim, trata-se de uma escolha, uma opção. As pessoas são livres. E devem exercer tal liberdade. Mas o exercício da liberdade implica em ter sabedoria.

Contudo, pense nos lábios dessa garota… Ela vai envelhecer e terá o nome do Neymar nos lábios. Talvez se case, tenha filhos, netos. E lá estará o Neymar. Que deixará de ser jogador, de brilhar… E, se tiver muita sorte e competência, talvez seja uma boa lembrança pelas conquistas no futebol. Nada mais. Mas a jovem de hoje carregará consigo as marcas de uma escolha baseada em sentimentos confusos e sem propósito.

Talvez até lá a Medicina faça o milagre de apagar tatuagens. É provável que aconteça. No entanto, hoje não garantia de que isso vá acontecer. Certamente, a menina não pensou nisso. Quem sabe pense que sua paixão pelo Neymar será eterna. Que o jogador vai brilhar para sempre. Ou ainda que seus momentos de “fama” tenham algum valor. Pena que não perceba que, na cultura midiática, ela só é notícia porque faz papel de macaco de circo.