Homofobia, preconceito e o politicamente correto

Marcos Mion está sendo processado por homofobia. Ele e a Record. Não, não vou discutir o caso. Quem quiser entender, clica no link e vai ver mais sobre o assunto noutros sites. Quero apenas refletir sobre este momento chato que estamos vivendo. Danilo Gentili falou sobre isto ao defender Mion. Ele está certo. Tudo é proibido. Vivemos o tempo do politicamente correto. É um “deus-nos-acuda”. Qualquer palavra ou frase mal colocada pode render ação na Justiça. Ou o sujeito se vê obrigado a retratar-se.

Dia desses compartilhei por aqui a sensação que tive de constrangimento em sala de aula por usar um termo comum. Ao falar mandar um “Então o neguinho acha que”, parte da sala ficou olhando pra mim como se eu fosse um cidadão que estivesse algum tipo de preconceito contra negros.

Tudo bem, acho que existem exageros. O racismo é uma verdade. Homofobia, idem. Mas peraí… Estamos perdendo a noção das coisas. Daqui a pouco nada pode.

Pra fazer rir, a piada sempre foi construída com base naquilo que constrange. É assim que funciona.

Por que tenho enorme dificuldade até para contar piada? Porque sou todo certinho, tenho cuidado com as palavras, sou todo polido… Enfim. Isso me torna um chato. E não um cara engraçado. Muito menos me faz um defensor das minorias.

Convenhamos, está na hora de educarmos a sociedade para romper com os sentimentos preconceituosos – de todos os gêneros. Não é por meio de leis e pressão que vamos mudar as pessoas. Pelo contrário, só causa mais confrontos e separação. Rir de si mesmo sempre foi a melhor forma de ser aceito e se tornar agradável.

2 comentários em “Homofobia, preconceito e o politicamente correto

  1. Existe um provérbio chines que diz – “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.” De fato quando falamos algo que incomoda ou ofenda alguém, o estrago foi feito. Mas como é difícil se policiar na execução do ato de falar. Confesso que hoje sou uma pessoa que pensa muito no que vou falar ou escrever, imagine você como professor. E cada aluno seu pode interpretar uma palavra mal colocada tanto para o bem como para o mal. E nisso você foi muito feliz – precisamos acabar com certas barreiras, pois estamos fadados a ser pessoas cada vez mais “ranzizas e esquizofrenicas” ou na melhor das hipóteses “chatas”. Acho que devemos conhecer o que é preconceito e diferenciá-lo daquilo que é saudável.

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