Os jornais impressos vão sobreviver?

Deixei de ler jornais. Gosto deles. Amo escrever. Então, impressos serão sempre uma paixão. Mas já não dou conta de abrir aquele negócio na mesa. O formato é horrível. Não é prático. De verdade, não sei por que ainda insistem no modelo standart.

Com a internet, o crescimento das redes sociais, ficou ainda mais difícil ler jornal. Toda a informação circula na rede. Com um clique, você tem acesso a tudo.

Coloquei no Google Reader o RSS das páginas que mais acesso (inclusive de impressos) e a cada segundo uma lista de notícias atualizadas está disponível para leitura. É tanto conteúdo que o problema passa a ser justamente a quantidade de informações.

Com isso, os jornais parecem sempre velhos. Somado ao formato… a aventura pelas páginas impressas parece impraticável.

Sempre penso que os jornais impressos precisam passar por duas mudanças básicas para sobreviverem. A primeira, no formato; a segunda, de conteúdo. Jornal tem que oferecer o que as outras mídias não oferecem. Tipo: pautas próprias (mais elaboradas) e análise dos fatos. Jornal tem valorizar a opinião e formar opinião. Propor debates, questionamentos.

A segunda mudança, ainda que tímida, começa a acontecer em muitos veículos. Vários deles investem na investigação, que sempre rende o chamado furo jornalístico. Talvez por isso, a venda de jornais voltou a crescer um pouco: 2% em 2010. Não é muita coisa, mas a queda foi estancada e já se projeta um aumento médio de 5% na circulação neste ano. A primeira mudança ainda encontra resistência, mas já existem alguns deles em formatos menores.

Quanto aos números, são animadores. Ajudam a acreditar que os jornais não serão extintos.

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