O que acontece com Amy Winehouse?

Não sei se faz dois ou três anos, mas já escrevi sobre a cantora britânica aqui. Talentosa, de voz poderosa, Amy está se desconstruindo diante dos nossos olhos. Seus fãs ainda a cultuam, cantam com ela e até vão aos seus shows esperando seus vexames. Entretanto, ela definha no palco. Dá dó, pena.

Criticá-la é bobagem. Amy está doente. É um exemplo do que a dependência química pode fazer. Mais que aplaudi-la ou achar graça em vê-la balbuciando as letras de suas canções, de maneira completamente desordenada, o público deveria ver que ali está piscando sem parar um sinal de alerta. Amy está morrendo aos poucos… Precisa sim de tratamento. Mas só ela pode desejar isso. E os amigos, fãs etc deveriam incentivá-la a buscar isso. Só assim poderemos vê-la novamente brilhar nos palcos.

O vídeo abaixo ajuda a entender o momento triste da britânica.

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Por um ensino melhor

Encerrei mais uma gravação do Questão de Classe. Sempre que termino um papo sobre educação fico indignado. Penso no quanto o assunto é importante, mas vejo, por vezes em números, a tremenda contradição que existe entre discurso e prioridade nas políticas públicas do Estado brasileiro.

É verdade que não existe um modelo ideal. Mas dá para fazer mais e melhor, inclusive com os recursos atualmente disponíveis. Sabe o que muitas vezes falta? Comprometimento.

Dia desses entrevistava a atual secretária de Educação de Maringá, Edith Dias. Ela é professora. É verdade que boa parte da vida dedicou a política; muito menos à sala de aula. Mas a Edith tem uma característica que gosto: ela acompanha o processo. É o tipo de secretária que vai na escola, entra na sala de aula, vê o que o professor está fazendo.

Quando o assunto é educação pública, no Brasil, a coisa é muito largada. Não tem cobrança de metas, resultados. Às vezes, até se cobra. Mas quando se faz isso não são apresentadas as diretrizes – o como fazer.

O gestor precisa se interessar pelo que está acontecendo em sala. Não deve apenas oferecer formação continuada para os professores, boa sala de aula, salário digno. Isso importa. Muito. Mas é necessário ver o que está acontecendo, como os projetos estão sendo executados.

Quando isso não ocorre, por mais que haja boa vontade do educador, fica faltando aquele “onde queremos chegar?”. Afinal, o objetivo da educação é um objetivo comum. O professor tem que ser valorizado no que ele faz de melhor, mas não é só a verdade dele que deve estar em sala. Uma proposta de ensino comum a todos deve ser o alvo. Para que isso aconteça, tem que ter gestor – alguém que trabalhe para promover (e fazer cumprir) as políticas da educação.