Como usar corretamente blog, twitter, facebook e outras redes sociais

Dia desses estava papeando com a Passarelli sobre o uso das redes sociais. Ela sustentava a diferença que existe entre o Twitter e o Facebook. Apontava que o ideal é não vincular as contas, principalmente no caso de empresas. São duas ferramentas distintas, que reclamam uma interação diferente com seguidores, fãs e amigos.

Depois da conversa e, diante da minha realidade, fiquei pensando no quanto dá trabalho dialogar com todas essas mídias (ah… ainda acho graça das pessoas que montam perfis para empresas; mas está todo mundo tentando fazer a coisa certa – e isso é legal).

Em 2005, estreei meu primeiro blog. Desde então, venho tentando me manter atualizado e experimentando todas as novidades.

Fui mais resistente com o Orkut, porque não gosto do caráter tão pessoal que ele tem. Quase um álbum de fotografias. Mas acabei cedendo.

Em Maringá, fui um dos primeiros a ter uma conta no Twitter. Na verdade, o primeiro jornalista. Na época, nem tinha tinha gente aqui para seguir – muito menos para ser seguido. Fiquei com uma meia dúzia de seguidores por vários meses. Nem dava ânimo tuitar.

Depois, ainda abri contas no Linkedin, Foursquare… enfim.

O blog sempre foi minha grande paixão. Primeiro, para postar notas – geralmente os bastidores das matérias que produzia ainda para o Hoje Maringá (atualmente, Hoje Notícias). Com o tempo, fui abrindo novos blogs, experimentando outros provedores… e acabei tornando este aqui meu principal espaço para reflexão.

Pela vontade de tornar este espaço mais pessoal, acabei deixando de publicar o factual, as notas e serviços. O desejo de também fazer isso já me fez abrir outros vários blogs, principalmente para experimentar ferramentas como o Posterous e o Tumblr.

Acontece que com tantas “casas” na rede simplesmente não dou conta delas. Nenhum espaço é priorizado. E no caso do blog, twitter e facebook, acabei integrando todos eles e tudo que produzo é repercutido nessas mídias. O conteúdo é praticamente pensado para os blogs e repercutido nos demais espaços.

Na perspectiva de um uso produtivo dessas mídias sociais, está tudo errado. Melhor, tudo não. Quase tudo. O blog não é o twitter e nem o twitter é o facebook. Mas como dar conta de ser significativo nessas diferentes redes? Não dá. Pelo menos, por enquanto, ainda não achei a minha fórmula para dar conta. Por isso, vou tentando, experimentando, errando… E, quem sabe em algum momento, acerte.

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Quando é preciso mudar

Relacionamentos são feitos por concessões. Aceitamos o outro. Mas a aceitação envolve perdas. Para nós e para o outro. E para que a relação seja minimamente saudável, feliz, essas perdas precisam ser divididas, equilibradas. Se apenas um dos envolvidos mudar, alguém poderá se sentir injustiçado. Isso tende a provocar desgastes e, com o tempo, a perda dos bons sentimentos.

Por mais que haja sintonia entre pessoas que se amam, há diferenças que devem ser conciliadas. Ninguém é igual – psicológica e culturalmente. Sofremos a influência do meio em que vivemos. Isto nos forma. Forma hábitos. Coisas que achamos normais, incomoda o outro.

Quem entra numa relação e quer que o outro se adapte ao seu jeito de ser tem grande chance de não ser feliz. E principalmente de não fazer o outro feliz.

E, desculpe-me, se a gente ama, por que não abrir mão de algumas coisas? O que vale mais: seus caprichos ou outro na sua vida? Tem mais um detalhezinho: quem pode assegurar que seu jeito, seus hábitos são os melhores? Quem disse que você está certo e o outro errado?

Sempre acho que muitas vezes sofremos e fazemos sofrer por coisas pequenas. A gente elege como fundamentais. Bate o pé, briga. Mas por que não tentar? Será que mudar um hábito visando agradar vai roubar sua identidade?

Tudo bem. O outro pode estar exagerando… Nesses casos, é preciso conversar, negociar. E também reconhecer que pertencem a universos diferentes; que por essas coisas que a gente não entende, encontraram-se e agora “água e vinho” dividem uma vida.

Portanto, se o outro preenche seu coração, o vazio de sua alma, por que não mudar? Diferenças podem se tornar pequenas ou até serem ignoradas quando alguém está disposto a tudo por amar.