Quando é preciso mudar

Relacionamentos são feitos por concessões. Aceitamos o outro. Mas a aceitação envolve perdas. Para nós e para o outro. E para que a relação seja minimamente saudável, feliz, essas perdas precisam ser divididas, equilibradas. Se apenas um dos envolvidos mudar, alguém poderá se sentir injustiçado. Isso tende a provocar desgastes e, com o tempo, a perda dos bons sentimentos.

Por mais que haja sintonia entre pessoas que se amam, há diferenças que devem ser conciliadas. Ninguém é igual – psicológica e culturalmente. Sofremos a influência do meio em que vivemos. Isto nos forma. Forma hábitos. Coisas que achamos normais, incomoda o outro.

Quem entra numa relação e quer que o outro se adapte ao seu jeito de ser tem grande chance de não ser feliz. E principalmente de não fazer o outro feliz.

E, desculpe-me, se a gente ama, por que não abrir mão de algumas coisas? O que vale mais: seus caprichos ou outro na sua vida? Tem mais um detalhezinho: quem pode assegurar que seu jeito, seus hábitos são os melhores? Quem disse que você está certo e o outro errado?

Sempre acho que muitas vezes sofremos e fazemos sofrer por coisas pequenas. A gente elege como fundamentais. Bate o pé, briga. Mas por que não tentar? Será que mudar um hábito visando agradar vai roubar sua identidade?

Tudo bem. O outro pode estar exagerando… Nesses casos, é preciso conversar, negociar. E também reconhecer que pertencem a universos diferentes; que por essas coisas que a gente não entende, encontraram-se e agora “água e vinho” dividem uma vida.

Portanto, se o outro preenche seu coração, o vazio de sua alma, por que não mudar? Diferenças podem se tornar pequenas ou até serem ignoradas quando alguém está disposto a tudo por amar.

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5 comentários em “Quando é preciso mudar

  1. Acredito que quando existe amor as pessoas cedem. É natural, não precisa ficar limitando… já está inserido nas conversas diárias – sem aquele clichê de discutir relação. Se não for assim, provavelmente há uma confusão com o nome do sentimento ou na cabeça do indivíduo, que prefere fazer pirraça ao viver feliz e em paz!

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