A “morte” de Amin Khader e as mentiras na internet

Já que o assunto aqui hoje é internet, volto a falar sobre as bobagens que se publicam na rede. Pegadinhas sempre foram normais. Mentiras mesmo. Na rede, ganham proporção desmedida. E o povo acredita. Inclusive nós, jornalistas.

Dias atrás um amigo e ex-aluno falou comigo quase desesperado. Ele viu uma notícia, achou um absurdo o fato retratado e não conseguia se convencer que trava-se apenas do chamado “jornalismo mentira”.

Eu dizia:

– É mentira. Só uma brincadeira.

Ele replicava:

– Mas está num blog sério.

Já avisei: internet é terra de ninguém. A mentira vira verdade. É preciso duvidar sempre.

Nesta terça-feira, uma brincadeira(?) de David Brazil levou muitos canais de TV, gente no Twitter e uma galera de blogs a noticiarem a morte do promoter Amin Khader.

Não passava de pegadinha.

Tenho dito, não sou dono da verdade. Mas, convenhamos, é preciso ser menos precipitado e principalmente menos inocente ao consumir informações na web.

Fica a dica: leia de novo este post aqui.

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Aprenda a controlar a sua imagem

A internet acabou com nossa privacidade. É verdade que nem todo mundo está na rede. Ainda assim, a pessoa pode ser citada, ter sua imagem publicada… Enfim, ser alvo de comentários diversos. Não dá para evitar. Você vai a uma festa, alguém tem uma máquina fotográfica nas mãos e, sem que você saiba, sua carinha vai parar no Orkut. Ninguém pediu autorização. Simplesmente publicou.

Quem tem uma função pública está ainda mais exposto. Uma exposição por escolha. Às vezes, profissional. Outras, porque fez a opção por usar as mídias sociais para se expressar, compartilhar conteúdo ou apenas para se relacionar com amigos, colegas etc.

Ainda ontem escrevia por aqui que ninguém consegue ser dono de si mesmo. Em tempos de internet, também não somos donos de nossa imagem. Ela é de todos. Até podemos interferir, tentar administrá-la. Porém, a face que mostramos pode ser confrontada por aquela que é exibida por gente que nos ama ou nos odeia.

Ainda hoje estava fuçando num novo serviço lançado pelo Google. Trata-se no “Eu na Web”. A proposta é ajudar os usuários a ter um certo controle de sua imagem na rede.

Deve ajudar. Mas não assegura que possamos ter pleno controle do que acontece na rede e muito menos de como seremos citados. Até dá para denunciar os conteúdos indesejados. Remover completamente informações problemáticas é algo um pouco mais complexo. Mas, como disse, é mais uma opção para cuidar da reputação na web.

Cá com meus botões ainda penso que o melhor caminho é evitar fazer em rede qualquer coisa que possa te envergonhar depois. Dia desses disse aos meus alunos:

– Antes de publicar qualquer coisa, use como regra: se amanhã alguém para quem for pedir emprego ver isso daqui, sentirei vergonha ou orgulho?

Vale o mesmo para outras situações. Tipo convidar alguém para sair e até pedir em casamento. Se achar que vai te constranger, evite. A exposição virtual não fica só na web; atinge-nos na vida real (fora da telinha do computador).