Você não soube me amar

amor triste

É verdade… Não existe receita. Mas deveria haver uma forma certa de amar. Tudo seria mais fácil. Se a receitinha existisse, a vida a dois poderia ser mais tranqüila.

Tem gente que idealiza o amor. Talvez por isso passe a vida sem nunca se deixar amar.

Não existe uma forma de amar. Há várias formas.

Nem dá para definir o que se sente. Como se sente o amor.

O próprio sentimento (será que é sentimento ou decisão?) ganha novos contornos com o tempo dentro de uma relação.

Acho curioso que algumas pessoas querem amar do mesmo jeito. Como quando conheceram a pessoa amada, nos primeiros meses antes e após a conquista.

Nunca foi e nunca será assim.

Isso ocorre porque a pessoa não se conhece e nem tenta entender que o relacionamento não é feito de um eterno encantamento.

Amor não é um eterno encantamento, nem deslumbramento.

Claro, é bom sentir aquele frio na barriga. Mas esperar que esse friozinho percorra a espinha todas as vezes que você encontra a pessoa amada (ou que isso aconteça durante toda a vida) é típico de quem projeta o que é amar, mas nunca parou para entender que nem sempre amar é sentir – ou viver grandes emoções.

Por isso, como disse, seria mais fácil se existisse uma receitinha. Ou quem sabe um manual. Algo que dissesse coisas do tipo: “para saber se está amando, observe os seguintes comportamentos”… Aí quem sabe poderia apresentar uma listinha com 10 perguntas e se você respondesse sim para sete ou oito, o teste estaria concluído e você teria o resultado: “é amor”.

Talvez por isso, o Roupa Nova já perguntava:
– Por que é que os corações não são iguais?

Ninguém ama do mesmo jeito.

Quem não entende isso, nunca será feliz no amor. Pois será incapaz de sentir amado e até mesmo de entender que ama. Viverá a eterna busca por alguém… Que será sempre uma sombra, um outro, o que está por vir.

PS- O título é só uma cópia descarada do título de um sucesso dos anos 1980 da Banda Blitz.

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O Twitter está sendo esvaziado?

Estou devendo resposta para uma aluna. Ela quer a indicação de algum livro que fale sobre o uso das redes sociais. Pretende entender como aproveitá-las melhor na área de sua atuação profissional.

A dúvida dela é a de muita gente. É tudo tão novo que, na verdade, estamos numa fase de descobertas. Todos estamos testando, experimentando. Não existe “receita de bolo”. Seguimos alguns indicativos pelas próprias características da rede e pelos casos de sucesso.

Há inclusive outras perguntas que motivam reflexões hipotéticas. Uma delas diz respeito ao Twitter.

Dia desses vi um comentário que o serviço de microblog seria engolido pelo Google+. Ok, é uma possibilidade. Afinal, tudo pode acontecer.

Entretanto, por que seria pelo Google+ e não pelo Facebook?

Quem conhece parte dos potenciais oferecidos pelo Facebook já percebeu que ele reúne quase tudo que você precisa nas redes sociais. E com vantagens.

Por exemplo, para que usar o Twitter se o mesmo conteúdo pode ser compartilhado pelo Facebook, com o benefício do comentário e do curtir?

E tem muito mais… Começo a sentir que o email poderá ser abandonado e até mesmo o messenger – ou msn. Dá para trocar mensagens pelo Facebook, mandar documentos do word, excel etc (serviço ainda pouco utilizado pelos usuários). Também é possível dialogar com amigos e conhecidos no “bate-papo”, com a mesma facilidade do msn ou do gtalk.

Ou seja, o Facebook tenta reunir quase tudo que encontramos nas demais redes sociais. E com a vantagem de ser o serviço mais popular do planeta. Desvantagem? A privacidade. Não são raros os questionamentos sobre o sistema de segurança da rede de Mark Zuckerberg.

Cá com meus botões, não sei se o Facebook vai engolir as demais redes. Contudo, noto que aos poucos o Twitter vai sendo esvaziado, há um processo de “orkutização” do Facebook e cada vez mais pessoas compartilham conteúdos no serviço, usam o bate-papo, disponibilizam vídeos e até abandonam blogs.

Trata-se do mundo digital em movimento… Cabe a nós acompanharmos esse processo que ganha novas formas e nos surpreende a cada dia.

Lutar demais por um amor, cansa

cansada

Sou fã do Ivan Martins. O cara é jornalista, editor da Época, e tem uma coluna sobre relacionamentos na versão online da revista. Tempos atrás ele publicou um texto que achei fantástico: “O amor bom é facinho”. O título me pegou. E o mesmo aconteceu com milhares de leitores.

A tese do Ivan é simples: amores difíceis cobram um preço muito alto; as marcas ficam para sempre e, um dia, voltam em forma de lembranças ruins, cobranças e mágoas.

“…mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega”.

Aprendemos que tudo na vida tem que ser obtido com muita luta. Desde a construção de uma carreira até a conquista de um grande amor. Parece que aquilo que vem fácil não valorizamos. Pelo menos, este é o argumento dominante.

Acredito que um charminho tem lá sua graça e até valoriza a conquista. Porém, quando se ouve muitos “nãos”, o que num primeiro momento pode parecer um desafio a ser vencido, ao longo do relacionamento acaba ganhando novos contornos e formas a ponto de produzir rejeição, ódio ou até mesmo o desprezo absoluto.

Por isso, por mais que pareça estranho dizer “o amor bom é facinho”, concordo com o Ivan quando diz que a entrega sem resistências, barreiras é um presente.

“Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações?”

Parece-me que não existe nada melhor.

Tenho sempre dito que relacionamentos precisam ser alimentados. E são os pequenos gestos diários que mantêm vivo os sentimentos. O amor verdadeiro pode ser de graça. Não espera nada em troca. Porém, ninguém ama pra vida toda ouvindo tantos “nãos” como resposta.

O que vale ser publicado?

É interessante como uma semana de férias muda nosso ritmo. Tem coisas que a gente faz no “piloto automático”. Quando desliga e fica um tempo sem aquela rotina, a impressão que dá é que precisa readquirir o ritmo. Escrever faz parte da minha lista de coisas que preciso fazer continuamente para não perder o hábito.

Ontem, por exemplo, apareci por aqui, compartilhei uma música. No twitter, escrevi uma ou outra coisa, mas me senti meio “amarrado”. Os assuntos parecem desinteressantes. Ou pelo menos não merecedores de serem divididos com os seguidores da rede.

Por sinal, o que realmente vale a pena ser publicado?

Ontem, retornei ao microfone da CBN e também à sala de aula. Ao apresentar o programa de uma das disciplinas, disse aos alunos que vamos discutir sobre “saturação da informação”. Ou seja, a proposta é mostrar que se produz tanta notícia que não damos de consumir tudo. E isso acontece porque vivemos sob a ditadura do novo. Não importa a relevância; importa ser novo, diferente, atual. E coisas do tipo…

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… viram notícia.

Eu confesso que tenho dificuldade em usar o blog como muita gente usa. Até compartilho algumas coisas pessoais, uma futilidade ou outra, mas não dou conta de escrever algo que não tenha uma aplicação, ou seja resultado de uma reflexão. No twitter ou facebook, não vejo graça usá-los para dizer onde estou, o que estou fazendo ou para expressar um sentimento momentâneo.

Não quero que dizer que este jeito de usar as redes é a correta. De jeito nenhum. Cada um faz o que bem entende. Porém, num mundo de tanta futilidade, não consigo perder tempo lendo coisas vazias.

Talvez eu ande chato demais…

Na segunda, uma música

A música de hoje é da banda britânica Coldplay. Fundada em 1996, tem vários sucessos. O estilo pode ser definido como rock alternativo. Confesso que a banda não faz parte da minha lista de preferências. Mas gosto de algumas músicas. Uma delas é “In my place”. Ouvi a canção várias vezes na última semana. Nas minhas tentativas de jogar guitar hero com meu filho, acho que foi a música que melhor executei. E como ela tem uma letra significativa, vale compartilhar.

Uns dias de folga

Nesta semana estarei menos presente por aqui. Tirei alguns dias de folga e, embora não consiga me desligar das redes sociais, vou tentar relaxar um pouco. Sou viciado nisso. Ainda assim, a proposta é ficar mais distante do mundo virtual e mais próximo das pessoas. Então, aos amigos e leitores, desejo um ótimo restante de semana. Antes da segunda-feira, quando retorno à CBN e às aulas, ainda apareço para dar um oi. Até mais.

Na segunda, uma música

Vi alguns trechos na semana passada na nova novela da Globo, O Astro. Bem produzida, a novela é um remake de um grande sucesso da década de 1970. Mais que uma boa história, O Astro resgatou uma bela música de Lionel Richie para embalar o romance no personagem principal da trama. “Easy” ou “Easy Like Sunday Morning” é uma canção que gosto muito. Aqui, compartilho a música numa apresentação do cantor com participação do grupo irlandês Westlife.

Uma máscara para viver

Não sei o que essa imagem te faz pensar. Para mim, ela é significativa. Descobri meio por acaso fuçando o arquivo de fotos do Google. Não é de nenhum fotógrafo brasileiro. E nem sei mais qual a origem. Trombei com essa imagem depois de escrever um texto sofre felicidade. Queria alguma coisa que pudesse ilustrar o post. Mas a foto dizia mais que o próprio texto. E, por isso, vez ou outra me pego fazendo uma nova leitura do que aparece na tela.

Sinto nessa imagem toda a contradição humana. O sorriso no rosto mesmo quando a alma chora.

Hoje conversava com uma amiga sobre as máscaras que usamos. Até voltei a compartilhar no twitter e no facebook um texto que escrevi sobre o assunto há cerca de um ano. E a máscara do sorriso que esconde nossas lágrimas talvez seja uma que recorremos.

E por várias razões.

Nem sempre a angústia da alma pode ser exposta. Por medo, insegurança ou por necessidade de manter os sentimentos em segredo.

Às vezes o desejo é se recolher, calar-se, chorar o choro da morte. Mas a vida empurra, exige, não permite o tempo que a alma reclama para tratar das feridas. É preciso prosseguir. Não dá para esperar. E a máscara fica ali, protegendo. Ou simplesmente escondendo. Ao se esconder, o exterior é só fachada. E a vida deixa de ser vivida. Pois enquanto se chora em silêncio, nada faz sentido – embora, para o mundo, seja dito que tudo está bem.