Lutar demais por um amor, cansa

cansada

Sou fã do Ivan Martins. O cara é jornalista, editor da Época, e tem uma coluna sobre relacionamentos na versão online da revista. Tempos atrás ele publicou um texto que achei fantástico: “O amor bom é facinho”. O título me pegou. E o mesmo aconteceu com milhares de leitores.

A tese do Ivan é simples: amores difíceis cobram um preço muito alto; as marcas ficam para sempre e, um dia, voltam em forma de lembranças ruins, cobranças e mágoas.

“…mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega”.

Aprendemos que tudo na vida tem que ser obtido com muita luta. Desde a construção de uma carreira até a conquista de um grande amor. Parece que aquilo que vem fácil não valorizamos. Pelo menos, este é o argumento dominante.

Acredito que um charminho tem lá sua graça e até valoriza a conquista. Porém, quando se ouve muitos “nãos”, o que num primeiro momento pode parecer um desafio a ser vencido, ao longo do relacionamento acaba ganhando novos contornos e formas a ponto de produzir rejeição, ódio ou até mesmo o desprezo absoluto.

Por isso, por mais que pareça estranho dizer “o amor bom é facinho”, concordo com o Ivan quando diz que a entrega sem resistências, barreiras é um presente.

“Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações?”

Parece-me que não existe nada melhor.

Tenho sempre dito que relacionamentos precisam ser alimentados. E são os pequenos gestos diários que mantêm vivo os sentimentos. O amor verdadeiro pode ser de graça. Não espera nada em troca. Porém, ninguém ama pra vida toda ouvindo tantos “nãos” como resposta.

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8 comentários em “Lutar demais por um amor, cansa

  1. Eu lutei muito por uma pessoa e não adiantou de nada. Fiquei três anos e meio naquela insegurança pra acabar tudo. E agora como se estivesse anestesiada, não sinto nada. Parece que nunca amei a pessoa, ou essa anestesia que sinto está bloqueando sentimentos. Espero que continue assim. Um sentimento ainda sinto, desprezo pela mesma pessoa por quem lutei e cansei de lutar. A matéria está corretíssima, lutar demais cansa e desgasta demais a gente a ponto de esgotar nossos sentimentos!

  2. Acho que estra máxima se aplica não apenas no terreno da conquista, quando se doa completa e compreensivamente para o parceiro, ainda que de maneira sincera e descompromissada, espera uma resposta positiva do outro, não necessariamente com palavras (que muitas vezes podem ser apenas palabras) mais com gestos e mudanças de atitude que te mostrem que seu esforço valeu a pena. Caso contrário será apenas um doar-se sem receber.

  3. “Amor facinho” nao existe rsrsrrs … So em romances temporarios… Mas concordo que muitos naos deixam marcas, bloqueios, ressentimentos… O tempo coloca cada pessoa e sentimento em seu devido lugar =)

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