Corrupção na polícia: bandidos e mocinhos se confundem

A corrupção é prática comum no país. Por isso, não é de se estranhar a declaração do traficante Nem. Preso nessa quinta-feira, ele declarou que metade do seu faturamento ia para os policiais – civis e militares.

Eles fazem parte da chamada “banda podre” da polícia.

Infelizmente, a afirmação de Nem não traz nenhum fato novo. Novo será se os nomes dos “beneficiados” forem listados e os envolvidos, punidos.

No Brasil, bandidos e mocinhos se confundem. Não dá para saber em quem confiar. Nos morros, por vezes, é mais fácil deixar a segurança para os traficantes.

Não dá para dizer que isso vai mudar. Ações têm sido desenvolvidas para afastar a “banda podre”. Mas, para quem está de fora, nunca é possível saber até que ponto isso é sério ou se trata-se apenas de atitudes que maquiam os fatos mais graves.

Por isso, a prisão de Nem – e de outros traficantes – não traz conforto. Não significa vitória. Gente presa não liberta a população. Continuamos inseguros. A vida segue sob regime fechado.

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