A beleza que mata

A imagem para o post podia ser de corpo inteiro, mas penso que só o rosto da Angelina Jolie já diz tudo, né?
A busca pela beleza é um direito. Não sou contra cirurgia plástica. Nem tenho qualquer preconceito contra quem colocou silicone. Pouca importa se o seio é natural ou é resultado de uma prótese. Vale o mesmo para nariz, bumbum, barriga… Prevalecendo o bom senso, as pessoas têm direito de corrigirem o que desejam. Importa sentir-se bem.

Entretanto, é preciso reconhecer que as plásticas estão na moda. Temos um modismo. Adolescentes alteram o corpo. Manipulam. Ou até mutilam – no caso daquelas que optam por retirar costela para afinar a cintura. Mulheres muito jovens, ainda com “tudo em cima”, submetem-se ao bisturi a fim de conquistar um corpo idealizado – que nem sabem muito bem qual é.

Por conta disso, há um comércio irresponsável de plásticas. No Brasil e fora dele. Por aqui, médicos não especializados se atrevem a atender clientes. E, por vezes, colocam em risco a vida dos pacientes – na maioria, mulheres. Elas, na busca pelo modelo ideal, “esquecem” de checar a qualificação profissional, resultados anteriores etc. Os resultados acabam sendo insatisfatórios. É um corte desproporcional aqui, uma cicatriz feia ali, um umbigo estranho, uma barriga nitidamente “feita” em sala cirúrgica… Sem contar os casos de morte.

Foi o que o Fantástico mostrou nesse domingo. Como é restritivo o custo de um procedimento com um médico respeitado, muita gente tem optado por “profissionais” que atendem nos países vizinhos – Paraguai, por exemplo. A promessa de um milagre estético tem o preço mais alto: colocar a própria vida em risco. Lamentável.

A sociedade que valoriza a imagem é a mesma que transforma gente em coisa. A estética ganhou contornos inalcançáveis. O real não é tão belo. E nenhuma cirurgia faz milagres. Por isso, predomina a insatisfação com o próprio corpo. Insatisfação que alimenta um mercado milionário e que se sustenta pela angústia da projeção do que é ser belo.

Anúncios

Na segunda, uma música

Vamos começar a semana… Sempre desejando dias melhores. E, como se repete há quase dois anos, na segunda-feira, temos aqui uma música. A canção de hoje é do Leoni, que começou com o Kid Abelha e, ao longo da carreira, teve grandes parceiros – Cazuza, Paula Toller, Roberto Frejat entre outros.

A canção escolhida vem num dueto com Herbert Vianna. Trata-se de uma de suas composições mais conhecidas, “Por que não eu?” (claro, ele também é autor de “Garotos”, “Só pro meu prazer”, entre outras). E certamente traz lembranças pra muita gente.

Para os amigos, a música de hoje.